Conferencista Edimilson Garcia

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A Mãe do Tipo de Deus


Uma boa MÃE não é obra do acaso. MÃE, é uma peça de um grande conjunto de
virtudes que deve ter uma mulher que teme ao Senhor.
Uma coisa é ser mãe, outra, bem diferente, é ser uma mãe do "TIPO de DEUS".

Ela não tem apenas a função de "dar a luz". Antes de ser mãe ela é uma mulher,
e,como toda mulher,ser mãe é uma função entre muitas outras que Deus lhe tem
designado. Ao lermos a Bíblia em Provérbios 31:30 descobrimos que: "A mulher
que teme ao Senhor essa será louvada", não diz, " a mãe que teme ao Senhor!"
" Mas, a mulher que teme ao Senhor". Essa questão é relevante para nos instruir
mais sobre o pensamento de Deus da mãe que ele espera que toda mulher seja.

A mãe cristã deve ser acima de tudo uma " defensora da fé " em Cristo Jesus em
meio a um mundo... em que há lugar para tudo e para todos , mas onde quase não
há, LUGAR PARA DEUS.

Na comunicação com os filhos, a mãe cristã se constitui na maior ensinadora dos
preceitos cristãos, incutindo-lhes na mente os ensinos dos evangelho, que são os
mais elevados padrões morais e éticos de que o mundo já teve conhecimento.

A Bíblia diz:Ensina a criança no caminho em que deve andar e, quando ficar velho,
não se esquecerá dele". (Pv 22.6)

A mãe cristã é guadiã da fé em seu LAR,contrapondo-se aos ensinos materialistas
e ateístas dessa época de falta de fé, de desesperança e de medo do futuro.
A mãe do tipo de Deus, é aquela que, com o amor de Deus no coração, envolve os
filhos no manto, do verdadeiro amor.

A maternidade tem sido violentada criminosamente. O aborto, tem sido praticado
constantemente, destruindo vidas inocentes e indefesas. Os mesmos que clamam
contra apena de morte de seres adultos... Defendem com todo o vigor, a PENA de
morte contra os nascituros... É o paradoxo da confusão materialista, que usa dois
pesos e duas medidas, em função dos interesses egóstas... Dos que vêem a "VIDA"
como mera realidade biológica.

Como Maria as mães devem entender claramente que não basta ser mãe é preciso
ser uma " boa mãe ". O Seu primeiro passo foi " apresentá-lo ao Senhor."
Consagrar, ou seja, entregá-los aos cuidados de Deus. O primeiro lugar que Maria
levou seu filho foi na igreja. Hoje! Ás vezes, é o ÚLTIMO.



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Porque, como vós bebestes no monte da minha santidade, assim beberão de contínuo todas as nações; beberão, e engolirão, e serão como se nunca tivessem sido.(Obadias 16)

            Inúmeras pessoas têm buscado igrejas em busca de bênçãos, digo buscado igrejas, pois na verdade não buscam a Deus, buscam pastores, líderes e que possam lhes dar uma benção, buscam facilidades, querem curas, prosperidades financeiras, realização na área sentimental e familiar, mas  não pretende largar as coisas do mundo nem os pecados. Às vezes recebem uma benção, ou melhor, dizendo são atendidas nos pedidos e mesmos assim não se convertem; mas no momento certo irão prestar contas e mesmo pensando que são salvas, que Deus não importa com os seus pecados, descobrirá que não é assim. “Mas, no monte Sião, haverá livramento; e ele será santo; e os da casa de Jacó possuirão as suas herdades.” (Obadias 17) Mas os Cristãos verdadeiros que tem buscado o Senhor não somente pelas  bênçãos, mas principalmente pelo amor ao seu Santo Nome, receberão as bênçãos e elas permanecem eternamente, os Cristãos legítimos, a casa de Jacó permanecerá para sempre, e as bênçãos são eternas não se acabam, são heranças eternas.
            “E a casa de Jacó será fogo; e a casa de José, chama; e a casa de Esaú, palha; e se acenderão contra eles e os consumirão, e ninguém mais restará da casa de Esaú, porque o Senhor o disse.” (Obadias 18) Os Cristãos verdadeiros, os que temem ao Senhor, que buscam viver de acordo com a Sua palavra, que fogem dos pecados, os Jacós, os Josés irão estar junto com as doze tribos e se levantarão  para destruir a todos os que se colocaram na condição de servos do satanás, pois todos os que são praticantes dos pecados são servos  do diabo, pois praticam as obras dele. “E os do Sul possuirão a montanha de Esaú; e os das planícies, os filisteus; possuirão também os campos de Efraim e os campos de Samaria e Benjamim, Gileade.” (Obadias 19) Todos os povos de Deus, volto a insistir os verdadeiros Cristãos, não somente freqüentadores de igrejas e buscadores de bênçãos, não os religiosos, não os hipócritas, mas os Cristão estes terão direitos a herança do Senhor e ela permanece para sempre.
            “E os cativos desse exercito dos filhos de Israel, que estão entre os cananeus, possuirão até Zarefate; e os cativos de Jerusalém que estão em Sefarade, possuirão as cidades do Sul.” (Obadias 20.)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

SOB O SIGNO DE TENTAÇÕES E PROVAÇÕES

Tentações e provações são inerentes à vida humana. Isso levou Roy Baumeister, professor de uma universidade americana, a elaborar uma pesquisa sobre o tema junto a seus alunos. Eles deveriam ficar em completo jejum durante um certo período de tempo e, depois, deixados isolados com um prato de rabanetes e outro de biscoitos. Era permitido aos alunos comerem os rabanetes, mas terminantemente proibido provarem dos biscoitos.

Com grande esforço, todos os alunos conseguiram resistir à tentação de comerem os biscoitos. Como resultado desse teste, logo depois, os alunos não conseguiram desempenhar tarefas intelectuais; estavam psicologicamente exaustos. Concluiu-se que o autocontrole demanda caráter, decisão, mas dispende uma grande carga de energia. A mente precisa ser “recarregada” antes de poder ser usada novamente.

Algo que precisa ser entendido a respeito de tentação e provação é que estas são dois lados de uma mesma moeda. No grego, uma só palavra expressa ambos os conceitos. Mas há uma diferença fundamental entre ser tentado e ser provado. Alexander Maclaren esclareceu essa diferença num sermão intitulado “Fé testada e coroada”. Para ele, a tentação dá a ideia de se apelar para a pior parte de uma pessoa, com o desejo de que se submeta e faça o que é errado. A provação, por sua vez, significa um apelo à melhor parte de uma pessoa, com o desejo de que ela resista.

