Conferencista Edimilson Garcia

sábado, 30 de outubro de 2010

VIDA QUE FLUI





A diferença
O Mar da Galiléia
  • recebe a água do rio Jordão
  • que flui adiante na continuação desse rio
  • nele e à sua volta há vida abundante!
O Mar Morto
  • só recebe a água do rio Jordão
  • ela não flui adiante
  • nele não há nenhuma vida!
Jesus disse:
  • "Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva" (João 7.38).
  • "Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna" (João 4.14).
O Mar da Galiléia e o Mar Morto ilustram o princípio bíblico de que precisamos transmitir a vida que recebemos - para que ela se reproduza e floresça continuamente em nós. Do mesmo modo, mais bem-aventurado é dar que receber e quem semeia com fartura colherá com abundância. Além disso, devemos realizar a obra do Senhor com determinação e constância, confiando que os frutos serão produzidos pela ação do Espírito Santo:
  • "E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará" ( 2 Coríntios 9.6).
  • "A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado" (Provérbios 11.25).
  • "Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também" (Lucas 6.38)
  • "Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás" (Eclesiastes 11.1).
  • "Porque o que semeia para sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna" (Gálatas 6.8).
  • "Quem somente observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará" (Eclesiastes 11.4).
  • "Semeia pela manhã a tua semente e à tarde não repouses a mão, porque não sabes qual prosperará; se esta, se aquele ou se ambas igualmente serão boas" (Eclesiastes 11.6).
  • "O reino de Deus é assim como se um homem lançasse a semente à terra; depois, dormisse e se levantasse, de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, não sabendo ele como" (Marcos 4.26-27).

SUEPREENDIDO PELA MORTE

Para o jogador de futebol Marc-Vivien Foe (28 anos) da Seleção Nacional de Camarões, 26 de junho de 2003 era um dia especial em sua vida. Ele e seus companheiros iriam jogar contra a Colômbia a possibilidade de disputar a final da Copa das Confederações. Era também um dia especial para sua esposa e sua família, que esperavam ansiosos pelo jogo, num estádio superlotado. Naturalmente todos esperavam por uma vitória do seu time e um bom desempenho de Marc-Vivien. Ele se preparara intensivamente para o torneio e como todos os outros jogadores tratou de estar em excelente forma física.
O apito do juiz iniciou o jogo às 13:00h em Lyon, França. O time de Marc-Vivien jogava bem e aos nove minutos fez um gol que garantia sua colocação na final contra a França.
Então aconteceu o inesperado. Aos 28 minutos do segundo tempo, sem nenhum motivo aparente, Marc-Vivien caiu, no momento em que voltava para ajudar na marcação. Nenhum dos seus adversários o havia tocado, nem mesmo um dos jogadores da sua seleção. Com os olhos virados ele permanece estirado no chão! Chocados, os outros jogadores dão sinal ao departamento médico para fazer o atendimento. Ainda em campo foi atendido pelo médico do time colombiano, Hector Cruz, que tentou “reanimá-lo”. Depois disso, na beira do campo, outros médicos tentam, sem sucesso, por mais 40 minutos. Marc-Vivien não reagiu a nenhuma tentativa de reavivamento e morreu, ali, no gramado, diante dos espectadores e das câmeras de televisão.
Que tragédia dolorosa! Sua esposa e sua família são obrigadas a assistir tudo sem poder fazer nada! Da mesma forma que seus colegas, que nem puderam se alegrar pela vitória e até pensaram na possibilidade de desistir da final. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, lamentou: “A família futebolística está abalada por este trágico acontecimento”.
A Bíblia é muito clara em relação à morte. Em Hebreus 9.27 está escrito: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disto, o juízo...”. Cada ser humano vai morrer algum dia. A morte é uma realidade com a qual somos confrontados diariamente através das notícias nos jornais e na televisão. A pergunta importante é: estamos preparados para a morte, e para o que vem depois? Assim como o jogador se prepara para o torneio, treinando diariamente, e cada um de nós se prepara para as exigências da vida; como tem sido em relação à morte?
Se achamos que com a morte tudo acaba, estamos enganados. Não é o “nada” que nos espera, ou uma vida em outra forma como muitas religiões e filosofias nos querem fazer acreditar. Não, o que nos espera é o julgamento, isto quer dizer, vamos ter que prestar contas na presença de Deus sobre como reagimos em relação ao Seu Filho nesta vida. Isto decidirá onde passaremos a eternidade: nos céus ou no inferno. E se não quisermos acreditar e não contamos com isso, seremos surpreendidos.
“Quando estiver velho, então me preocuparei com a vida depois da morte”, responde a maioria das pessoas quando perguntadas sobre isso. E Marc-Vivien? Vinte e oito anos é uma idade em que se conta com a morte? A morte o pegou de surpresa. Ele, sua família, seus colegas e o mundo inteiro, que assistiram boquiabertos pela televisão ou leram nos jornais. Nós também podemos ser pegos de surpresa. Antes de nossa morte teremos uma “última chance” de nos prepararmos? Ou nos acontecerá como ao jogador de futebol?
Em João 3.16-17 lemos: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”. Aqui vemos o grande amor de Deus por cada pessoa. Deus enviou Seu próprio filho, Jesus Cristo, a esta terra, com o propósito de salvar o mundo. Ele quer nos salvar da perdição eterna, que é a conseqüência da nossa natureza pecadora.
Se preparar para a morte significa colocar sua vida com Deus em ordem. Para isso existe somente um caminho: aceitar a salvação que Jesus Cristo oferece através de Sua morte na cruz – “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12). E em João 14.6 Jesus diz: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Não deixe para mais tarde a sua decisão de onde você gostaria de passar a eternidade – com Ele na Glória ou longe dEle na perdição eterna. Dê este passo agora, hoje, e entregue sua vida para Ele. Ele lhe receberá com os braços abertos, lhe perdoará toda culpa e lhe dará vida eterna. Ele já lhe espera há tanto tempo!

