Conferencista Edimilson Garcia

sábado, 30 de outubro de 2010

JESUS, O DESCENDENTE DA MULHER

Jesus, o Descendente da Mulher
                                                PROFETA DE DEUS
"Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gênesis 3.15 –1450-1410 a.C.).
A história de Adão e Eva no lindíssimo jardim do Éden é a mais antiga narrativa já registrada na história humana. Existem aqueles que não conseguem aceitá-la senão apenas como um mito que explica a origem do homem, mas outros a vêem como um acontecimento literal e o início da existência do homem e de seus problemas nesta terra.
Seja qual for o ponto de vista, a história não é muito feliz. De acordo com a narrativa, o homem, que começa com um enorme e supremo potencial e comunhão ilimitada com o seu Deus Criador, sucumbe às tentações de um ser espiritual maligno conhecido como Satanás e, conseqüentemente, começa a experimentar a dor de cabeça de ser julgado e alienado por Deus.
O Mal Mostra Sua Repulsiva Cabeça
Com a introdução do mal na raça humana, conseqüências tais como rebelião, culpa, obstinação, egoísmo e morte começam a se manifestar, primeiro em Adão e Eva, e então em seus filhos, começando por Caim que assassinou o seu irmão Abel.
Que realmente existe o mal neste mundo é algo evidente para qualquer homem honesto em sua análise. Você não pode ler o jornal da manhã sem enxergar o mal tão evidente como preto no branco. Verdadeiramente, o mundo é a simples soma total de todos os seus indivíduos, todos com as suas próprias atitudes de egoísmo, intolerância e rebelião. Assim, as misérias que assaltam o mundo são simplesmente uma amplificação daquelas que assaltam a cada um de nós como indivíduos.
A obstinação do ser humano é tão auto-evidente que precisamos encontrar alguma explicação para a sua origem. Se vamos crer no consistente relato bíblico, devemos aceitar o fato de que as tentações sutis que Satanás lançou sobre Adão e Eva, incitando-os a desprezar a vontade expressa de Deus, levaram-nos a um ato de rebeldia contra Deus, representando, assim, o âmago do que a Bíblia descreve como pecado. Teólogos discutem se a predisposição humana ao pecado é algo que foi introduzido como um veneno em toda a carne a partir de Adão, ou se o homem simplesmente peca porque ele "pega" o pecado como se fosse uma doença contagiosa que seus semelhantes possuem. Esta é uma pergunta que não deve ser desprezada, porque o pecado prevalece demais em nosso mundo para dizermos que ele pode ser encontrado em maior grau em algumas sociedades e culturas do que em outras. Se todos os homens nascessem com boa índole ou até mesmo moralmente neutros, você esperaria encontrar alguns lugares neste mundo onde o pecado, por algum padrão razoável de medida, não estaria tão impregnado naquela cultura. Mas este não é o caso.
A Bíblia, o Velho e o Novo Testamentos, não hesita em mostrar o fato de que todos os homens não nascem moralmente neutros. Eles trazem consigo uma predileção para se rebelarem contra a vontade de Deus, o que finalmente os conduz ao ponto de expressarem essa rebeldia através de ações que falham em cumprir a vontade de Deus, ou até mesmo fazendo alguma coisa contra a Sua vontade. Estas duas opções são consideradas pecado por todos os escritores da Bíblia.
Deus Tem a Última Palavra
Quando Satanás fez o seu trabalho sujo no Jardim, ele estava realmente procurando fazer com que a adoração desta nova criatura, o homem, fosse desviada de Deus e direcionada ao próprio homem. A mentira lançada sobre Adão e Eva, relativa à razão por que Deus não queria que eles comessem do fruto de uma certa árvore, foi que Deus sabia que o fruto da árvore os tornaria homens tão sábios quanto o próprio Deus, e que Deus não queria compartilhar a Sua glória com qualquer uma de Suas criaturas.