Maclaren continua: “A tentação diz: Faça isso porque é agradável; não seja impedido pelo fato de ser errado. A provação diz: Faça isso porque é nobre e certo; não seja impedido pelo fato de ser doloroso”.

Assim, em geral, uma pessoa sofre tentação quando esta busca em si uma disposição de ânimo para praticar coisas erradas ou censuráveis. Alguém é provado quando enfrenta uma situação aflitiva ou penosa, que geralmente o atormenta, aflige e martiriza.

Podemos encontrar esses dois exemplos em grandes homens.
O rei Davi foi tentado quando viu Bete-Seba tomando banho num riacho. Sucumbiu. Dele saiu o pior, providenciou para que o marido dela fosse morto, para encobrir o próprio pecado. Quanto sofrimento adveio disso! Anos antes, quando jovem, foi provado ao ter de enfrentar o gigante Golias. O exército de Israel fora intimidado por quarenta dias, ninguém se habilitara à luta. Davi ousou confiar apenas no Senhor. Venceu! Ali nascera um destemido e valoroso guerreiro, que veio a ser rei.

O patriarca Abraão, no Egito, foi tentado a mentir que sua bela esposa Sara era sua irmã, pois temia ser morto. Dele brotara o pior. E quantos problemas enfrentou por isso! Anos depois, enfrentou uma dura provação. Deus lhe pedira que oferecesse o seu filho Isaque em holocausto. Ele resolveu obedecer. Deus havia dito que a sua descendência através de Isaque seria numerosa. Ele cria que Deus poderia ressuscitar o seu filho de entre os mortos. Isso o habilitou a se tornar o “pai de todos os que creem”.

Vejamos o exemplo de Jesus. Quando Ele foi tentado por Satanás quarenta dias no deserto, resistiu e venceu. Com isso, se habilitou a nos ajudar, como está escrito: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”.

No jardim do Getsêmani, Jesus foi provado. Ele estava para se oferecer como sacrifício para a nossa salvação, receber sobre si todos os pecados da humanidade, se tornar Ele próprio pecado; isso quebraria a comunhão eterna com o Pai e Ele teria que provar a morte. Em agonia, pediu ao Pai que fosse passado de si esse cálice; todavia, resolveu obedecer a vontade de Deus: “Faça-se a tua vontade”. O mundo nunca mais foi o mesmo depois dessa decisão.

Assim é a vida, com suas tentações e provações, que acometem a todos indistintamente. Mas principalmente os líderes devem tomar cuidado com as respostas que dão às tentações e provações da vida, pois tudo o que eles fizerem repercutirá nas gerações seguintes.

Há aqueles que começam bem, mas não sabem como terminar. Iniciam a vida sofrendo muitas provações, são tentados, mas não se corrompem, não fazem alianças espúrias, vivem com fidelidade, mesmo expostos a um ambiente eivado de corrupção. Mas depois, tentados pelo poder, resolvem ceder, deixando o rastro de um caminho tortuoso que nunca será esquecido.
Conclamo a todos a serem fiéis a Deus; em vez de confiarem no homem que falha, confiem no Cristo que venceu todas as tentações e provações. Só Ele poderá nos ajudar a fazer o mesmo.

ASAS DA LIBERDADE, PARA QUÊ ?

Uma canção bem conhecida clama para que a liberdade abra as suas asas sobre nós. Muitos poetas a louvaram. Incontáveis livros lhe foram dedicados. Mas para que queremos a liberdade?

Suponha que um grande navio esteja naufragando e só o capitão saiba disso. Assim, ele anuncia aos passageiros da segunda e terceira classes que está liberado o acesso para a primeira classe. Todos poderão beber todo o uísque, vodka ou vinho que desejarem – grátis! Quem quiser, pode jogar futebol dentro da sala de jantar. Se quebrarem qualquer coisa, não tem problema. O cassino está liberado, não é preciso pagar pelas fichas. A partir de agora, anuncia o capitão, tudo está liberado. Os passageiros ficam felizes, achando que agora a liberdade no navio é completa. Pensam até que o capitão é “o cara”. O que os passageiros não desconfiam, porém, é que logo estarão todos mortos.

Mas suponha a situação inversa: todos sabem que o navio vai afundar. Embora o capitão liberasse tudo, os passageiros, prestes a morrer, poderiam indagar: “Liberdade, para que te quero?”
O mundo é assim como esse grande navio. Muitas pessoas acreditam que são livres porque estão se divertindo e fazendo o que querem. Não se importam muito com Deus ou mesmo se terão que prestar contas algum dia de seus atos. Principalmente em suas festinhas, o “capitão” as manda liberar geral – sexo, drogas, álcool, tudo o que desejarem. Liberdade!
A conta sempre vem depois. É sugestivo que no dia seguinte ao exercício dessa “liberdade” só sobrem a vergonha e as cinzas dos projetos de vida que se destruíram. E cinza é o nome dado ao que resta de uma combustão, fogo ou incêndio, com o seu efeito devastador de reduzir tudo a nada.

Muitos expressam sua liberdade em noitadas e festanças regadas a bebidas, sexo e drogas, como uma forma “saudável” de extravasamento das emoções e sublimações de problemas de toda ordem. Ao acordarem em meio às ressacas morais, sem saber como reconstruir o que foi devastado pelos exageros (financeiro, moral, físico e espiritual) a que se submeteram nas horas de exercício da “liberdade”, é que se darão conta do quanto lhes custou fazer o que quiseram.

Sabemos que o bem mais importante da vida é a liberdade. A gaiola pode até ser de ouro, mas pergunte ao pássaro onde preferiria estar. Alguém pode ter dinheiro, saúde e bens, mas não ser livre para usá-los adequadamente os torna tão inúteis como a vida de um prisioneiro.
Mas liberdade para quê? Para destruir a própria vida? Para destruir a família? Para implodir o próprio futuro?

Pergunte às adolescentes que geraram filhos indesejados e deixaram os estudos; aos que se tornaram escravos dos vícios; às que praticaram abortos; aos filhos indesejados abandonados em creches ou nos juizados de menores; aos que foram infectados por doenças letais e sexualmente transmissíveis, que em breve ceifarão suas vidas preciosas; aos que contraíram dívidas que perturbaram sua paz e destruíram suas famílias – pergunte o que ganharam com sua “liberdade”.