SERVO DO SENHOR

Isaías foi um servo amado e escolhido por Deus. Ele o era porque colocou-se incondicionalmente à disposição do Senhor com as palavras: "Eis-me aqui, envia-me a mim" (Is 6.8). Por isso, como um confidente do Senhor, legitimado por Deus, ele pôde anunciar a um mundo perdido, de maneira antes nunca vista, o Salvador e Redentor, o Messias e Emanuel. E ele o fez através do Espírito Santo, por força das suas grandiosas visões, chamando o Prometido de Servo do Senhor.
Israel já tinha recebido uma promessa da vinda do Messias através de Moisés, quando este disse profeticamente: "O Senhor, teu Deus, te suscitará um profeta no meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás" (Dt 18.15). Por trás dessa promessa estava a garantia do Eterno e Todo-Poderoso. E o profeta prometido não podia ser outro do que alguém dentre seus irmãos, portanto, um judeu. "A salvação vem dos judeus" (Jo 4.22), afirmou o próprio Senhor Jesus. Isaías já o havia anunciado antecipadamente de maneira muito clara: "O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz" (Is 9.2). Que promessa e que provisão misericordiosa para Israel, dizendo que justamente para esse povo nasceria uma grande luz em meio às trevas e o ajudaria a sair da sombra da morte! Com que ansiosa expectativa Israel deve ter confiado nessa promessa maravilhosa!
De maneira progressiva, em etapas crescentes, a voz do profeta anunciou a vinda do Salvador e Redentor de Israel e do mundo:
• 1ª etapa: "Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo. Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor" (Is 11.1-2)."Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca..." (Is 53.2).
• 2ª etapa: "Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel" (Is 7.14).
• 3ª etapa: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto" (Is 9.6-7).
• 4ª etapa: "Naquele dia, recorrerão as nações à raiz de Jessé que está posta por estandarte dos povos; a glória lhe será a morada" (Is 11.10).
Rebento – Emanuel – filho – menino – governo – reino – morada – estas são as etapas estabelecidas por Yahweh para o "Rei dos reis e Senhor dos senhores" (1 Tm 6.15).
Porém, da parte de Deus esse Filho elevado e sublime é chamado freqüentemente de Servo do Senhor. Leiamos apenas três textos messiânicos em Isaías:
"Eis aqui o meu Servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios" (Is 42.1).
"Eis que o meu Servo procederá com prudência; será exaltado e elevado e será mui sublime" (Is 52.13).
"Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu" (Is 53.11-12).
Servo do Senhor não seria uma designação humilhante para o Messias de Deus? Esse nome tem conteúdo profético: ele traça o caminho dAquele que teve que entregar Sua alma à morte como malfeitor. A sabedoria divina não conduziu primeiro para o alto, mas à incompreensível profundeza de grandes sofrimentos. Aqui Isaías viu o homem de dores desprezado que carregou as nossas enfermidades (os nossos pecados) e o nosso castigo, como um cordeiro mudo que é levado ao matadouro: "Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido" (Is 53.3-4).
Não é de admirar que os sábios judeus tiveram problemas com essas representações simbólicas tão diferentes e aparentemente paradoxais do Messias: por um lado se fala do Messias vitorioso, a quem será entregue o domínio – por outro lado trata-se de um Messias desprezado, que se deixa matar como servo de Deus inocente, sofredor. Por isso, alguns sábios judeus concluíram que deveria haver dois Messias, chamando ao glorioso de "Mashiach ben David" (Messias filho de Davi), e ao outro, morto como inocente, de "Mashiach ben Yosef" (Messias filho de José). É evidente que Israel se sentia preferencialmente atraído ao glorioso "Mashiach ben David". Mas as duas representações do Messias se referem à mesma Pessoa! Ele é: "Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus" (Jo 19.19). Inconscientemente Pilatos teve que testificá-lo com a inscrição Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum (I-N-R-I), que mandou afixar no alto da cruz (em hebraico, latim e grego – v. 20). Ele é o Cristo, o Salvador do mundo e Redentor de todos aqueles que desejam pertencer-Lhe. Até Seu sofrimento, Sua morte e ressurreição, Ele cumpriu cerca de 300 profecias. Um judeu pode identificar o verdadeiro Messias apenas lendo o livro de Isaías e com isso passar a ter um relacionamento pessoal com Ele. E, Deus seja louvado, muitos já O encontraram!
O conceito messiânico Servo do Senhor estava enraizado na consciência do povo judeu. Mas quando Ele veio em humildade, como Servo, está escrito: "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam" (Jo 1.11). Que trágico! Israel queria um rei judeu majestoso, um rei lutador que o libertasse do jugo romano, não um servo sofredor, que sequer se opôs quando O mataram. Dele está escrito: "Ofereci as costas aos que me feriam e as faces, aos que me arrancavam os cabelos; não escondi o rosto aos que me afrontavam e me cuspiam" (Is 50.6). Isso não poderia acontecer! Alguém que permitiu uma humilhação tão grande jamais poderia ser o seu Messias. A maioria dos judeus mantém essa opinião até hoje.
Pelo Espírito Santo, reconheçamos de maneira nova e louvemos a Jesus como Servo de Deus, a Ele que nos livrou da culpa do pecado!
Qual o elemento da salvação? O sangue, já desde a queda em pecado no Jardim do Éden, pois: "Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão" (Hb 9.22).
Para realizar uma remissão plena para todos os homens de todos os tempos, Deus precisava dAquele que sacrificou-se com Seu próprio sangue. Este foi o caminho de obediência do Servo de Deus, Jesus Cristo. Ele o fez por amor a você e a mim! No dia de Pentecoste o apóstolo Pedro anunciou aos seus compatriotas judeus: "O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós traístes e negastes perante Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo" (At 3.13).
Jesus viveu entre os homens como Servo e Escravo, e como Servo e Escravo Ele consumou a nossa salvação. Por isso Ele disse aos Seus discípulos: "Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve" (Lc 22.27). E: "tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mt 20.28). Este foi o Seu ministério para conosco, pois como Servo de Deus entregou Sua vida no altar do sacrifício por você e por mim. Isso não pode nos deixar indiferentes e desinteressados!
Jesus – Servo de Deus! E nós, que posição assumimos? A índole de servo de modo nenhum existe no homem natural. Muito pelo contrário, a rebelião, o desejo de dominar, o orgulho, estão latentes em nós. "Muitos empregados estão subordinados a mim", disse alguém com orgulho escancarado. Assim é a ambição carnal que tem como alvo a aparência, a posição, o prestígio, o poder, muitas vezes passando por cima dos outros, deixando pelo caminho vidas destruídas. No mundo em que vivemos, ser alguma coisa ou ter valor é muito mais atraente do que ser servo. Que erva daninha é o orgulho, principalmente o orgulho espiritual! O Senhor Jesus demonstrou Sua atitude de Servo e nos exortou a fazer o mesmo: "Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.14-15). Também o apóstolo Paulo tinha entregado sua vida a Deus como servo: "Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no Evangelho de seu Filho, é minha testemunha..." (Rm 1.9). Exercitemo-nos a cada dia, para assumir a posição de servo de Deus ou serva do Senhor! Nosso Mestre nos ajudará nessa jornada e nos abençoará!
Nosso excelso e maravilhoso Senhor Jesus foi apresentado e anunciado por Isaías como Servo do Senhor porque a grandiosa salvação planejada por Deus somente podia ser confiada a um Servo absolutamente disponível, que provasse Sua submissão sendo obediente até a morte.
Encontramos uma primeira representação simbólica antecipada do Servo do Senhor no cordeiro pascal sacrificado antes da libertação do povo hebreu do Egito. Todo pai de família teve que providenciar para sua família um cordeiro sem defeito, macho de um ano, cujo sangue tinha de aspergir nas ombreiras e na verga da porta da sua casa (Êx 12.7) para que fossem salvos da morte. O sangue foi e continua sendo a única substância de salvação.
O que é um servo (um escravo)? Um servo está a serviço de um senhor e tem com ele um relacionamento de submissão e dependência – e espera-se que tenha também um relacionamento de confiança. Temos um exemplo humano em Elieser, servo de Abraão, que desfrutava da confiança de seu senhor a ponto deste usá-lo em tarefas muito especiais. A Elieser foi confiada a missão de procurar e trazer para casa a esposa destinada a seu filho Isaque; portanto, não uma esposa qualquer, mas aquela que havia sido escolhida por Deus (Gn 24). Elieser é um exemplo de servo fiel, que se identifica de maneira total com a ordem recebida. No aspecto espiritual, esse servo Elieser é um símbolo do Espírito Santo, pois ao buscar a esposa para Isaque ele deixou-se guiar e dirigir por Deus. Mas o mais perfeito de todos os servos teve que descer do céu e abandonar a glória do Pai para cumprir Sua missão com perfeição divina: "a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz" (Fp 2.8).
No livro de Isaías encontramos várias descrições de "servos de Deus". Algumas contêm profecias messiânicas e outras se referem a Israel. "E me disse: Tu és o meu servo, és Israel, por quem hei de ser glorificado" (Is 49.3). Israel deveria estar bem próximo do Senhor ao realizar Seu serviço, para levar o conhecimento de Deus até os confins da terra, até às ilhas mais distantes: "...ao meu povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor" (Is 43.21). Essa foi e continuou sendo a tarefa dada a Israel como servo do Senhor. Mas ele sempre fracassava e voltava a cair em desobediência. Deus lamenta a respeito: "Quem é cego como o meu servo, ou surdo, como o meu mensageiro, a quem envio? Quem é cego, como o meu amigo, e cego, como o servo do Senhor?" (Is 42.19). "...me deste trabalho com os teus pecados e me cansaste com as tuas iniqüidades" (Is 43.24). Depois de pecar, Israel era inevitavelmente castigado e disciplinado pelo Senhor. Por isso o Filho-Servo teve que assumir essa tarefa e Ele fez com a máxima perfeição o que Israel não foi capaz de realizar. Também o encargo de resgatar Israel na última fase dos tempos finais teve que ser entregue ao próprio Messias: "Mas agora diz o Senhor, que me formou desde o ventre para ser seu servo, para que torne a trazer Jacó e para reunir Israel a ele, porque eu sou glorificado perante o Senhor, e o meu Deus é a minha força" (Is 49.5). Aqui já temos um panorama e uma visão do ajuntamento de Israel no Milênio de paz!
Será que Deus ainda mantém Seu plano com Israel? David Ben Gurion, o primeiro premiê do recém-fundado Estado de Israel, viajou para os Estados Unidos e quis encontrar Albert Einstein. Ele fez apenas uma pergunta a Einstein: "Do ponto de vista científico, existe ou não existe esse Deus de Israel?" Einstein respondeu-lhe: "Esse Deus, nosso Deus de Israel, existe. Ele vive e Ele reina".
Isaías já sabia disso muito antes, e disse por ordem do Altíssimo: "Mas tu, ó Israel, servo meu, tu, Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, meu amigo, tu, a quem tomei das extremidades da terra, e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem disse: Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei, não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel" (Is 41.8-10). Será que conseguimos sentir todo o amor paternal, todo o zelo com que Ele mesmo está preocupado com a existência e com o futuro de Israel? É simplesmente comovente! Sabemos que Israel está protegido em todos os tempos sob o cuidado e a direção da Sua onipotência. Disso podemos estar certos também hoje, apesar de todas as turbulências por que passa essa nação! Ele o faz apesar da revolta dos palestinos, apesar do Holocausto, apesar de todos os mísseis apontados para Israel. Na sua solidão e no seu isolamento por parte de todas as nações, o povo de Israel – hoje infelizmente secularizado –, está continuamente protegido pelo Guarda de Israel. Nossas orações devem cercar e envolver a Israel como um muro de proteção!
Israel é o povo do Seu serviço, e isso desde o começo! Deus disse: "Dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito. Digo-te, pois: deixa ir meu filho, para que me sirva; mas, se recusares deixá-lo ir, eis que eu matarei teu filho, teu primogênito" (Êx 4.22-23).
Deus seja louvado: Ele nunca desistiu da escolha de Israel como servo do Senhor! "Tu és o meu servo, és Israel, por quem hei de ser glorificado." Deus tornou-se fiador legítimo de Seu povo pelo Seu nome e Seu Filho. Em Sua pessoa como Messias e em Sua obra Ele é representante de Seu povo. O Filho de Deus identifica-se com Seu povo, pois está escrito: "Veio para o que era seu." Israel é propriedade de Jesus e também propriedade de Deus. A Palavra de Deus é Alfa e ‘mega. O que ainda falta a Israel hoje é o Espírito Santo prometido. Sem o Espírito Santo, Israel não está em condições de cumprir sua tarefa nos tempos finais, nem de levar às nações a bênção perfeita e completa. Isso acontecerá depois dos juízos da Grande Tribulação, quando Cristo se dará a conhecer a Seu povo como o Messias. Isaías viu isso numa visão: "até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em pomar, e o pomar será tido por bosque" (Is 32.15). Aí sim Israel, como o povo missionário, trará a bênção completa ao mundo; então, no Milênio, reinará segurança e paz, justiça e descanso. As nações virão a Israel desejando conhecer a verdade, como as Escrituras afirmam por diversas vezes:
"Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia, sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla da veste de um judeu e lhe dirão: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco" (Zc 8.23).
"Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para junto de ti, por amor do Senhor, teu Deus, e do Santo de Israel, porque este te glorificou" (Is 55.5).
"Porque assim diz o Senhor: Eis que estenderei sobre ela a paz como um rio, e a glória das nações, como uma torrente que transborda; então, mamareis, nos braços vos trarão e sobre os joelhos vos acalentarão" (Is 66.12).
Esse é o glorioso futuro de Israel, o servo do Senhor! Por isso também hoje Deus apela a Israel: "Lembra-te destas coisas, ó Jacó, ó Israel, porquanto és meu servo! Eu te formei, tu és meu servo, ó Israel; não me esquecerei de ti. Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi" (Is 44.21-22).
A aliança para a salvação de Israel foi uma aliança de sangue. "Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras" (Êx 24.8). Essa aliança foi selada no Calvário, também em favor de Israel, com o sangue do Filho de Deus por toda a eternidade: "porque isto é o meu sangue, o sangue da (nova) aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados" (Mt 26.28). Por isto: "Regozijai-vos, ó céus, porque o Senhor fez isto; exultai, vós, ó profundezas da terra; retumbai com júbilo, vós, montes, vós, bosques e todas as suas árvores, porque o Senhor remiu a Jacó e se glorificou em Israel" (Is 44.23). Que gloriosa visão do Milênio de paz!
Podemos nos dar por satisfeitos com esses pensamentos piedosos e comoventes? Pelo contrário, devemos estar plenamente convictos de que nós, como Igreja de Jesus, como ramos da oliveira brava, somos enxertados na videira verdadeira, Israel, que é chamado de servo do Senhor. Isso significa identidade com Israel! Por isso, oremos insistentemente por Israel, pedindo que o Senhor o guie e conduza de maneira misericordiosa através da "angústia de Jacó" que ainda está por vir! Nesse sentido também temos uma incumbência bem concreta da parte de Deus: "Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Falai ao coração de Jerusalém, bradai-lhe que já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniqüidade está perdoada e que já recebeu em dobro das mãos do Senhor por todos os seus pecados" (Is 40.1-2).
E no que diz respeito a nós mesmos, a pergunta é: Sou um servo ou uma serva que se empenha de todo o coração pelos interesses do reino de Deus? Será que ouviremos dEle as palavras: "Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor" (Mt 25.21)?

