Conferencista Edimilson Garcia

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Cap 03 - PONTOS RELEVANTES NO LIVRO DE JÓ Capítulos 21-30



“Através da história, as pessoas têm se voltado para livro de Jó em busca de ajuda em tempos de dificuldades. Nem todos encontraram respostas para suas perguntas – Jó também não! Porém, eles foram ajudados pelo simples fato de outros expressarem suas ansiedades e perplexidades, as quais eles tinham medo até de mencionar.” (Derek Thomas)
Aqui temos a resposta de Jó para Zofar (Será que Zofar interrompeu Jó? v. 3) “Jó, o injusto pode prosperar, mas ele será julgado nesta vida” cap. 20: 5. “A resposta de Jó marca o final da segunda rodada.”
Num sentido amplo, esta foi a resposta de Jó: nenhuma regra universal pode ser estabelecida tomando-se como base a premissa de que Deus trata com os homens somente nesta vida.
Esboço:
I. Introdução, v. 1-6
v. 2 “Ouçam cuidadosamente. Se vocês desejam realmente me confortar, ouçam o que estou dizendo. Ouçam-me, e assim vocês estarão me confortando.”
Muitas vezes, ouvir é o melhor conforto que podemos dar. Seja um bom ouvinte. É terapêutico, para quem está sofrendo, expor o seu coração. Ouça com um interesse genuíno. Ore por sabedoria para (e se deve) responder.
v. 3 “Ouça o que eu tenho a dizer, e então considere se você tem alguma boa razão para zombar de mim.”
v. 4 “Se o homem fosse a fonte dos meus problemas, eu não teria o direito de me queixar com ele? Sendo assim, se Deus é a fonte do meu problema, por que eu não tenho o direito de me queixar à Ele?”
v. 5 -6 “Se vocês parassem de falar o tempo suficiente para olhar para mim e considerarem quão grandes são as minhas aflições, vocês tremeriam comigo. Minha experiência deveria fazer vocês tremerem para que o mesmo não acontecesse à vocês.
II. Argumento
1. Refutando a base da tese de Zofar, v. 7-26
(1.) “Alguns ímpios prosperam nesta vida até chegarem ao túmulo”, v. 7-13. Nem todos morrem prematuramente.
v. 7 “Por que o ímpio muitas vezes vive uma vida longa e são fortes?”
v. 8 “Suas famílias prosperam e seus filhos se estabelecem.”
v. 9 “Deus não lhes toca (como Ele tem feito comigo).”
v. 10 “Seus rebanhos também prosperam.”
v. 11 -12 “A vida é uma grande festa para eles.”
v. 13 “A vida deles caminha muito bem, até mesmo na morte. Tudo aparentemente vai bem para eles!
Deus é extremamente paciente com muitos, e com alguns mais do que outros. Graça comum não é distribuída de maneira uniforme. Ela deveria nos conduzir ao arrependimento (Romanos 2: 4). Mas, ao invés disso...
(2.) “Eles se endurecem contra Deus na prosperidade”, v. 14-16.
v. 14 “Eles não se importam com Deus...preferem ser ignorantes a Seu respeito.”
v. 15 “Nenhum reconhecimento de Deus. ‘Quem Ele pensa que é? Eles corajosamente afirmam. Não há proveito nenhum em orar para Ele. Adoração é um desperdício.”
v. 16 “Eles se orgulham da sua grandeza, mas é Deus quem lhes dá tudo o que têm. Eu não me aproximo de homens como estes! Eu os evito!”
Riquezas temporais e prosperidade dão um falso senso de segurança; sedução das riquezas. Durham: “Prosperidade é uma maldição para o homem ímpio.” Para alguns, a melhor coisa a respeito de Deus; é se tornarem cada vez mais ateus. (Por isso não vêem a piedade como um ganho!)
Nunca pense que servir a Deus é um desperdício, e não servi-lo é o caminho da felicidade.
Tanto a riqueza quanto a pobreza pode ser laço, Provérbios 30: 8-9. Em tempos de prosperidade, tome cuidado para não desprezar a Deus. Em tempos de dificuldades, tome cuidado para não lançar mão do nome de Deus.
Use com sabedoria os seus recursos, use-os para a glória de Deus. E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem. I Cor. 7: 31 (ex: usar exageradamente, buscando obter deles mais do que podem oferecer).
No dia do julgamento Deus irá dizer: “Apartai-vos de mim”, à todos aqueles que lhe disseram: “Aparta-te de mim”! Jó 21: 14, 22: 17, Mateus 8: 34.
(3.) “Outros são julgados nesta vida, v. 17-21. Tão certo como alguns ímpios prosperam, outros sofrem, durante toda a sua vida.
v. 17 -18 “Nenhuma luz, somente tristeza e destruição. Nenhum fundamento seguro” (em contraste com aqueles previamente descritos).
v. 19 “Algumas crianças sofrem por causa da impiedade dos pais.”
v. 20 “Alguns ímpios vêem nesta vida a sua própria destruição.”
v. 21 “Eles não vivem o suficiente para tirar proveito dos frutos do seu trabalho terrestre.” Note que Jó procura estabelecer, aonde é possível, uma base simples. *Não exagere a sua situação. Admita a veracidade do caso dos seus oponentes naqueles exemplos onde haja verdade. Quantas vezes, num debate teológico, nós exageramos, superestimando nossa posição! (Como Gill, em Isaías 53: 6 –Nenhum chamado ao evangelho, convite, ou oferta aos pecadores mortos, somente o chamado á uma adoração pública; especialmente aos santos, ou talvez aos Judeus, enquanto Cristo estava na Palestina.)
(4.) “Tudo isso só pode ser explicado pela soberania de Deus”, v. 22-26.
v. 22 “Os caminhos de Deus estão acima do nosso entendimento. Ele dispõe do ímpio segundo a Sua própria vontade.”
v. 23 -24 “Deus chama alguns ímpios à sepultura enquanto prósperos e bem de vida.”
v. 25 “Outros, Deus chama estando miseráveis e vazios.”
v. 26 “Porém, ambos morrem.” Durham: “A terra se torna em cama para ambos, os vermes seu lençol e cobertor, cobrindo-os, e os mesmos vermes se fazem presentes tanto em um quanto em outro.”
“Estas verdades todas mostram que seus argumentos são falhos. Vocês estão limitando Deus apenas a uma maneira de trabalhar, quando Seus caminhos são certamente variados. Você pensa que está ensinando à Deus alguma lição?! (v. 22) Você acha que Ele é incompetente e necessita de ajuda?” As colocações de Jó são irrefutáveis.
* Henry: “A desproporção entre o tempo e a eternidade é tão vasta, que em sendo o inferno o destino final de todo pecador, fará pouca diferença se alguém for para lá cantando ou suspirando.”