Afinal de contas, não é sempre a mesma coisa diante de nossos olhos? O mal uso da liberdade?

No dia em que os pais e as autoridades fizerem as contas do prejuízo social e financeiro que essa tão propalada “liberdade” de cada um fazer o que bem entende oferece, então talvez algo precise ser dito, antes que as gerações futuras nos julguem por não termos ensinado aos nossos filhos como ser livres.

Liberdade é um conceito paradoxal. Quem acha que é livre para fazer tudo o que quer, pode apenas estar sendo prisioneiro dessas mesmas coisas, que se transformam em vício e compulsão. Jesus disse: “Aquele que comete pecado é escravo do pecado”.

A Bíblia orienta: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao final, dá em caminhos de morte”. Mas Deus quer o melhor para nós: “Os meus pensamentos a vosso respeito, diz o Senhor, são pensamentos de paz e não de mal, para vos dá o fim que desejais”.

Com efeito, Cristo oferece a verdadeira liberdade, para que você seja livre e não precise jamais de subterfúgios para ser feliz — nem drogas, nem sexo casual, nem violências, nem bebidas, tudo sem vícios e sem excessos. Você será liberto dos pecados e terá o coração transformado. Sua nova vida agora será vivida em Cristo, por Cristo e para Cristo, em obediência e gratidão ao Deus que “nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”.
Asas da liberdade, para quê? Para ser livre em Cristo!

EM BUSCA DA FONTE DA JUVENTUDE

Muitas obras foram escritas sobre uma possível fonte da juventude. Os sábios do passado gastaram longas horas em esquadrinhar esse mistério. Mas existe realmente uma fonte da juventude? Ou isso é assunto de alquimistas, em sua busca inglória pela juventude eterna? Ou permanecer jovem é uma arte, cujo “segredo” só poucos descobrem?

Um ditado afirma que só não fica velho quem morre cedo. Há pessoas que, mesmo jovens na idade, parecem velhos na alma. Já não lutam por nada, não buscam conquistas. Ademais, sempre jogam um “balde de água fria” nas nossas melhores aspirações.

Se permanecer jovem é uma arte, ela se expressa na atitude de a pessoa continuar jovem interiormente, na mente, no espírito, em constante desafio às rugas e aos cabelos brancos por fora.

Um número crescente de pessoas, principalmente mulheres, recorre a cirurgias estéticas, com temor da velhice que se prenuncia. Nada contra tentar melhorar o que pode ser melhorado. Mas o nosso corpo, sob o efeito da lei da gravidade, indubitavelmente envelhece. Mesmo que mintamos a idade, o nosso corpo, esse “envelope” que guarda o verdadeiro ser, fala mais alto.

Com efeito, precisamos permanecer jovens a despeito da passagem do tempo. Isso levou Moisés, o grande legislador, a orar: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio”.

Quando o famoso inventor Graham Bell tinha 75 anos, alguém íntimo seu disse: “O mais notável a respeito do Dr. Bell é que ele é mais moço do que outros com a metade de sua idade. Parece que descobriu uma fonte da juventude que o conserva perenemente alerta e vigoroso”.

O Jesus que vemos retratado nos evangelhos – diferentemente do pintado por artistas de todas as épocas, como um personagem apático, reticente, soturno, fraco, magro e impotente – era não somente forte e vigoroso, mas também cheio de vida interior, pleno de alegria, enfim, era jovem na acepção ampla do termo.

Como, pois, permanecer jovem? Qual o “segredo” dessa fonte da juventude? Se alguns conseguiram, como não conseguiríamos também?

Se há uma receita para permanecer jovem, creio que esta consiste em três pontos essenciais:

Primeiro, é preciso conservar jovem o coração. Manter o espírito sempre jovem tanto faz bem aos outros como nos traz grandes benefícios. A Bíblia afirma: “O coração alegre aformoseia o rosto”, ou seja, nos faz parecer mais bonitos. Isso começa quando mantemos uma atitude alegre.

Poucas coisas são tão desagradáveis quanto ficar perto de alguém mal humorado. Devemos ter em mente este provérbio: “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos”. Quando mantemos uma atitude alegre, os problemas se tornam apenas uma oportunidade de milagres e vitórias, não prenúncios de derrota, e a vida fica mais doce e frutífera.

Segundo, é necessário apegar-se aos sonhos. Você jamais poderá ir além de seus sonhos. Mas não irá a lugar algum sem eles. Alguém disse: “Pouco resta a fazer além de enterrar um homem quando o último de seus sonhos está morto”. Quem deixa de sonhar deixa de viver.

Para alimentar os seus sonhos, procure tirar inspiração dos bons exemplos, principalmente nos jovens de espírito que continuam criativamente ativos até ao fim da vida. Isso pode inspirar e mudar a nossa vida. Goethe completou sua maior obra, Fausto, aos 82 anos. Ticiano pintou suas obras-primas aos 98. Toscanini regeu até aos 87. Aos 81, Benjamin Franklin ajudou a elaborar a Constituição dos Estados Unidos. Firmino Gouveia continua produtivo aos 86.

Ter sonhos o fará crescer continuamente. Decerto, não ficamos velhos, envelhecemos quando deixamos de sonhar. Force a sua mente a sair da rotina. Leia bons livros, medite nos princípios eternos da Palavra de Deus, ore, procure ver novas possibilidades, assuma novos desafios. Como diz um provérbio: “Os caminhos batidos são para os homens vencidos”.

Terceiro, é preciso aprender a esperar no Senhor. João Batista disse: “O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada”. Assim, Deus nos oferece o melhor: “Eu vim para que que tenham vida e a tenham em abundância”. Deus não é um estraga prazeres, antes quer ser o parceiro de nossa jornada. Se Ele for a Fonte renovadora do nosso vigor, cumprir-se-á em nós o que está escrito: “Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam”.
Não existe uma fonte da juventude mágica. Mas permanecer jovem não somente é possível, é uma arte que precisa ser vivida, mas sempre com a bênção de Deus.

QUE TIPO DE CRISTÃO É VC ?