Para sua grande tristeza, Adão e Eva descobriram que, longe de fazê-los tão sábios quanto Deus, o enganoso fruto roubou-lhes o seu senso de comunhão e comunicação com Ele. Eles não tinham mais aquele acesso sem limites na presença do seu Criador. Na verdade, uma barreira foi construída entre eles e Deus – uma barreira tão real que ninguém, senão o próprio Deus, poderia removê-la e restabelecer o relacionamento com o homem.
Neste ponto é que a promessa de Gênesis 3.15 aparece. Na conversa que Deus teve com Satanás, logo após a queda do homem, Deus colocou uma maldição sobre Satanás, e proclamou que viria um tempo em que o futuro descendente de Eva, chamado de "o descendente da mulher", destruiria Satanás e sua má obra da mesma forma como um homem esmaga a cabeça de uma serpente debaixo de seu pé. Este "descendente da mulher" lançaria em Satanás sua seta fatal, mas, em contrapartida, foi dito que Satanás também o prejudicaria, como se ele recebesse uma mordida no calcanhar. Isto é, um golpe doloroso, mas não fatal como um golpe na cabeça.
Esta é uma profecia muito curiosa. A frase "descendente da mulher" é uma descrição muito incomum. Normalmente as pessoas falavam do descendente do homem ou do pai, mas raramente, se é que chegavam a fazer uso do termo, falavam do descendente da mulher. No antigo Oriente, onde a Bíblia foi escrita, os descendentes eram sempre considerados como filhos e filhas do pai. Por exemplo, todas as genealogias da Bíblia são alinhadas através dos pais e não das mães.
Os antigos rabinos compreendiam que essa passagem falava do Messias porque nos Targuns, as antigas traduções do Velho Testamento em aramaico, essa passagem foi parafraseada para se referir ao Messias.* De alguma forma, a qual tenho certeza que eles não podiam compreender naquela época, o Prometido de Deus, o Messias, era da descendência de uma mulher de maneira muito singular.
A Linhagem do "Descendente" Prometido
Desde o dia em que Deus prometeu que enviaria alguém a este mundo para destruir Satanás e então desfazer a sua obra nas vidas dos homens, um caminho foi preparado na história futura para o Prometido passar. Este caminho teve início quando Deus separou um homem, Abraão, e seus descendentes, e fez uma aliança com ele de que "em sua descendência" todas as nações da terra seriam finalmente abençoadas (Gn 12.1-3). Assim, o primeiro pré-requisito para o libertador futuro era que ele deveria ser um descendente de Abraão.
Abraão não tinha filhos na época em que Deus fez essa promessa de dar-lhe filhos "como a areia do mar". No entanto, depois de um tempo de incredulidade, durante o qual Abraão teve um filho chamado Ismael, que não era o herdeiro da promessa, Abraão e Sara finalmente tiveram Isaque, o filho que Deus designara para estar na linhagem do seu Descendente Prometido.
Isaque teve dois filhos gêmeos, Jacó e Esaú, mas, por razões conhecidas somente por Deus, Jacó foi o escolhido para que através dele as promessas do pacto de Deus continuassem. Jacó teve doze filhos, que se tornaram os fundadores das doze tribos da nação de Israel. Quando Jacó estava por morrer, ele predisse o nome da tribo que geraria o "descendente" prometido, através do qual seriam abençoadas de forma especial todas as nações. Ele reuniu seus filhos e profetizou: "O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos" (Gn 49.10).
Essa profecia não somente revelava a tribo da qual o Messias haveria de vir, mas ela designava Judá como parte da linhagem real dos futuros reis. A interpretação rabínica antiga reconheceu que "Siló" era um título pessoal do Messias e que este texto predizia que Ele haveria de vir da tribo de Judá.
O Targum de Jerusalém faz uma paráfrase dessa profecia da seguinte forma: "Não cessará de haver reis na casa de Judá, nem faltarão escribas para ensinar a lei para seus filhos e para os filhos de seus filhos, até a época em que [shiloh], o Rei Messias, venha, de quem é o reino, e a Ele todos os reinos da terra se sujeitarão. Quão justo é o Rei Messias, que deverá surgir da casa de Judá..."
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