2. A Perspectiva em longo prazo: “A destruição do ímpio está reservada principalmente para o mundo vindouro”, v. 27-33.
v. 27 -28 “Eu entendo a sua posição. Você me acusa de pecado grave e hipocrisia. Mas, você está errado. Você ignora as evidências que tenho apresentado.”
v. 29 “Qualquer homem nas ruas pode testificar o que eu tenho dito, ou seja: que o ímpio nem sempre é punido nesta vida.”
v. 30 “A ira completa de Deus não será derramada sobre o ímpio até o dia do julgamento final. Nós concordamos que a irá está por vir, mas principalmente (se não inteiramente) após esta vida, não durante esta vida.”
v. 31 “Ele pensa que é intocável, e que ninguém lhe retribuirá pelas suas más obras.”
v. 32 “Mas ele morrerá. E a morte é uma testemunha contra ele!”
v. 33 “Ele pode muito bem morrer em paz, falsa paz, e ter um velório pomposo (como muitos oficiais). “Sua morte pode ser como a de qualquer outro, não sendo o primeiro nem o último a morrer.
III. Encerrando a repreensão, v. 34.
Resumo: “Seu argumento é inválido. Sua ajuda de nenhum valor para mim.”
Henry: “Onde não há verdade, pouco conforto se pode esperar.”
Observe:
1. Deus aponta a porção de cada um. Tenha confiança de que Ele faz o que é justo e melhor.
2. Não é Jó uma miniatura dos eleitos de Deus aqui na terra? Embora Deus nos permita sofrer como Jó, e embora o mal aparentemente triunfe (como vemos neste capítulo), não se aflija. Deus está trabalhando para que todas as coisas cooperem para o nosso bem. Sabedoria perfeita está orquestrando o todo.
3. Do verso 33. Estamos todos num processo de morte. Portanto, vamos viver para as coisas de interesse eterno. Quando o dia da morte chegar, o que você gostaria de ter feito? Você lamentará por não poder pecar um pouco mais? Ou lamentará por não ter servido a Deus melhor? Determine viver hoje de tal maneira, que não leve você a se lamentar de ter vivido em vão!
#35 Os amigos de Jó em seu pior
Jó 22
O começo da “terceira etapa”. A última vez que ouvimos Elifaz falar. Jó havia desmantelado a tese deles. Exposto a falácia de seus argumentos. Abalou os alicerces da teologia deles. O único recurso de Elifaz: Aumentar o volume da retórica. Este Elifaz está totalmente diferente daquele que vimos na primeira etapa. Ele vai fundo na maldade e crueldade que nunca esperaríamos de um amigo com intenções de confortar.
Ajuda versos provar que estamos certos. Como Spurgeon disse: podemos introduzir uma centena de demônios enquanto tentamos expulsar um!
Devemos manter a cabeça e não sermos apressados em nossas palavras. O que se indigna à toa fará doidices (Provérbios 14: 17). Porque convém que o bispo seja... não soberbo, nem iracundo (Tito 1: 7). Seja temperante. Pense espiritual e racionalmente.
1. “Esta conversa toda não mudará a justiça de Deus” v. 2-4.
Uma salva de perguntas:
v. 2 “Você não pode fazer de Deus o seu devedor. Você é um servo inútil. Você pode ajudar a si mesmo, não a Ele.”
v. 3 “Deus é feliz sem você. Você não pode acrescentar nada a Ele.”
v. 4 “Você não pode ameaçar a Deus. Você não pode atuar como Seu Juiz!” Tudo isso é verdade. Deus não precisa de nós para se alegrar, mas nós temos alegria sem Ele.
Mas estes princípios podem ser aplicados de forma errada. (Como alguns que professam crer na predestinação, justificando seus pecados com base nisso. Rom 6: 1-2). Aplique corretamente a verdade a você e a outros.
II. “Deixe-me mencionar alguns dos seus pecados, primeiro: você tem maltratado o próximo” v. 5-11.
v. 5 Talvez esta seja a acusação mais severa contra Jó em todo livro. “Você é um hipócrita!” Neste ponto Elifaz concorda com Satanás a respeito de Jó! Aqui vemos um dos maiores ataques de Satanás: um amigo tão bom e temente a Deus, como Elifaz, condenar totalmente Jó. (Elifaz era o mais velho, mais moderado e mais simpático dos três.) A tática era direcionar Jó a um desespero tal, que ele desistisse e amaldiçoasse a Deus em Sua face.
Cuidado para não ser uma arma de Satanás! Até mesmo Pedro fez isso em pelo menos uma ocasião (Mateus 16: 23 - Para trás de mim, Satanás...). (Em certo sentido, é claro, esta declaração se aplica a toda humanidade. O erro é aplicá-la para Jó de maneira peculiar, e baseada no evangelho da prosperidade.)
v. 6 -9 “Finalmente, algumas coisas particulares e específicas, contrárias as generalidades e insinuações que tínhamos visto anteriormente!
v. 6 “Você foi maldoso obtendo vantagens sobre outros.”
v. 7 “Você não demonstrou misericórdia ao necessitado.”
v. 8 “Você estimulou os ricos, mostrando favoritismo.”
v. 9 “Você oprimiu o pobre...atingindo o ponto mais alto da injustiça.” Que acusações bárbaras! Totalmente infundadas. (Jó respondeu a isso no capítulo 29 e 31.) Talvez um tiro no escuro, uma expedição de pesca na consciência de Jó, ou atirar lama na esperança de acertar em alguma coisa.
Cuidado para não imaginar o pior, estando pronto a acusar sem evidências, declarando publicamente isso. Oh, Que dano!
Não mude os fatos em fantasias a fim de vencer um argumento (Derek Thomas).
No calor de um argumento, até mesmo bons homens podem jogar sujo. Seja cuidadoso em manter autocontrole sobre os sentimentos e a língua.
É melhor confiar no SENHOR do que confiar no homem, Salmos 118: 8.
v. 10 - 11 “Sendo assim, todas estas calamidades vieram sobre você.” “Este é o motivo pelo qual ciladas, preocupações, trevas e devastações vieram sobre você. Você está sob julgamento em virtude destes pecados.”
Há muitos mais ainda....
III. “Segundo, você tem desprezado a Deus” v. 12-14.
v. 12 “Deus é altíssimo e Todo-Poderoso.”
v. 13 – 14 “Mas, você pensa que Ele é muito alto para ter alguma consideração ou prestar atenção em seus pecados. E você tem verbalizado isso, Jó!” Isso é verdade? Claro que não! Pois em nenhum lugar Jó declarou qualquer coisa semelhante a isso. Elifaz está colocando palavras na boca de Jó, imaginando que elas estejam no coração dele. Elifaz interpretou as observações de Jó, a respeito da prosperidade do ímpio, como uma negação do cuidado e da soberania de Deus sobre eles.
Não presuma as palavras e os motivos dos outros! Seja cuidadoso, citando de forma precisa e dentro do contexto. Derek Tomas: “A verdade é de pouco valor no calor de um argumento.” Se você tem que usar este recurso como tática, é porque, na verdade, não tem mais argumento!
Não pense que você conhece os motivos dos outros. Seja cuidadoso e generoso, até que você tenha razões para acreditar no pior a respeito de um irmão em Cristo. Não pense que você conhece todos os motivos pelos quais Deus age. Examine sempre e com cuidado as suas imaginações!