Certa mulher, membro antiga de uma conhecida igreja, foi entrevistada: “Diga-me, em que você crê?” Ela respondeu: “Eu creio no que a minha igreja crê”. Replicaram: “Mas em que sua igreja crê?”. Ela emendou: “Minha igreja crê no que eu acredito”. O jornalista então perguntou: “Já que você crê no que a sua igreja acredita, e sua igreja crê no que você acredita, em que você e sua igreja creem?” Ela respondeu, rapidamente: “Nós cremos na mesma coisa”.

Esta é uma ilustração de uma realidade cada vez mais comum: as igrejas estão cheias de pessoas cuja fé é vaga e estéril. São os ditos “cristãos nominais”, que normalmente frequentam os cultos, cantam, contribuem, têm um verniz evangélico no comportamento, mas param por aí. Alguns desses praticam uma religião “toma-lá-dá-cá”, estão sempre atrás de bênçãos, mas não parecem interessados em manter um real relacionamento com Deus.

Na esteira desse comportamento cada vez mais frequente prospera o argumento de que “todos somos filhos de Deus”, a identificar de alguma forma que fazemos parte de um propósito superior.

As ciências sociais têm dado valiosas contribuições a respeito do comportamento humano, mas é inegável que, a despeito disso, deixam de explicar adequadamente o propósito do ser humano nesta vida. Deixam de explicar por que o vazio interior (ou necessidade de sentido de vida) desencadeia a busca pelo divino.

O conceito bíblico é que Deus criou os seres humanos para que cumpram o Seu propósito e que, sem essa clara percepção, nada na vida fará de fato sentido completo. Com efeito, nesse aspecto, todos somos filhos de Deus, por “direito de criação”.

O propósito divino é que amemos e sejamos amados por Deus; que o glorifiquemos e desfrutemos de íntima comunhão com Ele e com a Sua Criação. Como criaturas de Deus, Ele mesmo nos dotou de um apetite espiritual que nos faz sentir necessidade de sua presença. Isso levou Blaise Pascal a afirmar: “Toda pessoa tem no coração um vazio do tamanho de Deus”. Isso também ajuda a explicar a fome pelo divino que cada pessoa demonstra, principalmente ao engendrar os seus próprios meios de chegar a Deus, criando religiões, formando divindades, cultuando ídolos etc.

Quando Deus nos criou, fez-nos à Sua imagem e semelhança. Isso diz respeito aos elementos da personalidade e individualidade, liberdade de escolha, responsabilidade moral, habilidade criativa, capacidade de amar e ser amado, possibilidade de desenvolver o potencial como pessoa etc. Isso tudo refletia a essência da natureza divina em nós.

A partir desse ponto de sermos “semelhantes” a Deus, é que se deu a ruptura. O pecado danificou a nossa natureza quando este potencial de sermos “quase” como Deus foi explorado de modo abusivo e fora do Seu propósito.

Para corrigir esse “desvio de rota” existencial é que Jesus veio ao mundo, tomou sobre Si os nossos pecados, morreu na cruz, ressuscitou ao terceiro dia, foi elevado aos céus, estando agora assentado à direita de Deus Pai, onde intercede por nós. “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Tm 2.5).

Ser filho de Deus não é um privilégio para poucos, mas para todos os que desejam e buscam sinceramente o perdão e a salvação de Deus pelos méritos de Jesus. Não de religiões, não de santos, nem de ídolos; só de Jesus!

Essa filiação vem pelo novo nascimento, quando cremos na obra redentora de Jesus e entregamos a vida a Ele, que nos torna filhos de Deus, agora por “direito de redenção”. Como está escrito: “A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (Jo 1.12).

Muitas igrejas se afastaram desse evangelho simples e poderoso – que até as crianças podem entender – e criaram fórmulas anti-bíblicas e marqueteiras que geram cristãos nominais, cuja fé é superficial e estéril.

Elas deviam estar pregando que Jesus é definitivamente “o novo e vivo caminho” para se chegar a Deus, sendo o único modo de restaurar a comunhão perdida por causa do pecado; que essa é a maneira de retornar ao propósito original de mantermos uma íntima comunhão com Deus e andarmos na sua presença, agora como filhos amados. É para isto que a igreja existe, para tornar o Senhor conhecido, não para ser fonte de lucro ou promoção pessoal de líderes personalistas.
Há esta diferença cabal entre cristãos nominais e os cristãos filhos de Deus: “Se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (Rm 8.17). Que tipo de Cristão é você?

SONO MORAL EM BERÇO EXPLÊNDIDO

Nos rincões da África Central, muitas pessoas são costumeiramente afetadas por um mal conhecido como “doença do sono”. Os registros indicam que numa epidemia, nos idos de 1904, mais de 100 mil pessoas morreram apenas num município. A doença é causada por um parasita cujo hospedeiro é uma pequenina mosca, chamada tsé-tsé. Quando a mosca pica uma pessoa, lhe transfere um parasita que lenta e seguramente se multiplica no seu sangue. É uma doença indolor que produz entorpecimento, sono e, eventualmente, a morte.

Antes das causas dessa doença serem conhecidas, as pessoas não viam ligação entre as picadas das moscas e a morte resultante, e sequer se davam ao trabalho de espantá-las. Depois de descobrirem a causa, as autoridades competentes iniciaram um programa de erradicação da doença, começando pela limpeza das áreas em volta das casas. Eles cortaram o mato e borrifaram veneno nos ninhos dos insetos, transformando o ambiente num lugar onde a mosca não poderia sobreviver.

A corrupção é como a mosca tsé-tsé, espalhando uma doença que cria uma espécie de “sono moral” na sociedade. Qual é o remédio? Como poderemos nos livrar desse mal? A resposta, a princípio, é simples: criar um ambiente de limpeza moral. O caminho para engendrar tal limpeza é mais difícil de definir.

No âmbito pessoal, é preciso limpar e arejar a alma através da confissão e abandono dos pecados, do amor ao próximo e da obediência a Deus. As moscas do pecado e da tentação não irão influenciá-lo, muito menos matá-lo, se você mantiver a vida limpa diante de Deus e das pessoas. Parece fácil, mas custa muito caro, pois cada indivíduo terá de confrontar a si próprio.

No âmbito público, por definição, a corrupção é excludente: ela promove os interesses de uns poucos e prejudica a maioria. Por isso, a sociedade precisa se unir e também se utilizar de todos os meios para efetivar a limpeza necessária.