SEREI CONVOCADO ?

Todo jogador sonha ser convocado a jogar pela seleção, representando seu país na Copa do Mundo, a maior festa do futebol. Mais uma copa se realiza e muitos perguntam quem será convocado desta vez. As opiniões se dividem, e um conhecido ditado diz que cada torcedor é um técnico. Mas na seleção há somente um técnico, e ele é o único quem escolhe os que vão jogar. Sua opção é aquela que, para ele, vai formar a equipe vencedora. Juntamente com sua comissão, ele analisa cada jogador e avalia suas condições físicas e técnicas. Depois faz a lista e convoca os escolhidos para um tempo de preparo antes desse campeonato tão importante. Quando a famosa lista vem a público, alguns jogadores se alegram, enquanto outros ficam tristes e decepcionados por não terem sido escalados. Agora só lhes resta torcer pelos companheiros que irão batalhar na linha de frente para serem campeões mundiais.
Meu amigo, você sabia que existe uma lista muito mais importante do que a escalação de uma seleção nacional de futebol? É o Livro da Vida. Nele estão listados os nomes de todos os que pertencem à seleção do maior técnico de todos, que é Jesus Cristo. A Bíblia diz que Jesus, “o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”.[1] Essa foi a missão de Jesus quando veio a este mundo: chamar pecadores ao arrependimento, salvar os perdidos. Mas quem Ele salva, qual o critério que Ele aplica para formar Sua lista de convocados? A Bíblia nos mostra que Ele não faz distinção entre ninguém.[2] Todos são chamados, pois Ele “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” Nessa lista há vagas para todos; ninguém fica de fora. Jesus fez tudo por nós para que pudéssemos fazer parte de Sua seleção. Ele deu Sua própria vida para sermos salvos. Ele pagou o preço da nossa salvação, não com ouro ou prata, mas com Seu precioso sangue ao morrer na cruz pelos nossos pecados. Mas a grande pergunta é: como sou convocado? Como passo a fazer parte dessa seleção?
A resposta é simples: aceite a convocação de Jesus e junte-se a Ele! Talvez sua vida seja uma sucessão de derrotas, decepções e lutas. Talvez seus adversários sejam seus vícios, suas fraquezas e seus pecados. Mas a vitória é possível. Venha a Jesus! Ele o convida, dizendo: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”.[3] É fácil fazer parte dessa seleção que sempre ganha. Basta atender o convite, entregar-se a Ele e deixá-lO tomar conta de sua vida, dirigir seus passos e aliviar sua carga. No momento em que você aceitar Jesus como seu Senhor, seu nome estará escrito na lista dos escolhidos. Não deixe o tempo passar em vão. Deus diz: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração”.[4] Não recuse esta convocação, que pode ser a última!