IV. “Aprenda através daqueles a quem Deus destruiu” v. 15-20.
v. 15 “Você é um ignorante a respeito da história?!”
v. 16 – 17 “Você não se lembra de como Deus destruiu o ímpio com o dilúvio? Você é como eles, por isso Deus o está destruindo.”
v. 18 Talvez citando a Jó de maneira debochada (21: 16 etc.): “Você se acha melhor do que aquelas pessoas ímpias, mas é igualzinho a elas! (Ou talvez se apropriando das palavras de Jó, por achar que ele não ter direito a elas.)
v. 19 “Jó, eu fico contente em ver o ímpio destruído, eu zombo disso quando sei. Estou contente em vê-lo sofrer!” Que cruel! Que inconveniente para uma alma que não tem absolutamente nada, a não ser aquilo que Deus livremente lhe tem concedido!”
v. 20 Nossa constante prosperidade argumenta a nosso favor. “A sua destruição prova que você está errado.” O velho e mesmíssimo evangelho da prosperidade – “Deus sempre julga o pecador nesta vida; todos os problemas desta vida dizem respeito ao julgamento sobre o pecado.”
Medida para um padrão adequado: Deus pode reverter a prosperidade de qualquer pessoa num piscar de olhos.
Erro do evangelho da prosperidade: “Só pode haver um motivo para as calamidades, ou seja: você tem pecado em sua vida.” Não há lugar para o conceito de que você possa ter calamidades sendo santo, como Jó!
V. “Aqui segue o meu conselho: Seja correto com Deus, e assim você irá verdadeiramente prosperar” v. 21b. Aqui há uma grande verdade, se aplicada corretamente. Um exemplo disso está no fato de que de uma mesma fonte não pode jorrar água amarga e doce ao mesmo tempo (Judas 3).
v. 21 “Você precisa conhecer Deus. Você ainda está em trevas espirituais. Bênçãos virão se você se tornar um Cristão.”
v. 22 “Como conhecer Deus? Ouvindo Sua palavra e internalizando Suas leis.”
v. 23 a “Arrependendo-se dos seus pecados.”
v. 23 b-25 “Se você fizer isso, será restaurado com paz e prosperidade (ganhas honestamente, não com injustiça, como ocorreu anteriormente em sua vida, Jó).”
v. 26 – 27 “E você gozará de prosperidade espiritual.”
v. 28 – 30 “Seus desejos serão atendidos, vivendo um vida feliz.”
v. 29 – 30 “Você será proveitoso e útil à outros.”
Este é o melhor conforto que Elifaz poderia dar! Nenhum sinal de que o sofrimento seja o cumprimento de muitos dos propósitos que glorificam a Deus (que Deus tenha mais razões para os seus feitos, além de simplesmente julgar o pecado)...de nos refinar, nos humilhar, nos prevenir de pecar, nos provar, nos levar a uma comunhão maior com Ele, e demonstrar a Sua fidelidade a um cético como Satanás. É irônico o fato de que Elifaz e seus amigos terão que se arrepender e Jó orar por eles!
Observe:
1. A avaliação de Deus pode ser tremendamente diferente da avaliação dos homens. Para Elifaz, Jó era o pior dos pecadores na face da terra. Para Deus, Jó era perfeito, reto e o melhor dos santos na face da terra.
Não leve sempre a sério a avaliação de certos homens!
2. Veja em Jó uma sombra de Cristo. Ferido pelos amigos (todas as pessoas lhe tratando como Elifaz!)
Se você está passando pela mesma situação, não amaldiçoe a Deus. Seja fiel e Ele o guiará pelo vale da sombras. Não deixe que os Elifazes de sua vida o desviem do caminho de Deus.
#36 O anelo por Deus
Jó 23
Aqui temos a resposta de Jó para as acusações cruéis e injustas de Elifaz. Nem tanto uma resposta direta contra as falsas acusações, mas um clamor a Deus – O anelo e anseio por Deus!
Algumas grandes declarações são feitas aqui, tais como: a confiança de Jó em Deus enquanto ele caminha pela fé, sua clareza de consciência, sua total submissão a soberania de Deus em suas provações.
Entretanto, há uma indicação de que Eliú tenha causado em Jó um espírito de elevada e corajosa confiança, muito mais do que Deus mesmo, quando ele inicia a sua resposta. Henry: “Aqui vemos, através deste capítulo, uma luta entre a carne e o espírito, o temor é a fé.
? Na melhor das possibilidades, nós ainda estamos lutando com o pecado que habita em nós. (Mas, Deus tem que aumentar o calor para atingir a temperatura do “infinito”, a fim de trazer as impurezas de Jó à tona!). Ao defender-se, seja cuidadoso para não perder a perspectiva, ficando inchado a respeito de si mesmo. O perigo da autojustificação....melhor deixar isso com Deus.
I. Jó lamenta sua situação, v.2.
“Minha situação hoje é tão ruim como sempre.”
Sofrimento prolongado é uma das piores coisas que alguém pode suportar.
Lamentar não é em si mesmo um mal. Porém, cuidado com o espírito de rebelião, ressentimento e amargura contra Deus.
“...Não estou me queixando tanto quanto eu poderia! A coisa toda é pior do que vocês imaginam.”
É um pecado gemer mais do que a pancada exige. Não seja murmurador!
Quietude sob a vara de Deus é uma virtude.
II. Jó anseia comparecer diante do tribunal de Deus, v. 3-7.
Deus parecia estar distante para Jó, no que diz respeito a receber alguma ajuda, ou de ser ouvido por Ele.
v. 3 “se eu soubesse onde o poderia achar...
v. 4 ....Eu apresentaria o meu caso a Ele com argumentos bem elaborados.” Ore de forma organizada e ordeira. Confusão não combina com Deus!
v. 5 “Gostaria de ouvir o que Ele tem a dizer para mim.”
*Coragem em excesso
v. 6 “Ele não iria exercer o seu poder contra mim, mas ao meu favor.”
v. 7 “Sim, Eu teria uma audiência justa, pois Ele me ouviria. Ele certamente sairia em minha defesa. Mesmo que os homens se recusem a limpar o meu nome, Deus o faria!”
? Cuidado para não falar de forma rude a respeito de Deus, como se você fosse a autoridade. Quando Jó finalmente pode estar diante de Deus, ele ficou mudo! Ver cap. 40: 3-5, 42: 6. Nós também, muitas vezes, não temos a mesma tendência de invocar o nome de Deus de forma descuidada e apressada?...assumindo que o nosso caso é mais importante e que sabemos exatamente como devemos ser ouvidos. Caso venha a dizer: “Nos veremos no dia do julgamento”, esteja certo que está dizendo isso com humildade, como alguém que está sendo julgado, não como se você fosse o juiz de outros!
? Não seja tão apressado pela vinda do julgamento de Deus. Ele virá cedo o suficiente! E Nós podemos nos surpreender então! (Comp. I Cor. 4: 3-5, Tiago 5: 7-9)
III. A confiança de Jó em Deus, v. 8-10.
v. 8 -9 “Eu o tenho procurado por todos os lados....Eu sei que Ele está próximo, mas não posso vê-Lo.” (“Elifaz, você me diz que eu deveria ficar mais apercebido dEle...Bem, eu ficaria, se pudesse!”)
? Deus nem sempre é encontrado imediatamente. Muitas vezes temos que buscar e bater. Não presuma que a Sua presença será sentida durante as provações. Busque-O! (não há nada automático na experiência Cristã.)
? Deus tem um designo nas deserções. Como a águia treinando seus filhotes, Deus nos deixa cair, mas nunca para nos estatelarmos no chão!
v. 10 “Mas, Ele sabe o que está fazendo comigo, ou; Ele aprova os meus caminhos e minha conduta [comp. Salmo 1: 6]. Ele está me refinando através da fornalha da aflição.”