Historicamente, as CPI brasileiras quase sempre terminam “em pizza”, porque sua motivação não é de natureza moral; antes, de revanchismo político. Por isso é incerto que alguém seja preso por causa dos crimes de corrupção. Muita coisa ainda fica “debaixo do tapete”. Basta constranger os opositores. Assim, algum dia, outras denúncias virão, novos fatos de corrupção serão descobertos, e mais uma vez o ciclo retornará. E mais ainda: a nossa confiança nas autoridades ficará minada e a nossa esperança de justiça social comprometida.
O que fazer então, se os caminhos tradicionais de investigação e punição dos culpados não se mostram tão eficientes como deveriam?

Na África do Sul, para ajudar a curar as feridas deixadas pela injustiça racial do apartheid – um tipo visceral de corrupção social – o governo estendeu a anistia a qualquer cidadão que confessasse os crimes cometidos. Havia o entendimento de que o caminho das punições e retaliações só aumentavam as mágoas e alargavam a cisões sociais.

O povo respondeu positivamente e, assim, muitas atrocidades foram reveladas em detalhes. Algumas famílias souberam pela primeira vez “quem, o que, onde, quando e como” seus entes queridos foram mortos. Houve quem encobrisse suas confissões com a justificativa de que “apenas cumpria ordens”. Mas, no geral, houve arrependimento, confissão e perdão, com genuínas restaurações.

Ao exporem suas mazelas, seus pecados e ódios, eles puderam finalmente confrontá-los, e finalmente se habilitaram à cura, cujo processo ainda está em andamento.

Ponho-me a pensar se esse não seria um caminho a ser trilhado no Brasil, que ainda hoje dorme seu nefasto sono moral em berço esplêndido. Funciona no âmbito pessoal e já foi testado com relativo sucesso no âmbito público. Por que, então, não aprovar uma lei de anistia geral e irrestrita a corrompidos e corruptores, para que falem tudo o que sabem? Claro que tal lei teria um componente de validação do arrependimento do confessor, que consistiria no compromisso de devolver todo o produto do roubo, inclusive os dividendos; porém, o mesmo seria banido da vida pública, mas não seria preso.

Parece simplista, mas não é. Ora, pense bem. Provavelmente, seriam expostos todos os meandros da corrupção, de modo que os demais corruptos alheios ao processo de anistia seriam facilmente descobertos e presos. Além disso, novas e mais eficazes leis seriam finalmente elaboradas e os caminhos da corrupção veementemente dificultados.

Esse choque de sinceridade talvez acabasse por nos acordar desse maldito sono moral e ajudasse a manter os nossos olhos abertos para vivermos o melhor da vida. Acorda Brasil! Antes que a “mosca tsé-tsé da corrupção” finalmente te mate!

Pai herói ou pai bandido?

Certa vez, um pai ouviu de seu filho de quatro anos a seguinte colocação: “Papai, quando eu crescer, quero ser como o senhor”. Naquele momento, estremecido, ele se pôs a meditar sobre seu exemplo de pai e que lições estava passando ao filho. Ele acrescentou: “Desde então fiquei mais atento, para não viver de aparência, mas dar bom exemplo para ser seguido pelo meu filho”.

Um garoto de doze anos era uma testemunha chave num processo judicial. Um dos advogados, depois de interrogá-lo longamente, perguntou: “Seu pai lhe disse o que responder, não foi?”. O garoto respondeu: “Sim!” “Então nos diga, quais foram essas instruções?” – insistiu o advogado. O menino replicou: “Bem, papai me disse que os advogados iriam tentar me embaraçar; mas se eu fosse cuidadoso e falasse apenas a verdade, não iria cair em contradição”.

Certo pai viajava de carro com seu filho. Ao ver uma plantação de melancia ao lado da estrada, o pai disse ao menino: “Fique de olho aqui, enquanto vou apanhar uma melancia”. Ele entrou na plantação, escolheu uma, e então disse: “Vem vindo alguém? Olhe para os lados”. O menino observou sabiamente: “Papai, não deveríamos olhar para cima também?”

Nessas três histórias, podemos tentar localizar onde gostaríamos de estar em relação aos nossos filhos, pois nelas, invariavelmente, serviremos potencialmente como exemplo, para o bem ou para o mal.

Os filhos vão sempre querer imitar os pais. Um pai que mente está a ensinar seu filho a mentir também. Um pai desonesto, do mesmo modo, ensina a desonestidade. O pai que vive e ensina a seu filho o caminho da verdade e da justiça, igualmente, servirá de bom exemplo a ser imitado. E não tem volta, pois os exemplos são “sementes” que um dia brotarão e darão seus respectivos frutos.

Além do moral dessas histórias – uma pessoa que fala e vive a verdade não tem nada a esconder – há o indefectível exemplo dos pais que optaram por viver corretamente e, assim, fazer valer os seus exemplos como poderosos aliados no ensino aos filhos, para que sempre andem no caminho da verdade e do bem.

Sou grato a meus pais, que me ensinaram a falar sempre a verdade, a nunca mentir, a despeito de quão doloroso ou difícil pudesse ser. Esse é o mesmo modelo que passei aos meus filhos. E espero que, a seu tempo, meus netos sejam ensinados da mesma forma.

Tenho por certo que a resposta à indagação sobre que modelo de pai somos vai determinar o legado que deixaremos aos nossos filhos, além de dizer também que tipos de filhos teremos. O bom exemplo – falar a verdade, ser fiel, andar em integridade – é um dos maiores legados que um pai pode deixar aos filhos.

A Bíblia oferece a seguinte orientação: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pv 22.6). Ou seja, não basta ensinar “o caminho”, tem de andar com o filho “no caminho”, em toda a sua extensão, dando bom exemplo em tudo. Infelizmente, não poucos pais têm transferido exclusivamente a estranhos (por exemplo: ao estado, à igreja, à escola) a formação moral e ética de seus filhos. Mas isto é um engano de custo altíssimo e de resultado duvidoso.

Uma boa referência para ajudar nessa avaliação é lembrar de seu próprio pai, do exemplo que foi, da influência que deixou. Bem ou mal, cada um de nós traz as marcas do pai e muitas vezes as reflete na vida.

Diante do atual cenário político nacional, com membros do governo envolto em graves denúncias de corrupção, vejo-me às vezes bastante preocupado com o futuro dos filhos das pessoas envolvidas nesses escândalos.