SALVOS DO TITANIC

Salvos do Titanic
PROFETA DE DEUS
O filme "Titanic" atraiu e emociou multidões em todo o mundo. Outras tragédias mais recentes foram logo esquecidas, mas o caso do "Titanic" continua causando impacto ainda hoje. Ele realmente tem aspectos únicos, pois representou uma exacerbação de arrogância, vaidade, orgulho, pretensão e auto-suficiência humanas, cuja inconsistência foi abruptamente revelada pela ação de Deus. O "colosso dos mares", de que se dizia que "nem Deus poderá afundar esse navio", naufragou na primeira viagem causando a morte de 1.522 pessoas. Mesmo medindo 260 metros de comprimento (o que equivale a um prédio de 100 andares!) e sendo um prodígio de engenharia, tendo sido planejado para ser "insubmergível", bastou que roçasse num iceberg para ser cortado como uma lata de sardinhas e ir a pique. Deus realmente falou e continua falando através desse desastre monumental, lembrando aos homens que a vida, por mais bem planejada, garantida, pujante, moderna e gloriosa, está inteira e exclusivamente em Suas mãos.
Parece que o diretor James Cameron captou ao menos parcialmente esse significado ao afirmar: "...[o 'Titanic'] é um drama sobre a fé na tecnologia e a falência de tudo o que a tecnologia prometia como avanço. Por tudo isso, considero essa história um perfeito microcosmo do século 20. Nós todos estamos vivendo numa espécie de 'Titanic'." Esse realmente é o ponto - a vida humana e o avanço do mundo podem ser claramente comparados com o maravilhoso navio: as expectativas são excelentes, o progresso é impressionante e inegável, nada parece poder interromper a veloz aproximação de dias cada vez melhores. Mas logo adiante há algo com que ninguém contava, algo completamente fora do controle e do domínio mesmo dos mais hábeis e preparados. Pensa-se em tudo, menos na única coisa certa na vida: a morte!
E aqui é preciso alertar que o filme - apesar do aspecto positivo de sacudir as consciências ao relembrar com realismo a impressionante tragédia acontecida há 88 anos -, além da ficção da história de "amor" e da exaltação de padrões morais anti-bíblicos típicos de Hollywood para aumentar a bilheteria, transmite, no final, uma idéia completamente falsa e muito perigosa: como se após a morte todos se reencontrassem felizes e tudo terminasse bem. A Bíblia é muito clara ao afirmar que não acontecerá desta forma: "...aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo" (Hebreus 9.27); "E, se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago do fogo" (Apocalipse 20.15). Isso mostra que nem todos acabam bem após a morte. O destino eterno de qualquer pessoa depende dela ter aceitado ou não a Cristo como Salvador durante sua vida: "Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida" (1 João 5.12). E Jesus diz: "Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida" (João 5.24).
Todos os passageiros do "Titanic" poderiam ter sido salvos se não faltassem botes salva-vidas. Diferentemente do que aconteceu no navio, para este mundo existe só um barco, só um caminho de salvação. Nele, entretanto, há bastante lugar para todos que quiserem, mas o acesso a ele é único - pois o próprio Jesus afirmou: "Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo" (João 10.9a). E em Atos 4.12 está escrito: "E não há salvação em nenhum outro (a não ser em Jesus); porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos."
Você já entrou por essa porta? Você já foi salvo? Você já tem certeza do que o espera depois da morte? Pois seria uma tragédia ter apenas se emocionado quando assistiu ao filme, sem perceber que você está exatamente na mesma situação dos passageiros do "Titanic" - aceite agora mesmo a oferta de salvação gratuita e amorosa de Jesus. Não deixe a decisão para depois, pois então poderá ser muito tarde!

S.O.S TITANIC

S.O.S. Titanic
PROFETA DE DEUS
10 de abril de 1912: Um grande dia na história da navegação. O Titanic, o maior e mais luxuoso transatlântico construído até aquela data, parte com 2.200 passageiros a bordo para sua primeira viagem de Southampton para Nova Iorque. Devido ao seu engenhoso e bem planejado sistema de compartimentos estanques, ele era considerado praticamente insubmergível. "Nem Deus consegue afundar esse navio!", afirmaram alguns. 14 de abril, 23:00 horas: O Titanic recebe uma mensagem de rádio: "Cuidado, icebergs!" O aviso é desprezado. Que mal poderia fazer um pouco de gelo para o grande e poderoso navio? Mas então... 23:40 horas: De repente uma enorme montanha de gelo aparece na frente do Titanic. Os alarmes tocam. Um estranho ranger se faz ouvir. Grande agitação na ponte de comando. E aí vem a terrível comunicação: um rombo de 90 metros na proa! A água entra muito rapidamente apesar dos compartimentos estanques, subindo cada vez mais!
0:05 horas: Vinte e cinco minutos após a colisão. Ouve-se a ordem: "Todos os passageiros para o convés! Preparar todos os botes salva-vidas!" O operador de rádio recebe a ordem para enviar a mensagem de SOS. SOS - "save our souls - salvem nossas almas!" Mas muitos ainda nem se dão conta da seriedade da situação. A banda de bordo continua a tocar suas músicas. E muitos tentam desviar sua atenção do perigo real com alegria fingida. Aproximadamente 0:30 horas: "Todos para os botes! Mulheres e crianças primeiro!" Muitos se negam terminantemente a entrar nos botes salva-vidas. Eles dizem: "Não, nós não vamos. Queremos ficar. Aqui estamos mais seguros. O Titanic não vai afundar". 0:45 horas: Os primeiros botes são lançados ao mar. Alguns apenas com a metade de sua capacidade de ocupação! Muitos dos lugares seguros nos botes ficam vazios. A maior parte dos 2.200 passageiros fica a bordo perplexa, indecisa. 2:18 horas: Todas as luzes do navio se apagam. O Titanic afunda nas gélidas águas do Atlântico, arrastando para a morte mais de 1.500 pessoas.
Esse foi o trágico final de um dos capítulos da história do orgulho humano. Muitos dos que estavam a bordo do Titanic faziam planos e estavam convictos que alcançariam Nova Iorque. Eles pensavam: "O que pode nos acontecer nesse navio tão imponente? Ninguém atrapalhará nossos planos!" Mas mesmo assim todos os planos se frustraram naquela noite. A Palavra de Deus, a Bíblia, nos diz: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda" (Provérbios 16.18).
A questão decisiva é, se entreguei minha vida a Deus, colocando-a sob Sua direção ou se tento vivê-la e administrá-la sem Ele. Planos sem Deus acabam num beco sem saída. Passar pela vida ignorando-O é uma catástrofe. Quem não crê e não confia nEle encontra-se no caminho da perdição eterna. Mas Deus oferece uma chance de salvação maravilhosa. A Bíblia diz: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa" (Atos 16.31). Deus mandou Seu Filho, Jesus Cristo, a este mundo para nos salvar. Ele é nosso "bote salva-vidas". Quem crê nEle, confessando-Lhe toda a culpa e todo o pecado, colocando a vida sob a direção de Jesus, não se perde, mas recebe a vida eterna.
Uma pergunta: Você ainda se encontra no "Titanic que está afundando"? Ou você já entrou no "bote salva-vidas"? Se você ainda não tem certeza, não vacile em enviar um pedido de socorro a Jesus, um SOS pessoal ao Senhor, por meio da oração, antes que o navio de sua vida naufrague. No momento em que você entregar sua vida a Ele, reconhecendo sua culpa, você será salvo. "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Romanos 8.1). Jesus quer dar a você uma nova vida, a vida eterna. Uma vida sem medo do futuro, alegre e feliz. Aproveite esta oportunidade

RESSUREIÇÃO !

A mensagem simples mas poderosa da ressurreição foi anunciada em primeiro lugar às mulheres que foram ao túmulo onde havia sido colocado o corpo do Senhor Jesus.
Com corações pesados de tristeza, elas chegaram ao jardim e encontraram a grande pedra, que fechava a entrada, fora de seu lugar, rolada para o lado, e viram que o selo do sepulcro havia sido retirado. Então uma voz de anjo chegou até seus ouvidos. Essa foi a mensagem mais maravilhosa jamais anunciada: "Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou" (Lc 24.5b-6a).
Nos dias seguintes, o Cristo ressuscitado apareceu para mais de quinhentos discípulos e seguidores (1 Co 15.6). Quando se propagou a maravilhosa notícia de que Jesus Cristo, o crucificado, estava vivo, os discípulos arriscaram a própria vida para irem por todo o mundo anunciando a mensagem. Por quê? Porque a ressurreição do Senhor Jesus Cristo tem um significado vital para todas as pessoas em todos os lugares.
Ele ressuscitou para ser Mediador entre Deus e os homens. Ele deu a sua vida como sacrifício pelos nossos pecados, e só com base em Seu sacrifício no Calvário, por causa de Jesus, Deus perdoa os nossos pecados (1 Jo 2.12). "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo que importa que sejamos salvos" (At 4.12).
Os homens pensaram acabar com a obra de Jesus, matando-O – mas Ele ressuscitou como Vencedor e vive hoje! Através de sua morte e ressurreição todos os que O invocam recebem a salvação.
"Se, com a tua boca, confessares a Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Rm 10.9)
"Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Co 15.3b-4).
O que significa a Sua ressurreição para você?
Creia que Jesus morreu para pagar pelos seus pecados e ressuscitou para lhe dar nova vida. Aceite-O como seu Salvador pessoal e torne-se participante do poder da Sua ressurreição!