Uma entre as grandes declarações do livro! O conforto de Jó: olhar para suas provações através da perspectiva de Deus. “Ele sabe! Ele está perfeitamente inteirado de tudo.”
? Vamos como cristãos tirar conforto disso! (1.) Nossas aflições são provas, por ex: testes, provas. Não têm como objetivo nos ferir, mas são para o nosso bem a longo prazo. (2.) Quando o teste termina, sairemos da fornalha da aflição. Pode terminar ainda em vida, ou quando muito, na morte. (3.) Resultado final: Ouro! Puro e precioso santo para a glória de Deus – Aprovado e aperfeiçoado. Henry: “Aqueles que vão em ouro para a fornalha, não podem sair pior do que quando entraram.”
? Quando você não sabe o que Deus fará, conforte-se em saber que Ele sabe.
? Todos os filhos de Deus são provados e refinados. Espere por isso. Não seja pego de surpresa, como aquele ouvinte que caiu entre espinhos, na parábola do semeador.
IV. A clareza de consciência de Jó, v. 11-12.
v. 11 “Eu tenho permanecido no caminho estreito. Eu não me virei contra Deus.”
v. 12 “A minha consciência não me acusa. A Sua palavra é mais vital para mim do que a comida que como!”
? Não importa quão áspero seja o caminho, nunca devemos deixar de obedecer nosso Deus.
? Nada é tão valioso quanto uma consciência pura com Deus. (o contrário de sofrer como malfeitor). Sibbes: “Ou a consciência é um dos nossos maiores amigos, ou um dos nossos maiores inimigos neste mundo.”...Uma boa consciência pode encarar a face de Deus!
? A Palavra de Deus é mais necessária do que a comida! O homem não vive só de pão! Henry: “A Palavra de Deus é para a nossa alma o que a comida é para o nosso corpo; ela sustenta a nossa vida espiritual, e nos fortalece nas situações difíceis da vida; não podemos subsistir sem ela, e nada pode substituí-la. Por isso, a devemos estimar, sentir dores, fome, e também nos alimentar dela com prazer, nutrindo assim a nossa alma. Então ela será nosso regozijo no dia mal, assim como o foi para Jó aqui.”
? A importância da obediência as Escrituras. J. Murray: “O caminho da piedade é simplesmente este: quanto mais a vara de Deus assola de forma dura e misteriosa, mais o santo de Deus se apega com maior firmeza a vontade de Deus revelada.”
? Vamos valorizar a Palavra de Deus! Como saber se você tem a Palavra de Deus na mais alta estima: (de Robinson em PHC)
? Sendo atencioso na leitura e no ouvir da Palavra
? Ponderando-a séria e freqüentemente
? Entesourando-a cuidadosamente em sua memória (guardei, v. 12 = escondi, Salmo 119:11)
? Preferindo-a em lugar de confortos terrenos, possessões, liberdade e até a própria vida
? Abandonando nossos pontos de vista, propósitos e práticas que se oponham aos seus ensinos
? Preferindo sofrer e ter perdas do que violá-la
V. A visão de Jó da Soberania Divina, v. 13-17.
v. 13 “Deus não se confunde. Ele não pode ser mudado. Ele faz a sua própria vontade.”
v. 14 “Ele apenas está cumprindo o que havia determinado como minha porção aqui.”
? Deus compreende a si mesmo, ainda que nós não. Sua soberania, que é uma grande consolação, associada a Sua bondade por nós, demonstra Sua sabedoria em tudo o que realiza.
? Receba as provações como vindas de Deus, das quais Ele tem várias para nós. Henry: “Quando Deus determinou a vida eterna e a glória como nosso fim, Ele também determinou para esta condição, estas aflições.”
v. 15 -17 A pequena confusão de Jó.
Ele estava perturbado com a ausência de Deus, mas agora na Sua presença! V. 15. “Eu estou temeroso só de pensar o que Ele ainda tem reservado para mim!”
v. 16 “Deus está me humilhando no pó.”
v. 17 “Eu não morri antes de todos estes problemas chegarem.” Jovem no verso 17b: e nem encobriu o meu rosto com a escuridão.”
Observe:
1. Onde nós estaríamos sem o Livro de Jó!
2. Marque novamente estas verdades vitais para os tempos de provação:
• Conhecimento da Palavra de Deus
• Obediência a esta Palavra
• Consciência pura
• Perspectiva eterna. Salmos 119: 71 Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos. Confiança inteligente, caminha pela fé.
#37 Jó 24
Continuação do discurso iniciado no capítulo 23, onde Jó anseia pelo dia em que se apresentará diante do tribunal de Deus, por estar confiante de que Deus finalmente o justificaria (V.10); “minha consciência está limpa...minha confiança está no Senhor...Seus propósitos, embora misteriosos e difíceis, são os melhores!”
Agora Jó retorna para o argumento da “mosca no ungüento” de Elifaz e seus amigos, pois ele dizia: o ímpio algumas vezes prospera nesta vida e parece escapar dos seus pecados. (Esta era uma falha mortal existente no argumento deles, como já exposto no capítulo 12 e 21)
I. V. 1 Resumindo a questão (a chave do argumento de Jó: Irrespondível)
“Se Deus sabe todas as coisas, por que Ele não se apressa em executar julgamento sobre o ímpio e justificar aqueles que o conhecem?” Ou, Por que a justiça não é imediata?”
Até mesmo Jó não é capaz de responder a esta pergunta! Aqui se trava a batalha da fé...continuar crendo que Deus é justo, mesmo quando Sua justiça não parece estar presente.
II. V. 2-12 A opressão feita por algumas pessoas ímpias.
Eles tiram vantagem de outras pessoas via:
? Roubando terras e animais, v. 2 - até mesmo dos indefesos, v. 3. (Note como Deus freqüentemente repete Seu interesse pelos órfãos e viúvas.)
? Tratam os pobres tão duramente, que eles se escondem para se proteger com medo e pavor, v. 4. Como os animais selvagens, os ímpios saem à procura de satisfazer seus desejos e instintos selvagens, v. 5. (compare com os errantes ladrões Caldeus e Sabeus do capítulo 1)
? Roubam o produto do campo, v.6. Em alguns casos, o ímpio roubando o próprio ímpio. *O fato de alguém ser roubado, não significa que esta pessoa era justa. O sofrimento (ex: ser órfão ou viúva) não é uma marca de piedade nem impiedade – evidência incerta.
? Deixam o necessitado sem o básico, sem ao menos uma vestimenta (v.7) abrigo (v. 8) ou comida (v. 9). Os deixam sem uma peça de roupa ou a comida básica (v. 10). Os fazem trabalhar como escravos produzindo vinho e azeite, não permitindo que tomem sequer uma gota do fruto do seu trabalho, (v. 11) Seus gemidos e suspiros sobem do lugar onde se encontram, porém Deus parece não ouvir, nem prestar atenção a dor deles, pois não traz a juízo os opressores, (v. 12). Similar ao Salmo 50 e 73.
III. V. 13-17 Obras das trevas feitas por pessoas que estão nas trevas.
A luz é com freqüência utilizada como uma metáfora de Deus e da piedade, sendo as trevas o seu oposto. V.13.