Quem não se lembra dos filhos de PC Farias, da vergonha que sentiam e das lágrimas que vertiam? Como não lembrar do ex-ministro Alceni Guerra sentado na calçada ao lado de seu filho, tentando explicar-lhe, em lágrimas, que não era corrupto? Que dizem agora os filhos do “mensaleiro” Marcos Valério? E os filhos (ou netos) dos ministros e parlamentares agora envolvidos em escândalos de corrupção, como enfrentarão a verdade sobre seus progenitores?

Cumpre-se o adágio popular que diz: “Os pais comem as uvas verdes e os dentes dos filhos é que se embotaram”. Cada pai tem que pensar no valor de um bom ou mau exemplo, pois são seus filhos que conviverão com as consequências.
A oração de cada pai, portanto, deveria ter este cerne: “Ajuda-me, Deus, a ser aquele homem que eu desejo que o meu filho um dia se transforme”.

Samuel Câmara

Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
Confira os artigos do Pastor Samuel Câmara, todas as semanas no jornal "O Liberal" -http://www.oliberal.com.br

Para onde você está indo?

Para onde você está indo?

Numa de suas viagens de trem, o cientista Albert Einstein estava absorto em seus pensamentos, enquanto o verificador de bilhetes percorria o vagão. Einstein procurou seu bilhete, mas não conseguiu encontrá-lo. Ele compulsivamente vasculhou os bolsos do casaco, colocou os bolsos da calça do avesso, mas não conseguiu achar o bilhete. O verificador de bilhetes disse-lhe: “Não se preocupe, Dr. Einstein, todos nós sabemos quem o senhor é. Não se incomode”. Cerca de meia hora depois, o verificador de bilhetes voltou pelo vagão e, desta feita, Einstein estava agachado e procurando em todo lugar pelo bilhete perdido.

Novamente o verificador de bilhetes tentou tranquilizá-lo, dizendo: “Eu lhe disse para não se preocupar com o bilhete perdido. Confiamos que o senhor tenha comprado um, e isto nos é suficiente”. Einstein olhou para o funcionário da ferrovia e disse: “Meu jovem, isto não é uma questão de confiança, mas de destino. Preciso encontrar o bilhete porque não me lembro para onde estou indo”.

A vida é como uma viagem. Precisamos, de fato, saber para onde estamos indo. Mas só isso não basta, é preciso ter um plano de ação. O plano pode ser simplesmente pegar o transporte certo, ou então usar um mapa da estrada que tem a função de levá-lo ao destino.

Isso abrange todas as facetas da nossa vida: família, profissão, espiritualidade etc. Se alguém pretende ver seus filhos prósperos, precisa planejar e investir em sua educação desde a mais tenra idade, até que cheguem ao destino projetado. Se alguém pretende crescer profissionalmente, precisa investir em si mesmo, estudar muito, fazer mestrado, doutorado etc.

Do mesmo modo, se alguém deseja ser uma pessoa espiritual, precisa saber o caminho, o modo de se conseguir chegar mais perto de Deus, e pautar sua vida para atingir esse objetivo. Talvez por isso Jesus tenha dito: “O reino de Deus é tomado pelos que se esforçam” (Mt 11.12).

Há pessoas que sonham em ter uma família melhor, ter um emprego mais bem remunerado, ter um maior relacionamento com Deus. Mas param por aí, não fazem nada, não têm um plano de ação. Seus sonhos são apenas meros desejos. Assim, a pior decisão que se pode tomar é não fazer nada, é deixar as coisas do mesmo jeito que sempre foram. Não saber que rumo tomar na vida, ou não ter um plano de ação e nada fazer para alcançar a sua meta, é a maneira mais segura de jamais chegar ao destino desejado.

Precisamos nos perguntar para onde estamos indo na vida. Onde você vai querer estar daqui a cinco ou dez anos? Pense na condição que quer encontrar sua família após esse tempo. Pense na sua profissão, se lhe permitirá um estilo de vida mais confortável que o atual. Pense também no seu relacionamento com Deus, se pode ser melhor do que é agora; pense no destino eterno da sua alma.

Lembre-se que as respostas dadas a certas perguntas têm a capacidade de desvendar o que vai por dentro da nossa alma e podem falar muito a nosso respeito.

Portanto, se cinco ou dez anos não tivesse pela frente, mas apenas uma semana a mais de vida, como você a viveria?

Se sua escolha é viver com os entes queridos, você é de uma natureza profundamente emotiva. Se quiser passar sozinho, você é descontente e sujeito a venetas. Se preferir fazer uma farra de despedida, você dá provas de ser um fatalista, que aceita conformado o que a sorte lhe traz. Se guardar consigo esse segredo e passar a semana normal como qualquer outra, então tem o temperamento forte dos batalhadores.

De qualquer modo, tenha ou não muito tempo pela frente, sempre terá de responder a mais uma pergunta: onde você passará a eternidade?

Se disser que não sabe, porque só a Deus pertence, mas não sabe o que Deus já falou a respeito, então você está em apuros e sua vida corre perigo. Se disser que não se importa, porque depois da morte acaba tudo, está fazendo o papel de cético e desinformado, pois a Bíblia diz que temos um acerto de contas com Deus: “Depois da morte segue-se o juízo” (Hb 9.27)

Se você disser que está seguro pela fé em Jesus e que vai habitar para sempre com o Senhor, pois crê na obra que Ele realizou com Sua morte no Calvário por todos os pecadores e na Sua ressurreição, então você está de parabéns, pois encontrou o caminho, a verdade e a vida.
Oro para que você encontre o rumo certo para a sua vida e que o Senhor Jesus o ajude a chegar lá.
Samuel Câmara

Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA - Igreja Mãe
Confira os artigos do Pastor Samuel Câmara, todas as semanas no jornal "O Liberal" -http://www.oliberal.com.br

A bênção de estar no lugar certo

A bênção de estar no lugar certo

Numa família de camponeses havia dois irmãos, sendo o mais velho jovial, responsável e trabalhador, cuja vida prosperava sempre. O mais moço, ao contrário, desocupado e irresponsável, tinha por hábito deitar-se numa rede enquanto lançava dardos numa porta, tornando-se um excelente atirador, ao ponto de dardejar insetos com absoluta precisão. Não podendo suportar tal situação e cansado de sustentar sozinho a casa, o mais velho desafiou o caçula a ganhar algum dinheiro, nem que fosse com sua aptidão para dardejar. Assim, levou-o ao Palácio Real e solicitou aos oficiais que os levassem à presença do rei.