QUERER VER A JESUS

"Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade. Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos, e rico, procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. Então correndo adiante, subiu a um sicômoro, a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa. Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria. Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que ele se hospedara com homem pecador. Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma cousa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais. Então Jesus lhe disse: Hoje houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido" (Lc 19.1-10).
Zaqueu se empenhou pessoalmente e deu passos bem concretos para ver a Jesus. Ter contato com Jesus, estar com Ele cada dia é algo imprescindível, é uma questão vital para um filho de Deus, pois sem Ele nada podemos fazer, nada que tenha valor eterno.
Depois que muitos na Galiléia haviam se afastado de Jesus, o Senhor perguntou aos discípulos que restavam: "Porventura quereis também vós outros retirar-vos?" (Jo 6.67). Foi Pedro quem respondeu em nome de todos: "...para quem iremos? tu tens as palavras da vida eterna" (v. 68b). Será essa a nossa atitude também? Podemos dizer de todo o coração: Senhor, aqui não temos outro lugar de descanso a não ser junto de Ti? Se pudermos responder afirmativamente, será que é também nosso ardente e sincero desejo ter sempre um novo encontro com Ele? E será que estamos preparados e dispostos a um encontro assim, que exige todo o nosso empenho, como Zaqueu o fez?
Um novo encontro com Jesus Cristo deveria ser muito precioso para nós; temos de pagar o preço por isso. Hoje essa não é a disposição de muitos crentes, pois já tropeçam e falham nas coisas mais naturais da vida cristã. O que eu quero dizer com isso? Bem simplesmente:
Por que é que exatamente nessa atividade nós, cristãos, devemos mostrar empenho total? Porque em uma reunião de filhos de Deus sempre se pode esperar por um novo encontro com o ressurreto Senhor Jesus Cristo. Ele próprio prometeu: "Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles" (Mt 18.20). Formulando de outra forma: onde existe uma reunião de crentes, "ali estou no meio deles". É por isso que somos exortados tão fortemente em Hebreus 10.25: "Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima" (Hb 10.25). Como é importante não abandonarmos nossas reuniões, porque é lá que podemos sempre ter um encontro com Jesus. Devo ressaltar que a Palavra de Deus deve estar em primeiro lugar em uma igreja local, senão nem se pode falar de um encontro com Jesus. Mas onde isso acontece, sempre se pode encontrar com Jesus.
Realmente não é um assunto sem importância a freqüência às reuniões, uma vez que para o próprio Senhor isso era importante, pois lemos em Lucas 4.16: "Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler". Portanto, Jesus também não temia o esforço de ir regularmente à sinagoga.
Falando de esforço: temos um exemplo muito marcante na Bíblia do que estamos tratando, o relato sobre os magos do Oriente. Eles queriam muito ver a Jesus, o recém-nascido Rei dos judeus, e, para tanto, viajaram centenas de quilômetros.
Vamos nós também mostrar um pouco mais de empenho quando se trata de ver a Jesus? Eu não quero dizer apenas que não deveríamos abandonar nossos cultos e reuniões de oração, mas que deveríamos usar e explorar todos os nossos meios pessoais e nossas possibilidades para encontrarmos a Jesus, ou seja: através da leitura bíblica (Deus fala conosco) e da oração (nós falamos com Deus). Através desses dois presentes celestiais podemos ter sempre novos encontros com Jesus e podemos estar com Ele. Vamos usá-los mais intensivamente?
Zaqueu estava a serviço dos romanos. Ele era chefe de alfândega e era abastado: "Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos, e rico..." (Lc 19.2). Estas duas características – maioral dos publicanos e riqueza – faziam com que ele fosse desprezado e odiado pela população. E realmente é verdade: os publicanos, os cobradores de impostos faziam parte da escória do povo naquela época. Isso fica provado, dentre outras evidências, pelo fato de Jesus ter comparado um publicano com o tipo de pessoa que não quer se arrepender: "E, se ele (a pessoa que não quer se arrepender) não os atender (as testemunhas em questão), dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano" (Mt 18.17). Publicanos eram, naquela época, o símbolo de gente que não quer se arrepender. Isso chegava ao cúmulo de nem serem mencionados junto com os demais pecadores. Os publicanos eram uma casta especial de pecadores, pomo podemos ver em Lucas 15.1: "Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir".
Quando tomamos consciência disso, deveria ser óbvio para nós que Zaqueu era um homem muito solitário. Na verdade só sobrava uma pessoa com quem Zaqueu poderia se relacionar – e essa pessoa era Jesus. Por isso Lucas 19.3a diz que: "...procurava ver quem era Jesus..." Provavelmente ele havia ouvido falar que esse Jesus também se dava com publicanos, bem ao contrário de todos os outros que os odiavam.
Será que a sua situação é parecida com a de Zaqueu? Não que eu esteja comparando você com um publicano; não, isso não. Mas será que a situação aflitiva na qual Zaqueu vivia não é a sua situação atual, seja por qual for o motivo? Talvez você esteja solitário interiormente, abatido e triste. Se é essa a sua situação, então, por favor, faça a mesma coisa que Zaqueu fez: vá a Jesus de todo o coração! Tenha o desejo ardente de encontrá-lO!
Zaqueu não tinha amigo algum, não tinha esperança, coisas que você talvez ainda tenha neste momento; mas mesmo assim ele fez a melhor coisa que poderia ter feito: ele desejava ver a Jesus! Mas na mesma hora em que ele tomou essa decisão, os problemas começaram. Lucas 19.3 diz: "...procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura". Zaqueu tinha um problema realmente sério. Onde ele olhasse, para trás, para a frente, à direita, à esquerda, por todos os lados ele via as outras pessoas como empecilho em seu caminho. Por isso ele não conseguia ver a Jesus. E na vida espiritual é exatamente igual. Sempre que uma pessoa se dispõe a ver a Jesus, surgirão empecilhos e dificuldades, mas estes têm que ser superados!
Agora vamos examinar mais de perto o problema de Zaqueu. Qual era o seu problema?
O texto transcrito acima diz com toda a clareza: ele "...não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura". O texto não diz que os outros eram de estatura muito elevada. Eles tinham a altura normal, o problema estava no próprio Zaqueu, cuja estatura era abaixo do normal.
Assim é também em nossa vida. Talvez tenhamos o forte desejo de ver a Jesus porque precisamos muito ter um novo encontro com Ele, mas no mesmo instante – assim nos parece – uma montanha de empecilhos se interpõe em nosso caminho. Mas isso simplesmente não é verdade, já que sempre existem empecilhos e dificuldades no caminho que segue ao Cordeiro; temos de contar com isso. Entretanto, no mesmo instante em que uma pessoa se levanta para se reencontrar com Jesus, o diabo providencia muitos empecilhos, e coloca muitas dificuldades no caminho, como, por exemplo, exaustão interior, preguiça, um sentimento de vazio ou a impressão de que tudo é em vão. Mas essas são coisas normais que fazem parte da batalha da fé. Não é verdade que no momento em que você quer se encontrar com Jesus, essas coisas de repente se tornam grandes, mas é a sua fé que, de repente, fica pequena quando você encontra os obstáculos. Por quê? Porque você olha para os problemas e obstáculos, ao invés de manter o olhar firme no Senhor, que tanto você quer encontrar.
Foi o que aconteceu com Pedro, quando queria encontrar seu Senhor sobre as águas. Pedro deu um grande passo de fé, ele mostrou coragem. Mas se queremos ter um novo encontro com o Senhor, se desejamos vê-lO de maneira renovada, se queremos realizar um ato de fé em Seu Nome – é sempre a mesma coisa: o diabo semeia obstáculos. Naquela vez, com Pedro andando sobre as águas, foi um vento forte. O que Pedro fez? Ele olhou para o vento e afundou: "Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor!" (Mt 14.30). O que Jesus respondeu a Pedro? "E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste?" (v. 31). Será que entendemos bem? Jesus não falou a Pedro: Coitado de você, você não tem culpa de o vento ser forte demais, mas Ele falou: Pedro, a sua fé ficou pequena!
Você quer um novo encontro com Jesus? Se você quiser, então tem que contar com a oposição de Satanás e que ele vai começar a agir. Mas não desanime. Pelo contrário, demonstre uma grande fé!
O que é que Zaqueu fez quando se deu conta de que jamais iria conseguir ver a Jesus por causa das muitas pessoas que atrapalhavam sua visão? Lemos em Lucas 19.4a: "Então correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo". Ele não poupou esforços para alcançar o alvo!
Com isso voltamos à primeira parte de nossa mensagem, onde concluímos que um novo encontro com Jesus deveria ser muito importante para nós, levando-nos a buscá-lO com afinco. Isso significa bem concretamente para você que, se você quiser experimentar ao Senhor de uma nova maneira, e o diabo quer impedi-lo, deixe-o trabalhar! Aproprie-se pela fé de uma promessa da Bíblia, uma promessa que o anime a realizar o desejo de seu coração, que é o de estar com Jesus. Pense, por exemplo, na passagem de Jeremias 29.13, onde está escrito: "Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração."
Quando você fizer isso, Jesus se sentirá impelido a entrar em sua casa, isto é, a ter um encontro com você: "Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa" (Lc 19.5). Quando o Senhor vê que alguém, cheio de fé e de coragem, quer se encontrar com Ele, Jesus se achega e conforta essa pessoa. E mais ainda: o Senhor fica esperando por uma atitude assim, pois em 2 Crônicas 16.9a está escrito: "Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele."