É interessante como alguns pecados geralmente ocorrem sob a capa das trevas, a fim de ocultar ou esconder a obra daquele que a executa. (Lembre-se de como a noite fica escura sem a luz artificial!)
Ao amanhecer, antes do raiar do sol, enquanto os homens honestos estão se levantando para trabalhar, o assassino age, e o ladrão comete seus crimes nas sombras, v.14.
O adúltero espera ansiosamente o cair da noite, a fim de não ser visto enquanto se dirige ao seu destino, v. 15.
Estas são pessoas da noite, cujo único uso para a luz do dia, é o de marcar as casas que planejam assaltar a noite, v. 16. Eles odeiam o raiar do dia, pois é como a morte para eles!...eles vivem sob o temor de serem detectados, v. 17.
? Medo de serem vistos pelos homens, mas não de serem vistos por Deus. Devemos nos lembrar sempre da Onipresença e da Onisciência de Deus! Nada irá ajudá-lo mais a não pecar do que isto: Nunca estou sozinho! ...na multidão, na banca de jornal, no computador e na frente da TV. (Evite a tentação e a aparência do mal, seja reto como uma flecha!)
IV. V. 18-20 O destino final dos ímpios.
Suas vidas passam rapidamente (como de todas as pessoas), eles deixam tudo para trás quando morrem, são removidos desta terra amaldiçoada e de suas possessões, e não desfrutam das alegrias e delícias desta vida, v. 18.
A morte se move rapidamente, v.19. Esta é uma verdade para toda a humanidade caída e pecadora descendente de Adão. Eles serão esquecidos pelo mundo, enquanto os vermes se alimentam dos seus corpos, v. 20. Suas más obras morrerão com eles, como o tronco de uma árvore enfraquecida finalmente vai ao chão.
O ponto principal de Jó aqui, é mostrar que tudo é uma questão de tempo: “Eu concordo que a prosperidade do ímpio é breve, pois um dia morrerão e entrarão em sofrimento, mas a questão é a seguinte: Eles sempre sofrem antes de morrer? Eu digo que não!”
V. V. 21-24 Mais detalhes sobre os ímpios.
São cruéis com os aflitos e solitários, v.21.
Eles se acham tão poderosos e confiantes, que perseguem até aos homens que exercem autoridade, de maneira que ninguém se sente seguro com pessoas deste tipo por perto, v. 22.
Embora estejam a salvo e seguros, não estão contentes. Eles continuam a buscar a quem possam assaltar, roubar e etc., v. 23.
Eles desfrutam de alguma prosperidade, mas quando estão maduros (plenitude de vida), são cortados, v. 24.
Ponto: Eles vivem e morrem como todos os demais. Parece que eles nunca serão descobertos ou punidos aqui, diante dos olhos humanos.
VI. V. 25 A mudança de Jó.
“Eu estou tão certo de tudo isso, que desafio a qualquer um me provar o contrário.”
? Esta é a coragem daqueles que conhecem a verdade!
Observe:
1. A maneira como tratamos os indefesos, mostra quem somos realmente. Viúvas, etc. Pense no aborto, na eutanásia. Nós respeitamos as pessoas?
2. Usemos o padrão bíblico de medida, não o carnal. As riquezas deste mundo são uma marca do ímpio, mais do que do sábio! Henry: “Não podemos dizer que todos que sofrem são ímpios, e que todos os que prosperam não são justos.” Deus permite que alguns dos seus inimigos passem por julgamentos nesta vida, antes do julgamento final, enquanto outros; somente no futuro, permitindo que eles tenham uma vida de muito “sucesso” aqui. Esta é uma decisão de Deus. (Ele não tem que nos explicar por que trata os ímpios de maneira diferente nesta vida.)
3. Não devemos ter inveja do ímpio em sua prosperidade. (Novamente, Salmo 73.) Deseje uma melhor felicidade do que aquela que o mundo pode oferecer. Durham: “Olhe para a fragilidade da sua vida enquanto você prospera, reconheça que você é exaltado apenas por algum tempo, e lembre-se que a eternidade está por detrás de tudo isso.”
4. Não devemos seguir o curso das coisas pecaminosas em virtude de outros se saírem bem ao fazer isso. Eclesiastes 8: 11. A justiça é tão certa quanto lenta! O julgamento visível é raro na maioria das vezes.
5. Ande sempre no caminho da obediência pela fé, aguardando pacientemente a justiça de Deus.
#38 O último dos três amigos
Jó 25
O terceiro discurso de Bildade. Bem curto, talvez perdendo a força...perdendo o debate, ou simplesmente perdendo a paciência com Jó. Após algumas repetições, o que mais poderia ser dito de qualquer argumento?
Os dois pontos de Jó, previamente repetidos nos capítulos 23 e 24:
1. “Deus é meu juiz. Eu sou justo. Quando o dia do meu julgamento chegar, eu serei justificado.
2. Esta vida é cheia de enigmas, tomando-se como exemplo a prosperidade do ímpio e o sofrimento do justo.”
Bildade não pôde argumentar contra o #2, Jó venceu aquele debate! Acabou a disputa! Sendo assim, ele volta para o #1. “Jó , você não tem chance nenhuma contra Deus! A sua causa não tem defesa...De fato, ninguém pode se defender diante de Deus! Você não tem como se defender diante do tribunal de Deus.” Ex: rebaixando Jó com a grandeza de Deus e a pequenez do homem.
Acompanhe seus argumentos:
I. Os atributos de Deus, v. 2-3.
1. Soberania, v. 2a. “Ele merece ser temido por causa de Sua grande autoridade em governar. Jó, você falta com respeito e reverência. Seria melhor você temer a este Deus e curvar-se diante de Sua soberania!
2. Sem desafios ou desafiadores, v. 2b. “Sem conflito ou guerra em Seu reino. Ninguém pode se rebelar contra Ele e obter sucesso. Não há recurso em Seus julgamentos. Suas decisões são imutáveis, não importa o quanto você se justifique, Jó! Você pensa que pode desafiar Sua justiça, mas certamente irá falhar. Você não pode vencer Sua justiça. Você certamente será derrotado, não justificado.”
3. Todo poder, v. 3a. Tropas pode ser uma referência aos anjos. “Ele tem recursos ilimitados, vistos através dos incontáveis servos dispostos ao Seu comando.”
4. Onisciência, v. 3b. “Ele vê tudo. Sua luz brilha nos cantos mais remotos da terra, contemplando tudo o que você é e faz.”
II. A futilidade de tentar se justificar perante Deus, v. 4-6.
1. Pergunta: “Desde que o homem é o que é, como você ou outra pessoa poderia ser justo aos olhos de Deus? Você é impuro, imundo. Você não tem esperança nenhuma perante um Deus puro, santo e justo.” v.4.
2. “Deus é mais puro do que você imagina! (v.5). Comparado com o esplendor de Deus, tudo mais é obscuro. Comparado com a pureza de Deus, tudo mais é impuro.” A repetição do mesmo ponto, feita duas vezes, por Elifaz: 4: 17-8; 15: 15-16.
3. Outra pergunta: “Se as coisas que brilham e são puras, são realmente obscuras e impuras, então; que esperanças há para quem é um vermezinho, gusano que se alimenta da decadência?!” (v. 6) Argumentando do maior para o menor.