O rei, então, mandou um dos oficiais trazer cem dardos, ordenando que ele os atirasse em insetos previamente postados. Depois, conferiu que o moço tinha acertado todos os alvos “na mosca”. Impressionado, o rei despediu os irmãos e disse ao oficial: “Acompanhe estes moços até a saída do Palácio, pague a cada um cinco moedas de prata e aplique quarenta chibatadas no moço dos dardos”. Indagado sobre o porquê disso, o rei respondeu: “As moedas são para recompensá-lo pelo talento desenvolvido; as chibatadas são para que aprenda a não mais desenvolver um precioso talento para algo tão inútil”.

Moral da história: o exercício de um talento inútil pouco serve a quem o possui e nada contribui para a sociedade. Assim, cabe perguntar: para que serve o talento desenvolvido por você? Ele é necessário para promover uma justa cooperação na sociedade, ou é apenas um meio de ir levando a vida sem viver a satisfação de ser útil? Sua resposta indica se você é a pessoa certa ou não para a posição que ora ocupa na vida.

Não resta dúvida que encontrar a pessoa certa para o lugar certo é um dos maiores desafios da sociedade, principalmente quando pensamos a sociedade como um organismo, onde cada membro desempenha suas funções de acordo com seus talentos específicos.

Pensemos, pois, na sociedade como um corpo. Essa foi a ideia que Paulo, o apóstolo, desenvolveu em relação à funcionalidade da Igreja, o corpo místico de Cristo, que pode ser perfeitamente apropriada para refletirmos a vida em sociedade.

Paulo disse: “Porque o corpo não é um só membro, mas muitos. Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. Se o ouvido disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de o ser. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde, o olfato? Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? O certo é que há muitos membros, mas um só corpo. Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós. Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos, são necessários (...) e não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor um dos outros” (1 Co 12.14-22).

A sociedade deveria funcionar de modo semelhante, mas há gritantes anomalias. Há pessoas que, por estarem na posição errada, para a qual não foram preparadas, são como olhos lutando desesperadamente para desempenharem as funções do ouvido. Isso nos remete à base do problema, que alia a vocação e a educação que desenvolve os meios de exercê-la. Ninguém pode negar que esse problema educacional se encontra na raiz da necessidade essencial de capacitação profissional em nosso país.

Há aqueles que, por falta de oportunidade ou por mera preguiça existencial, desenvolvem talentos inúteis para a sociedade, algo como um olho que treina para só enxergar bem quando for colocado na parte de trás da cabeça. Nesse grupo se encontram os preguiçosos contumazes, os que só querem levar vantagem, e também os criminosos de todos os níveis, do reles ladrão de galinha ao corrupto de colarinho branco. Estes não se dão conta de que gastam muito mais energia psíquica tramando e fazendo mal, ou apenas não fazendo bem algum, do que gastariam se praticassem o bem.

Estes sempre mandam uma mensagem: estamos no lugar errado!

Precisamos, portanto, buscar sempre a pessoa certa para o lugar certo. Quando depender de nós, lutemos para estar mais bem preparados para servir. Ou então, se temos de escolher os nossos líderes, que olhemos antes para sua vida e conduta, para não sermos coniventes com suas injustiças.

De qualquer modo, para cada pessoa, sempre restará esta pergunta: você está no lugar certo?

A TRAGÉDIA DE ESTAR NO LUGAR ERARADO

Na história de Israel, Gideão foi o protagonista que libertou o povo do jugo de sete anos de opressão dos midianitas. Reconhecido como líder, ele foi convidado pelo povo para ser seu rei; mas recusou, dizendo que somente o Senhor Deus reinaria sobre eles. Foi então que Abimeleque, filho de Gideão, se aproveitou desse vácuo de liderança para matar os próprios irmãos e se fazer rei. Porém, Jotão, o mais moço, escapou.
Depois, o jovem Jotão, de um alto monte, proferiu um apólogo, ou seja, uma historieta que ilustra uma lição de sabedoria e cuja moralidade é expressa como conclusão. Ei-lo:
“Foram certa vez as árvores a ungir para si um rei, e disseram à oliveira: Reina sobre nós. Porém a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu o meu óleo, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores? Então disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós. Porém a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, e iria pairar sobre as árvores? Então disseram as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós. Porém a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu vinho, que agrada a Deus e aos homens, e iria pairar sobre as árvores. Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós. Respondeu o espinheiro às árvores: Se realmente me ungis rei sobre vós, vinde, e refugiai debaixo da minha sombra” (Juízes 9.7-21).
O moral da história fica claro quando se compara a resposta de Gideão e se acompanha o desastroso reinado do egoísta e despreparado Abimeleque. A vocação de Gideão, ele bem o sabia, era apenas de libertar o povo, pois para isto fora chamado por Deus, não para ser rei. A ilustração dos diversos tipos de árvores indica que cada pessoa tem que ser fiel à sua vocação, pois disso depende o reconhecimento de Deus e dos homens às obras de toda uma vida.
De modo oposto, quando isto não é observado, torna-se necessário engendrar enganos, como o do espinheiro oferecendo sombra, ele que sombra não produz. Isto ilustra, igualmente, que é a vocação, e não a esperteza, o elemento motivador de carreiras, cujo resultado mais provável é a colocação da pessoa certa no lugar correto.
Esse é um dos maiores desafios da nossa sociedade: encontrar a pessoa certa para cada posição. Em qualquer área que se pense, quer seja no mundo corporativo empresarial, ou no âmbito religioso, ou no bojo da vida política, deslizes que possibilitem colocar pessoas despreparadas em posições de comando produzirá resultados desastrosos.
A nossa sociedade pragmática e voltada ao lucro pessoal, que preza mais a performance que o caráter, tem perdido de vista essa característica essencial de ver na vocação o elemento inicial de carreiras que primem por servir a sociedade, e não por espoliá-la. Ao observarmos certos fatos marcantes da vida nacional, percebe-se que há algo de muito torto neste quesito.
Quando não poucos policiais se imiscuem em atividades ilegais, matam e roubam, ao invés de promoverem a segurança e cumprirem as leis que juraram defender; quando juízes são flagrados vendendo sentenças, em vez de serem imparciais e justos; quando políticos são comprados para mudar de partido ou recebem vantagens para aprovarem leis, ao invés de honrarem o mandato para o qual foram eleitos; quando professores fingem ensinar e alunos fingem estudar, em vez de ajudarem a mudar o país através da educação — apenas para citar alguns exemplos mais notáveis e menos recomendáveis — isto mostra que algo precisa de correção.
Estamos fartos de ver pessoas nos lugares errados, só porque tiraram proveito de alguma situação. Por exemplo, quando um líder passa a vida defendendo a justiça e o direito, apenas porque está em desvantagem; mas depois, no poder, vive como se acima destes estivesse, ele só provou que é oportunista e que, portanto, está no lugar errado.
Uma visão equivocada da vida, com pessoas ocupando espaços que não lhes pertencem, por esperteza e não por vocação, gera uma sociedade plena de ineficiência. Assim, quando algum membro da sociedade está no lugar errado, obviamente fazendo as coisas com ineficiência e desonra ou somente não agindo com a eficiência e honra que lhe são requeridas, isso gera um desequilíbrio que facilmente pode resultar em tragédia. Basta olhar governantes corruptos e as resultantes mazelas sociais como exemplo.
Essas distorções fazem jus ao que preconiza o dito popular: “Quando se vê um jabuti numa árvore, ou foi enchente ou alguém o colocou lá”.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