QUEM É JESUS ?

Jesus de Nazaré transformou o mundo. Jamais houve e jamais haverá alguém como Ele. Ele é o tema de mais livros, peças, poesias, filmes, e manifestações de adoração do que qualquer outro homem na história da humanidade. Ele dividiu a história humana em a.C. e d.C. – "antes e depois de Cristo".
Ler as Suas palavras cuidadosamente – comparando-as com as de Maomé, Buda, e os escritos hindus, ou de qualquer outro líder religioso – é ficar atônito diante do seu poder e singularidade. Os que O ouviram, perguntaram surpresos: "Donde lhe vêm esta sabedoria e poderes miraculosos?" (Mt 13.54). Observar o que Ele fez é convencer-se intuitivamente das afirmações básicas da fé cristã.
Tudo de bom que o cristianismo fez ao mundo é resultado da influência de Jesus. Mas, quem era esse homem? As Escrituras hebraicas predisseram com séculos de antecedência a vinda de um Messias divino para toda a humanidade, e Jesus é o cumprimento dessas profecias.
Por isso, é essencial que você Conheça@Jesus! Veja o que a Bíblia diz sobre Ele:
Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação (Colossenses 1.15)
Porque aprouve a Deus que, em Jesus, residisse toda a plenitude (Colossenses 1.19)
Jesus é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste (Colossenses 1.17).
Em Jesus habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade (Colossenses 2.9)
Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito [Jesus], que está no seio do Pai, é quem o revelou (João 1.18)
Jesus é o resplendor da glória e a expressão exata do Ser de Deus, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder... (Hebreus 1.3)
Em Cristo todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos (Colossenses 2.3).
O Verbo [Jesus] estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu (João 1.10)
O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia se manifestou... isto é, Cristo em vós, a esperança da glória (Colossenses 1.26,27)
Jesus se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção (1 Coríntios 1.30)
Jesus é a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem (João 1.9)
Deus, o Pai, constitui ao Filho, Jesus, herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo (Hebreus 1.2)
Jesus é o Mediador da Nova Aliança... (Hebreus 12.24)
Jesus é o Autor e Consumador da fé... (Hebreus 12.2)
Em Jesus temos a redenção, a remissão dos pecados (Colossenses 1.14)
Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1 Timóteo 2.5)
Jesus disse: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14.6)

QUEM DIZEM OSHOMENS SER JESUS ?