O ponto de vista de Bildade: “Jó, quem você pensa que é? Você ousa apelar para a jurisdição de Deus? Você não percebe que não há esperanças para tal petição? Ele irá somente indeferir contra você. Jó, Deus está contra você!!” Outra grande tentação: Deus está contra você. Então, vá em frente e amaldiçoe a Deus.
Q. O que há de errado no argumento de Bildade? Ele tem uma visão sublime de Deus. Ele é um bom calvinista. Ele está bem familiarizado com os gloriosos atributos de Deus. O discurso sobre Deus parece correto! (Porém, ele não falou o que era reto de Deus, 42: 7!)
1. Sua Maneira.
Ele fala como se estivesse acusando Jó. Não demonstra nenhuma simpatia por ele. Elifaz aparentemente se alimenta do estado desesperador de Jó. Ele só agrava a angústia de Jó.
? Você prega sobre a doutrina da soberania de Deus de maneira fria e teórica, apenas na esperança de conduzir alguém a miséria? Nunca devemos nos alegrar vendo as pessoas em desespero, enquanto assistimos friamente elas se afundarem na falta de esperança. Se o fizermos, então nós é que precisamos de uma aula de teologia sobre a misericórdia e a compaixão de Deus para com os miseráveis. Nós mostramos simpatia àqueles para quem falamos da verdade de Deus? É possível possuir um sistema correto de teologia e, ainda assim, fazermos o uso incorreto dele. E quanto aos muitos debates sobre teologia em que nós simplesmente queremos sair vencedores, a fim de fazer com que os outros pareçam estúpidos, enquanto nós entendidos e estudados? (Apesar de tudo, as palavras de Bildade condenam tanto a ele mesmo, quanto a Jó!)
(Também não deveríamos deixar as pessoas pensarem que Deus é tão grande e está tão distante, que não se interessa por elas.
Não devemos depreciar os homens ao ponto da insignificância. Deus, de fato, está muito interessado a respeito do homem!)
2. Sua omissão.
Ele não diz nada que possa servir de esperança para Jó. Nenhuma palavra quanto a justificação ou perdão, somente julgamento e ira. Conclusão errada: “sem esperança, redenção ou perdão.”
Devemos apresentar as boas novas, assim como a mensagem de condenação, na proporção e tempo corretos. Alguns só dão as boas novas; enquanto outros, somente pregam a condenação. O balanço bíblico: Apresentar os dois! Compare Salmo 130: 3-4, etc. Nós oferecemos esperança aos homens? Não se esqueça do: Mas contigo está o perdão, para que sejas temido.
Boas Novas:
O homem pode ser justificado diante de Deus através do sacrifício que Ele mesmo apontou! O homem nascido de mulher pode ser limpo através do novo nascimento, ou seja; a lavagem da regeneração! *E quanto a você? Vermes são exaltados à posição de glória e feitos filhos de Deus, porque o Filho de Deus se fez verme por nossa causa! Salmo 22: 6. Agradeça a Deus pelas boas novas!
#39 Jó 26
O discurso de Jó nestes capítulos encerra o último dos três ciclos. Lembremo-nos que Bildade falou muitas verdades a respeito de Deus no capítulo 25, ou seja; Seu poder e autoridade, e também sobre a impureza e brevidade do homem. Mas, vimos que ele não demonstrou nenhuma simpatia para com Jó, nem esperança de justificação alguma para ninguém.
Henry observa: “Tudo o que bom e verdadeiro nem sempre é adequado e apropriado. Para alguém que se encontrava humilhado, abatido e angustiado de espírito, como Jó, ele (Bildade) deveria ter pregado a respeito da graça e da misericórdia de Deus, ao invés da Sua grandeza e majestade, para que colocasse diante de Jó as consolações, ao invés do terror do Todo-Poderoso. Cristo sabe como falar de maneira apropriada ao cansado (Isaías 50: 4), e os seus ministros deveriam manejar bem a palavra da verdade, e não entristecer aqueles a quem Deus não entristeceu, como fez Bildade.”
Bem que Jó poderia ter respondido com sarcasmo, como o fez no começo da sua resposta!
I. Jó ironiza de Bildade, v. 2-4.
“Muitíssimo obrigado, Bildade! Você realmente me ajudou, me confortou e me livrou. Você acaba de resolver todos os problemas!”
Na realidade, “Você não me ajudou em nada, nem me trouxe conforto e nem fez alguma contribuição positiva para toda essa discussão!” (v. 2-3)
É impressionante como um homem que estava tão doente e ferido quanto Jó, ainda estivesse em pleno uso de suas faculdades, utilizando-se do artifício do sarcasmo e da ironia. Deus é quem o sustentava.
V. 4a “Você pensou que estivesse ensinando alguém totalmente ignorante.”
V. 4b A cutucada mais profunda de todas: Implicava em que Deus não o havia enviado para dizer tudo aquilo, mas algum outro espírito (ex: o dele mesmo ou um espírito mau!). Será que Jó começara a ter a perspectiva do envolvimento de Satanás?
Como isso deve ter esvaziado a Bildade! O orgulho intelectual murchou.
Deus sabe como nos humilhar. O orgulho deve ser reprimido! (Será que Bildade estava demonstrando seu conhecimento de Deus para receber louvor e reconhecimento dos homens? Vamos ser cuidadosos! Deus pode nos humilhar também.)
II. Os poderosos feitos de Deus, v. 5-13.
Uma das passagens mais extraordinárias de toda a Bíblia a respeito das grandes obras de Deus, em toda natureza e na humanidade. É difícil saber exatamente o que Jó tinha em mente em algumas frases (ou saber se Jó possuía um conhecimento científico preciso daquilo que estava dizendo!), mas o panorama geral é claro: “Bildade, você não falou nada daquilo que eu já não soubesse. Todavia, deixe-me adicionar mais algumas coisas àquilo que você falou a respeito da majestade de Deus!” (Similar ao que Jó fez no capítulo 12-13, superando a sabedoria de Zofar.) Note: Jó somente fez isso quando provocado e forçado, a fim de humilhar o intelecto orgulhoso. Barnes aponta para a superioridade da sabedoria de Jó sobre Bildade assim: Bildade via a supremacia de Deus sobre todo o céu, enquanto Jó diz que Sua supremacia atinge os mortos, aqueles que estão debaixo da terra. Jó começa com a parte mais baixa, subindo até as estrelas.
V. 5 Talvez uma referência as almas dos que morreram no dilúvio.
V. 6 Deus vê o sheol (partes mais baixas da terra, para onde vão os espíritos dos homens). O abadom não está oculto aos olhos de Deus, Seu domínio estende-se às partes mais baixas do inferno (Apoc. 14: 10. Como Jonathan Edwards pregou: Tanto o justo quanto o injusto passarão a eternidade na imediata presença de Deus, pois Ele será o céu para um, e o inferno para o outro.
V. 7 O vazio = sem forma e vazia como em Gênesis 1: 2. Deus cobre o céu como uma cortina, o estende como uma tenda para habitar nele (Isaías 40: 22, Salmo 104: 2). (Henry Morris vê aqui uma grande base científica com relação ao eixo da terra.)
Suspende a terra sobre o nada. Globo terrestre suspenso no ar.