TRÊS DIAS INESQUECIVEIS II PEDRO 3,8

 
Três dias inesquecíveis
II Pedro 3.8

-Introdução: O tempo de Deus não é o nosso tempo. O Novo Testamento faz uma interessante diferença entre o tempo de Deus e o tempo do homem. Quando se fala do tempo do homem é usada a palavra kronos, que é o tempo humano e cronológico. Para se referir ao tempo de Deus usa-se a palavra kairós com sentido de tempo divino para os propósitos do Senhor.
Durante estes últimos 365 dias você se lembra de um dia em especial? Talvez uma festa, seu aniversário, o nascimento de uma criança, casamento, um batismo ou até mesmo uma situação difícil, mas que marcou sua vida e este dia será lembrado. Realmente existem dias inesquecíveis para nossas vidas.
Jesus é o Pai da Eternidade (Isaías 9.6), ele estava presente desde a criação do Universo e em sua Onisciência nos lembrou de três dias na história que segundo Ele são inesquecíveis.
Como têm sido os seus dias?
Vamos refletir sobre os três dias que Jesus se lembrou:


1- Dias de Elias: Lucas 4.25
Certamente os dias de Elias não foram nada fáceis. Ele viveu durante o reinado de Acabe e sua perversa esposa Jezabel que perseguiu e matou os profetas do Senhor. O próprio Elias enfrentou os profetas de Baal e fugiu da Jezabel.
Contudo o tempo de Elias foi marcado pelos maiores milagres em todo o Antigo Testamento, como multiplicação (I Reis 17.16), provisão, chover fogo do céu (I Reis 18.36-38 e II Reis 1.12), parar de chover e voltar a chover (I Reis 17.1 e 18.1), abrir o rio (II Reis 2.8), curas e até ressurreição de mortos (I Reis 17.22,23). Não sabemos quantos dias Elias viveu, mas sabemos que ele não morreu, foi transladado num carro de fogo (II Reis 2.11), subiu aos céus vivo e apareceu a Jesus no monte da transfiguração (Mateus 17.3).
Como nos dias de Elias eram tempos difíceis, mas Deus realizou grandes milagres, Deus também tem realizado maravilhas em nossas vidas e realizará coisas grandiosas no próximo ano.
Os dias de Elias foram dias de milagres.
Em 2011 vamos viver dias de milagres!


2- Dias de Noé: Lucas 17.26
Os dias de Noé também não foram fáceis. O mundo estava pervertido em pecado e Deus se arrependeu de ter criado o homem (Gênesis 6.6), mas com o nascimento de Noé houve uma esperança (Gênesis 5.29) de que seria um consolador para a terra amaldiçoada.
Deus usou Noé para restaurar a raça humana e a criação. Com certeza os dias de Noé foram de muito trabalho, por que dedicou 120 anos construindo a arca.
Noé viveu 950 anos (Gênesis 9.29) ou seja 346.750 dias, mas com certeza o dia mais lindo que viu foi quando as águas do dilúvio abaixaram e ele contemplou um belo arco-íris como símbolo da nova aliança de Deus com a humanidade e a criação (Gênesis 9.13-16). A partir deste momento começaram novos dias para Noé.
Os dias de Noé foram dias de Aliança com Deus!
Em 2011 vamos viver dias de Aliança com Deus!

3- Dias de Ló:Lucas 17.28
A Bíblia diz que Ló era primo de Abraão. Era um homem próspero e temente a Deus. Quando Ló se separou de Abraão, resolveu ir para o lado de Sodoma e Gomorra, por seus campos serem férteis e o rebanho de Ló havia crescido muito (Gênesis 13.5).
Contudo aquele lugar que se parecia “o jardim do Senhor” (Gênesis 13.10) se tornou num lugar de muito pecado (Gênesis 18.20,21). Através da intercessão de Abraão, Ló foi salvo de Sodoma e Gomorra (Gênesis 18.23-33). Ló viveu dias muito importantes quando recebeu a visita de anjos (Genesis 19.1), mas o dia mais importante para Ló foi quando foi salvo de Sodoma e Gomorra com suas filhas (Genesis 19.29).
Os dias de Ló foram dias de Prosperidade e Livramento.
Em 2011 vamos viver dias de Prosperidade e Livramento.

Deus tem Dias melhores para você!-CONCLUSÃO:
O motivo por que Jesus se lembrou dos dias de Elias, Noé e Ló é para comparar com o dia mais importante que haverá em toda a história: o dia de sua volta triunfal.
Do mesmo modo como nos dias de Elias, Noé e Ló, muitos não estavam esperando que houvesse um final e houve. Aprendemos com estes três personagens que Deus nos salvará como salvou a eles.
Antes da volta de Jesus haverá dias de apostasia, mas Deus operará milagres grandiosos e nos arrebatará. O Senhor tem uma Aliança com sua Igreja e a salvará com grande livramento.
Por isso todos os dias de nossa vida são importantes e devemos viver a cada momento como se Jesus fosse voltar já. Assim todos os nossos dias serão inesquecíve