PROFETA DE DEUS
"Chegando Jesus à região de Cesaréia de Felipe, interrogou os seus discípulos: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? Responderam-lhe: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias, ou um dos profetas. Perguntou-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". O evangelista Mateus (Mateus 16:13 a 16).
"Ao ver as gravuras dos quadros pintados daquilo que dizem ser o meu Senhor, meu ser não aceita o que está na tela. É falsa a inspiração do pintor. Não creio, não creio num Cristo vencido, cheio de amargura, semblante de dor. Eu creio num Cristo de rosto alegre. Eu creio num Cristo que é vencedor!".[1] Josias Menezes (O Rosto de Cristo).
Os místicos subtraíram Jesus ao máximo e agora estão redefinindo-O. Os esotéricos tentam passar uma esponja sobre os Evangelhos neo-testamentários, querem re-editar os evangelhos de uma forma que espelhe o misticismo oriental e tencionam re-criar um "novo" Cristo. Conhecemos cada vez mais pessoas que aceitam esse "novo" Jesus. Falam de um Jesus mente-aberta, que não censura, que não reivindica ser o caminho para o céu, que ensina os dogmas das religiões orientais, o esoterismo e a busca de um suposto deus-introvertido em cada indivíduo.
Os esotéricos querem um Jesus, tipo "Santo Issa", que sincretize com Buda, Krishna, Iman Mahdi e talvez até com o futuro messias judaico. Anseiam por um Jesus que seja um mestre perfeito entre muitos mestres perfeitos. Vêem Jesus como um iluminado que não apenas alcançou a consciência do "Cristo cósmico", mas também que estava em perfeita simbiose com o futuro "Cristo cósmico" Para os nova erenses, o termo "o Cristo" não se refere a uma pessoa específica. "O Cristo" é um cargo, uma função, como por exemplo "o presidente" de um país. Dizem que o título "o Cristo" pertence ao "Senhor Maitreya*", mas já foi compartilhado temporariamente com alguns seres espiritualmente elevados, como por exemplo: Jesus.
Esse Jesus do Movimento da Nova Consciência seria um mero homem com um espírito bastante evoluído. Muitos sectários deste "movimento aquariano" asseguram que seu Jesus teve uma formação acadêmica esotérica no Oriente durante Sua mocidade e se tornou semelhante a muitos gurus orientais da antiguidade.
Quem é Jesus para Bhagwan Shree Rajneesh?
Bhagwan Shree Rajneesh, também chamado de Osho (1932-1990), ficou conhecido como o guru sexual por ter difundido as " Estabeleceu o seu centro espiritual em Antelope, Oregon, reivindicou ser Deus, precipitou um escândalo internacional sobre imoralidade e drogas e foi investigado pela Receita Federal americana. Foi deportado dos Estados Unidos de volta para a Índia, sem ter o direito de levar consigo seus noventa carros Rolls Royce.[2] Apesar dos críticos o considerarem um perverso, Rajneesh é respeitado e amado por muitos esotéricos e seus livros são vendidos aos montes.
Observem o conceito que este guru indiano, Rajneesh, tinha acerca de Jesus Cristo:
"Para lhe dizer a verdade, Jesus é um caso psíquico. [...] Ele é um fanático. Ele tem o mesmo tipo de mente de Adolf Hitler. Ele é um fascista. Ele acha que somente aqueles que o seguem serão salvos. [...] E os bobos continuam acreditando que eles serão salvos se seguirem Jesus. Até Jesus não está salvo e ele sabe disto".[3]
Quem é Jesus para Matthew Fox?
Matthew Fox é um ex-padre, excomungado da ordem dominicana em virtude de suas idéias homossexuais. Posteriormente, foi ordenado pelo clero da igreja episcopal americana. Autor do "best-seller" esotérico The Coming of The Cosmic Christ (A Vinda do Cristo Cósmico), Fox exerce uma tremenda influência mística no círculo protestante.
O Cristo cósmico, pregado por Fox, como também Jesus (que supostamente assimilou a consciência deste Cristo cósmico) podem ser tanto hetero como homossexual:
"Muitos cristãos têm sido levados a acreditar que o Cristo não está presente no fazer-amor. Isso não faz sentido. De fato, o Cristo Cósmico é radicalmente presente a todas as sexualidades e em todas as suas dimensões e possibilidades. O Cristo Cósmico celebra a diversidade sexual – "Em Cristo não há macho nem fêmea", diz Paulo (Gálatas 3:28). O Cristo Cósmico não é obsecado com identidades sexuais. O Cristo Cósmico pode ser ambos, feminino e masculino, heterossexual e homossexual".[4]
"Fox também pede uma substituição da pesquisa do Jesus histórico pela pesquisa do Jesus Cósmico. Ele diz que é tempo de ‘reivindicar’ o Cristo Cósmico. Nós precisamos nos mudar de um Cristianismo do ‘Salvador Pessoal’ para um Cristianismo do ‘Cristo Cósmico"’.[5]
Quem é Jesus para Elizabeth Clare Prophet?
Prophet acredita que "Deus" habita em cada ser humano e não somente em Jesus e que todos nós aspiramos nos tornar também o Cristo:
"Deus habita em cada homem e não apenas em Seu filho Jesus, o Cristo. O unigênito Filho do Pai, cheio de graça e verdade, é o Cristo pelo qual a Imagem do Senhor tem sido reproduzida repetidas vezes como a identidade-Cristo de cada filho e filha que tem vindo do Espírito infinito de Deus Pai-Mãe".[6]
"Tornar-se um Cristo é, pois, o objetivo de cada filho de Deus".[7]
Prophet também assegura que Jesus não foi o expiador dos nossos pecados:
"A doutrina errônea que diz respeito ao sacrifício sanguinário de Jesus – a qual ele mesmo nunca ensinou – tem sido perpetuada até os dias atuais. Deus o Pai não requereu o sacrifício de Seu Filho Jesus Cristo [...] como uma expiação pelos pecados do mundo; e nem é possível de acordo com as leis cósmicas que qualquer sacrifício humano equilibre o pecado original e nem os subseqüentes pecados de alguém ou de muitas pessoas".[8]
Quem é Jesus para Lauro Trevisan?
Lauro Trevisan é um padre brasileiro conhecido como "o arauto do pensamento positivo e da Nova Era". Trevisan é autor de vários livros místicos e afirma que Jesus só se tornou o Cristo a partir do Seu batismo no rio Jordão:
"Lucas narra que, ao receber o batismo de João, desceu o Espírito Santo sobre Jesus, em forma corpórea de pomba", e do céu veio uma voz: ‘Tu és meu Filho bem-amado; eu, hoje, te gerei!’ (Lc 3, 21-22). Neste momento, era gerado o Cristo, o Filho de Deus. A partir deste instante, já não era mais apenas o filho de Maria e José. Já não era mais apenas o Jesus. Era o Cristo, o Iluminado, o Messias, o Salvador. E começou a transmitir a mensagem que a luz Divina lhe inspirara, chamando-a de Boa Nova".[9]
Lauro Trevisan estimula seus leitores a aprofundarem seus conhecimentos sobre a mensagem de Jesus mergulhando nas doutrinas do ocultismo:
"À medida em que a humanidade mais evolui no campo da mente, do espírito, das chamadas ciências ocultas e do conhecimento das leis universais, melhor entenderá a mensagem de Jesus".[10]
Afinal, é Jesus Cristo o verdadeiro e único Cristo?
"Vinde, vede um homem que me disse tudo o que tenho feito. Poderia ser este o Cristo?" – a mulher samaritana questionando acerca de Jesus (João 4:29).
Cristo é a palavra grega que significa Messias. Messias, por sua vez, vem do hebraico Mashiah que quer dizer "ungido". Para os cristãos só houve um único Messias – Jesus Cristo. A polêmica levantada pelos esotéricos é que Jesus não é o Messias, mas assumiu a função de Messias temporariamente durante alguns anos da Sua vida terrena. Como já frisamos, para os místicos, o Messias integral é o vindouro "Cristo cósmico" 
O fato é que, falem o que quiserem, "Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente" (Hebreus 13:8). Mas, quem é esse imutável Jesus?
Sobre a questão da cristandade de Jesus, queremos salientar apenas cinco aspectos:
Jesus, o embrião Cristo:
Ao contrário do que o Movimento da Nova Consciência ensina, Jesus e o Cristo não são duas personalidades separadas e distintas. Jesus Cristo é uma única pessoa desde o começo e é inseparável. Jesus não incorporou o espírito do "Cristo cósmico" (Maitreya*), mas sempre foi o Cristo.
Houve tantos fenômenos e acontecimentos extraordinários cercando a gravidez de Maria, o nascimento e a infância de Jesus, que fica difícil desmentir que aquele menino era de fato o Cristo. Observemos alguns destes episódios:
O povo de Israel conhecia uma profecia de Isaías (de mais ou menos 750 a.C.) que vaticinava que o Messias nasceria de uma virgem e seria chamado de Emanuel: "Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: A virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel", o profeta Isaías (Isaías 7:14). Jesus cumpriu literalmente esta profecia quando nasceu, veja o texto: "Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta (Isaías): A virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamarão pelo nome de Emanuel, que quer dizer: Deus conosco", o evangelista Mateus (Mateus 1:22 e 23).
No dia do nascimento de Jesus, um anjo desceu dos céus até os pastores na circunvizinhança de Belém e garantiu-lhes que o Cristo tinha nascido: "Na cidade de Davi vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor", o evangelista Lucas (Lucas 2:11).
Talvez um dos eventos mais marcantes de reconhecimento da cristandade na infância de Jesus foi quando Seus pais O levaram ao templo em Jerusalém para O consagrarem. Havia duas personagens no templo, Simeão e a profetisa Ana, que, ao verem o Senhor Jesus, reconheceram de imediato que aquele nenê era o Messias: "Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; este homem, justo e temente a Deus, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava sobre ele. Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito foi ao templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para com ele procederem segundo o que a lei ordenava, ele então o tomou nos braços, e louvou a Deus, dizendo: Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra, pois os meus olhos já viram a tua salvação [...]. O pai e mãe do menino admiraram-se das coisas que dele se diziam. [...] Estava ali a profetisa Ana [...] Era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia. Chegando na mesma hora, dava graças a Deus, e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém", o evangelista Lucas (Lucas 2:25 a 38).
Compreende-se, nestas passagens dos evangelhos bíblicos, que o ser que foi engendrado no útero da virgem Maria era o embrião Cristo. Jesus é Deus encarnado desde a "barriguinha" de Maria e José que o diga. José, ao saber que sua virgem namorada, Maria, encontrava-se gestante, tentou fugir secretamente, mas um anjo o alertou: "... em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo", o evangelista Mateus (Mateus 1:20).
Jesus não compartilhou o Seu título de Cristo com ninguém:
Jesus se identificou como o Cristo (Mateus 16:13 a 20; João 11:24 a 27). Jesus nunca incentivou as pessoas a se tornarem o Cristo, jamais disse: "desenvolva sua consciência crística – você também pode aspirar um dia tornar-se um Cristo como Eu".
Jesus alertou acerca de falsos cristos:
É importante para nós, cristãos, observar o surgimento de falsos cristos, pois assim temos a certeza de que estamos perto do fim do mundo. "Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. [...] Tais coisas devem acontecer, mas ainda não é o fim", o evangelista Mateus (Mateus 24:4 a 6).
O Oriente honrou Jesus:
Não há qualquer menção na Bíblia de que Jesus tenha visitado o Oriente, no entanto, os orientais vieram visitar Jesus. A Bíblia relata que homens sábios, estudiosos das profecias, perceberam que uma brilhante estrela no céu anunciava o nascimento do Salvador. Viajaram do Oriente até a pequena vila de Belém para presentearem e honrarem ao bebê Jesus. "...e a estrela que (os sábios orientais) tinham visto no Oriente, ia adiante deles até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino. Vendo eles a estrela, alegraram-se imensamente. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe e, prostrando-se, o adoraram. Então, abrindo os seus tesouros, lhe apresentaram suas dádivas: ouro, incenso e mirra", o evangelista Mateus (Mateus 2:9 a 11).
Não podemos imaginar quanto tempo aqueles magos orientais esperaram por aquele sublime momento de estarem ajoelhados aos pés de Jesus. Eles reconheceram o senhorio de Cristo e a Ele expressaram seu louvor.
Ah... como seria bom se os adeptos da Nova Consciência entendessem a profundidade desta mensagem. Os magos orientais vieram contemplar e honrar Jesus; não houve qualquer tentativa do Jesus adulto de retribuir esta honra aos sábios orientais. Os nova erenses, sob pretextos infundados e sob alegações baratas querem forçar Jesus a se curvar diante das doutrinas das religiões orientais. Fabricaram um "Jesus" que abraçou o budismo e o hinduísmo, mas que na verdade não passa de uma manipulação forçada da personalidade de Jesus Cristo.
Negar que Jesus Cristo é o Cristo – aliar-se ao Anticristo:
Negar que Jesus é o Cristo é fazer parceria com o Anticristo. Infelizmente, consciente ou inconscientemente, os sectários da Nova Consciência já assimilaram o espírito do Anticristo e preparam o palco para a aparição dele – o seu "Cristo Cósmico". "Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho. Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; aquele que confessa o Filho, tem também o Pai", o evangelista João (I João 2:22 e 23).
"Nisto conheceis o Espírito de Deus: Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus, mas todo espírito que não confessa a Jesus não é de Deus. Este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e agora já está no mundo", o evangelista João (I João 4:2 e 3).
Apenas para a reflexão dos cristãos: Satanás está deixando muito claro para todo mundo que o Cristo é o "Maitreya", conhecido como o futuro "Cristo Cósmico". Fica, portanto, muito óbvio para o cristão que o "Maitreya" é o Anticristo. No entanto, o diabo é safado e mentiroso por natureza – Será que ele não está blefando? Será que o maligno não está nos escondendo o verdadeiro Anticristo? Será que o diabo vai colocar o "Maitreya" no planeta só para desviar a atenção dos cristãos do verdadeiro Anticristo? Será que o "Maitreya" é mesmo o Anticristo ou apenas o testa-de-ferro do verdadeiro Anticristo?
O Movimento da Nova Consciência criou um Jesus diferente do original. Não é mais o Jesus Cristo que viveu e fixou a Sua própria história em um tempo determinado. No entanto, estamos presenciando um surgimento de um "novo" Jesus forçado a oscilar e se submeter a uma "nova" história de Sua vida sancionada pelos esotéricos. Querem tentar fazer com que o Jesus Cristo dos Evangelhos abandone Sua cristandade e se amolde ao "Santo Issa" dos evangelhos "aquarianos".
Esperamos no Senhor que os nossos leitores reconheçam que, além de Jesus, nunca houve e nem haverá outro Cristo. O que surgir por aí é simples falsificação. E mais, sem Jesus Cristo não nos resta esperança: "Em nenhum outro há salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4:12).
E os anos obscuros da mocidade de Jesus Cristo? O argumento de que Jesus foi um aprendiz no Oriente e um iniciado no esoterismo entre os essênios torna-se nulo e desnecessário quando cremos que Jesus é o Messias (o Cristo) desde o ventre de Maria. Jesus Cristo não precisou ser ensinado a ser um líder religioso e muito menos a ser um Cristo. Jesus sempre foi o Cristo e estava nos planos de Deus que viesse ao planeta Terra resgatar o pecador. O próprio Jesus sabia disto: "Pois o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Marcos 10:45). Jesus veio ao nosso planeta já ciente do que tinha de fazer e cumpriu impecavelmente a Sua missão. Ter discernimento espiritual para identificar o verdadeiro e único Cristo é fundamental para assimilarmos uma outra verdade sobre o Cristo "Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir, assim como para o céu o vistes ir" (Atos 1:11b). Jesus voltará