Henry: “A arte do homem não é capaz de sustentar uma pena sobre o nada, entretanto, a sabedoria divina sustenta toda a terra desta maneira.” Ele sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder (Hebreus 1: 3).
V. 8 Ciclo hidrológico. Como se Deus armazenasse a umidade e depois a despejasse gota por gota (ao invés de um “aguaceiro”). O homem não pode produzir chuva a partir disso!
V. 9 Como se a atmosfera e as nuvens ocultassem a Deus (que é invisível, é claro).
V. 10 Ele circunda, cerca as águas. Evidentemente se refere ao concerto que Deus fez com a terra após o dilúvio, Gênesis 8: 21, 9: 15.
V. 11 As colunas pode ser uma referência a altura das montanhas, que tremem quando troveja.
V. 12 Controle sobre as grandes extensões de água que amedrontam os homens. Criação ou dilúvio? A soberba pode ser uma referência a algum lendário monstro marinho ou um grande dinossauro.
V. 13 Agora num nível que os homens podem observar: o céu enfeitado de estrelas. A serpente enroscadiça pode ser uma referência a alguma constelação. (Barnes argumenta que seria a constelação do dragão, a que Virgil se refere.)
III. O ponto de todo este discurso, v. 14.
Contemple a grandeza, glória e majestade de Deus!...Mas, isto é apenas a ponta do iceberg! “Apenas comecei a falar um pouquinho! Estou apenas dando a você aquilo que representa um sussurro de Deus, imagine o que seria o Seu trovejar?!”
Há mais a respeito de Deus do que podemos conceber. Não podemos nos aprofundar em Seu ilimitado poder e sabedoria. Eis que Deus é grande, e nós não o compreendemos (Jó 36: 26). Durhan: Deus não pode ser estudado corretamente até que seja considerado incompreensível.
Henry: “desespero para encontrar o fundo, nós devemos nos sentar a beira e adorar o profundo. Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! (Romanos 8: 33). No presente estado em que nos encontramos, temos ouvido e conhecido somente uma pequena parte de Deus. Ele é infinito e incompreensível, e nosso entendimento e capacidades são fracos e rasos. O conhecimento completo da glória divina está reservado a um estado futuro.”
Devemos reconhecer a nossa ignorância. Wm. Cunningham (on eternal sunship): “De um lado, devemos tomar cuidado para que a nossa sabedoria não esteja acima das escrituras, mas, por outro lado, devemos nos guardar de não colocar de lado, ou ignorar qualquer coisa que realmente tenha sido revelado sobre este ponto.” Vá até onde a revelação vai, mas não a ultrapasse.
Há muitas coisas a respeito de Deus, Seus propósitos e métodos que não entendemos. (É certo que Jó conhecia a Deus melhor do que Bildade e, portanto, era mais humilde diante de Deus. O conhecimento de Deus fez de você uma pessoa mais humilde? Você imagina que por ser um calvinista não tem mais nada a aprender? Aqueles que melhor conhecem a Deus, são aqueles que sabem que tem muito mais para aprender.)
Jó relembra: “Eu ainda não consigo entender o que Deus está fazendo comigo! Tenho estado debaixo dos Seus trovões e não O entendo!”
O valor da criação: Mostrar a nossa pequenez. Deixar-nos pasmados diante do grande Criador – Seu poder, sabedoria, majestade e bondade. Nossa dependência, fragilidade e fraqueza. Portanto, submeta-se a Deus em tudo!
#40 Jó 27
Talvez a nossa expectativa fosse a de ouvir Zofar falar aqui. Ao invés disso, provavelmente após uma pausa, e o silêncio de Zofar, Jó continua a expor aquilo que pensa. (Capítulos 27-28 um discurso.)
Revisão: Satanás está confiante que Jó irá blasfemar de Deus. Satanás quer derrotar Deus através de Jó. Muita coisa está em risco. (* Nós levamos a sério a nossa própria experiência? Há muito mais em risco do que podemos imaginar!)
O último e grande ataque de Satanás: 3 amigos que esmagam Jó com a teologia rasa do evangelho da prosperidade. O falso dilema deles: “Se Deus está certo; Jó está errado, ou se Jó está certo; Deus está errado!” A posição de Jó: “Deve haver uma maneira de provar que tanto Deus, quanto eu, estamos certos. Não consigo enxergá-la, mas eu sei que estou certo!” (Por causa disso seus amigos o consideravam como um blasfemo.)
V. 1 discurso ou parábola, não no sentido de comparação ou similitude, mas instrução moral, seu argumento por completo, freqüentemente traduzido como provérbio.
I. Jó afirma sua integridade, v. 2-6.
1. Ele faz uso de um juramento para reforçar a certeza e a seriedade do que está prestes a dizer, v. 2a.
Ele alarga seu discurso sobre Deus v. 2b. “Aquele que recusou ser o juiz da minha causa e reteve Sua justiça. Este Deus Poderoso amargurou a minha alma e me afligiu.” Mais tarde estas palavras irão perseguir Jó (Cap. 34). Em meio a um grande sofrimento, ele exagera o caso, mas não blasfema de Deus.
? Não falemos apressadamente ou em autopiedade. Quantas vezes agimos assim na tentativa de nos justificar, mesmo que isto signifique lançar uma sombra de dúvidas no caráter de Deus! Tome cuidado com isso!
? Não devemos estar contentes apenas pelo fato de não blasfemarmos contra Deus, mas devemos estar certos que O honramos em tudo o que falamos.
? Deus é justo, porém, Seu método de justiça nem sempre é totalmente claro para a nossa visão deturpada. Devemos ser prontos a honrar Sua justiça e censurar a nossa incapacidade de vê-la ou medi-la.
2. “Estou resolvido e determinado a falar a verdade.” V. 3-4. Longe de blasfemar de Deus, Jó continua confiando e obedecendo a Ele com um coração puro. Ele reconhece sua própria fragilidade e dependência de Deus, v. 3. “Enquanto Deus me der vida...” ex: pela sua graça e capacidade.
? Nossos melhores planos e determinações estão sujeitos a que Deus nos preserve física e espiritualmente com vida.
3. “Concordar com vocês seria violar a minha consciência, o qual eu não ouso fazer. Eu devo manter a minha integridade.” V.5-6.
“Continuarei a confiar em Deus, haja o que houver. Mesmo que o céu desabe.”
? Devemos permanecer pacientemente no caminho da obediência, mesmo que não saibamos aonde isso nos levará. Ver Thomas p. 207.
? É errado confessarmos quando não somos culpados, admitir o que não fizemos só para mantermos a paz, etc. Isso viola nossa consciência, enfraquece nossa posição e ajuda a causa do inimigo. (Se a sua consciência está clara, não ouça ou aceite os argumentos de Satanás.)
II. “A hipocrisia não é vantajosa”, v. 7-10.
7. “Eu estou do lado do justo.” (Implica: “Vocês 3 estão do outro lado!)
Uma imprecação (pedindo julgamento sobre os inimigos). Considere:
? Nosso interesse deve ser a glória de Deus e não simplesmente o nosso próprio nome, ou tranqüilidade. Sem vingança pessoal.
? Não podemos orar “Venha o Teu reino” sem lembrarmos que o reino das trevas será destruído.
? No julgamento final, é exatamente isso o que ocorrerá com aqueles que não se arrependeram.