PLENITUDE EM JESUS

"E, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade" (Ef 3.17-18).
A simplicidade desse texto bíblico é surpreendente. A palavra-chave é "fé". Não é por uma organização, uma denominação, ou mesmo por uma igreja, mas simplesmente "pela fé..." Tampouco é exigido que cumpramos determinadas leis, mandamentos ou instruções religiosas, mas unicamente que tenhamos "fé". Também não temos de experimentar um sinal, um milagre ou ter uma visão para que Cristo habite em nosso coração; somente se diz: "pela fé". Andar pela fé, não pelo que vemos, arraigados e alicerçados no Seu amor, nos capacita a compreendermos "qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade."
Deus ordenou a Abraão: " Levanta-te, percorre essa terra no seu comprimento e na sua largura..." (Gn 13. 17). Essa foi uma promessa horizontal. Mas para nós, que cremos em Cristo, é aberta uma dimensão adicional, a vertical: "a altura, e a profundidade." Pela fé em Cristo, nós nos tornamos cidadãos do céu. Embora vivamos na terra horizontalmente, "no seu comprimento e na sua largura", nossa ligação espiritual é agora da "profundidade" da terra à "altura" do céu.
E essa maravilhosa promessa vai além: "e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus" (Ef 3.19). Você conhece o amor de Cristo? Se a sua resposta é "sim", então você tem muito mais entendimento do que o cientista mais competente da terra. Sem o conhecimento do amor de Cristo, você fica limitado a este minúsculo planeta, e o seu tempo pode ser mais curto do que você pensa, pois a Bíblia diz: "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo" (Hb 9.27).
Para quem crê no Senhor Jesus, há uma outra promessa "inimaginável" que segue o nosso texto básico: "Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós" (Ef 3.20). Esse texto revela o nosso intelecto limitado; somos incapazes de "pedir e pensar" o que Deus pode fazer e fará, enquanto nosso Senhor pode "fazer infinitamente mais do que tudo..." Nunca deveríamos afrontar o Senhor com a nossa débil mente no que se refere ao que Ele pode ou não pode fazer. No Senhor Jesus habita toda a plenitude da Divindade, conforme diz a Bíblia (Cl 2.9).
Como cristãos, devemos ter sempre em mente aquilo em que nos fundamentamos pela fé em Cristo; somos um nEle, independentemente a qual igreja, denominação ou organização pertençamos. Às vezes recebemos cartas de pessoas de orientação ecumênica, que citam Efésios 4.13: "até que todos cheguemos à unidade da fé...", afirmando que devemos, com toda nossa força, procurar a unidade religiosa. Mas, vamos ler a continuação desse versículo: "e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo." Essa "unidade da fé" acontece direta e exclusivamente no conhecimento do Filho de Deus em direção à "plenitude de Cristo".
Muitos de nós têm opiniões diferentes. Às vezes interpretamos algumas partes das Escrituras de diferentes modos. Isso tem levado com freqüência à criação de diferentes igrejas e denominações. Tantas comunidades organizadas, contudo, não são necessariamente a "Igreja de Jesus Cristo"! Mas dentro delas está oculta a verdadeira Igreja, composta por todos que são nascidos de novo pelo Espírito de Deus.
O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios: "Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido" (1 Co 13.12), e o apóstolo Pedro teve que reconhecer a respeito das epístolas de Paulo: "há certas coisas difíceis de entender..." (2 Pe 3.6).
Assim, como cristãos, não nos é exigido que tenhamos a compreensão de toda a Escritura. Conseqüentemente, divergimos aqui e ali; mas a unidade que devemos procurar, eu enfatizo, não é encontrada em qualquer movimento, denominação ou igreja. Ela está exclusivamente nEle, que é o Cabeça da Igreja, o Senhor Jesus Cristo.
É importante estar ciente de que praticamente todos os falsos ensinos afirmam que são os donos exclusivos da verdade, isto é, os únicos que podem oferecer a salvação. Se a sua igreja faz tal afirmação, então escape dessa armadilha!
Como cristãos, vivemos no mundo, mas não somos do mundo. Em nosso corpo de carne e sangue, convivemos com as pessoas deste mundo, mas em espírito, na perspectiva celestial, nossa morte, ressurreição e ascensão são uma realidade: "e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (Ef 2.6). Portanto, nossa unidade não será obtida na terra, mas "nos lugares celestiais em Cristo Jesus".