V. 8-10 Uma série de questões mostrando a tolice da hipocrisia.
? O hipócrita não tem esperança, v. 8. Comp. o rico e tolo de Lucas 12.
? A oração do hipócrita não é ouvida, v. 9. Comp. As virgens de Mateus 25.
? O hipócrita não tem prazer verdadeiro em Deus, v. 10. Portanto, ele não ora, a não ser por propósitos egoístas.
A posição de Jó: “Eu sou tão contrário aos malfeitores como vocês são. Eu seria um tolo se fosse culpado daquilo que vocês me acusam. Deus é a minha única esperança!”
? Deleitar-se em Deus e na oração são marcas de um coração verdadeiro. Em que você se deleita?
Durham: “Ter acesso a Deus em oração é uma condição mais feliz do que toda prosperidade...”
Henry: “Todos nós deveríamos escolher a condição de um mendigo do que a de um fora da lei, a de um escravo num navio, ou qualquer coisa do tipo, do que a condição de ímpio, apesar da muita pompa e prosperidade externa que possam oferecer. ...A razão dos hipócritas não permanecerem na fé, é o fato deles não terem prazer nisso.”
? Quando estiver com problemas, não deixe a comunhão com Deus. Ser provado, e ainda permanecer adorando a Deus, é a marca de um coração sincero, não a de um hipócrita.
III. O fim miserável do ímpio, v. 11-23.
v. 11 *Esteja disposto a aprender com um pobre e doente professor!
v. 12 “Isto é razoável, e vocês sabem disso. Vocês continuam errando com seus argumentos vazios!” (Note o plural aqui: ele está falando aos três.)
1. Deus castigará o ímpio nos seus filhos, v. 13-15.
2. Deus castigará o ímpio com a sua própria prosperidade, v. 16-18
v. 17 Compare com Provérbios 13: 22 e 28: 8.
v. 18 A traça faz a sua casa nas roupas somente para ser sacudida para fora delas. Um pastor ou viajante estende a sua tenda, mas ela é apenas temporária.
3. Deus castigará o ímpio na sua própria pessoa, v. 19-23.
v. 19 Não encontra descanso, de tão preocupado com suas riquezas. Sua vida passa rapidamente, como num piscar de olhos. Henry: “Dinheiro é como adubo, não serve para nada se não for espalhado.”
v. 22 Não escapa da morte
v. 23 Boa despedida! É triste ser esquecido, mas é mais triste ainda ser desprezado na morte.
Ponto: Deus fará justiça no final! (*...sendo assim, não duvide de que Ele seja justo neste momento!) Este foi o argumento de Jó o tempo todo.
Pergunta de alguns: Por que Jó parece concordar com o que os três haviam dito anteriormente? Será que eles estavam chegando a um denominador comum?
A. Penso que Jó estava alertando-os! “Seria melhor vocês ouvirem os seus próprios conselhos. Tomem do seu próprio remédio. Ouçam o seu próprio sermão! Vocês estão no alto e a seco agora, mas isso nem sempre será assim, especialmente após a morte!” Jó é corajoso em tomar a ofensiva aqui. Sua fé foi abalada, mas permanecia intacta. Ele era tão confiante em Deus, que podia falar assim.
Muitos que agora se acham em conforto, serão afligidos na eternidade. Muitos que agora são afligidos, serão confortados na eternidade. Com esta verdade em mente, caminhe confiando em Deus pela fé, mesmo que o seu mundo desabe! Mantenha a perspectiva. Continue olhando para Cristo e confiando nEle.
#41 Louvando a sabedoria de Deus
Jó 28
Aqui temos o melhor de Jó. Alguns o vêem apenas fazendo uma pausa, em virtude do debate estar tão acirrado, para se focar em Deus. Mas, eu vejo Jó tratando da questão da aparente injustiça de Deus, ao tratar dos homens de maneira diferente (Ex: alguns ímpios prosperam nesta vida, enquanto alguns justos sofrem). Jó chega tão perto de uma resposta, quanto um finito mortal pode chegar. Deus tem sábios propósitos que estão além da nossa capacidade de compreensão. Algumas coisas são mantidas em segredo, não nos sendo reveladas nesta vida. Green: “Há um mistério envolvendo a administração divina que é totalmente impenetrável ao entendimento humano.”
Grandes questões no v. 12 e 20. Grandes respostas no v. 23.
I. A sabedoria humana na busca por tesouros, v. 1-11.
Jó evidentemente está se referindo a tecnologia da sua época, que escavava até aos veios mais profundos da terra, em busca dos metais preciosos como a prata e o ouro, v. 1; ferro e cobre v. 2; safira, v.6.
v. 3 Dentro dos túneis das minas havia necessidade de luz artificial (já conhecida naquela época então). Eram lugares tão perigosos quanto hoje em dia o são.
v. 4 As águas subterrâneas não eram um empecilho para os homens. Eles arrumavam um meio de drená-las.
v. 5 Método de se colocar fogo no túnel. Quando as pedras estavam quentes, jogava-se água nelas, fazendo com que se rachassem e assim fossem retiradas.
v. 7 Os mineradores chegavam a lugares onde ave alguma havia chegado (v. 8) nem animal algum havia pisado.
v. 9 Cavando debaixo das montanhas.
v. 10 Sistema de drenagem para limpar as minas.
v. 11 Sistema de segurança para evitar que a mina fosse inundada.
Que diligência e genialidade! Superava-se cada obstáculo. Que sucesso!
II. A inabilidade do homem na busca dos tesouros de Deus, v. 12-22.
v. 12 Você pode cavar fundo o suficiente para encontrar a sabedoria e o conhecimento? Henry: “As cavernas da terra podem ser descobertas, mas não os conselhos do céu. Os homens podem mais facilmente vencer as dificuldades que encontram na busca de tesouros terrenos, do que aquelas que encontram para obter sabedoria divina. Eles sofrem muito mais para aprender como viver neste mundo, do que como viver para sempre num mundo melhor.” Nossa habilidade versus nossa inabilidade. Nenhum esforço na procura das coisas profundas de Deus. Nossa tolice em trabalhar muito pelo ouro e pouco pela graça e glória.
v. 13 e 15 Sabedoria e conhecimento não estão à venda, não podem ser comprados.
v. 14 Não podem ser descobertos, nem “tropeçamos” sobre eles.
v. 16 -19 O valor imensurável da sabedoria de Deus.
v. 20 A grande pergunta é repetida novamente.
v. 21 Ninguém no mundo pode encontrá-la.
v. 22 As almas dos que morreram podem começar a ter um vislumbre dela.
III. A sabedoria de Deus oculta e a revelada, v. 23-28.
1. Ele mantém alguns segredos consigo mesmo! v. 23. Toda sabedoria e entendimento pertencem a Ele.
v. 24 -27 Exemplos da grande sabedoria de Deus: pesar o vento e a água; controlar o ciclo hidrológico, o relâmpago e trovão. De acordo com Morris, “O fato de o ar possuir um peso, é um fato provado cientificamente apenas cerca de 300 anos atrás.”... Mas, Deus revelou isso a Jó! Deus colocou a quantidade exata de ar e água para que a terra pudesse sustentar a vida. (Aqui há sabedoria além do nosso alcance! Nossa sabedoria na escavação de uma mina é apenas um pálido reflexo da sabedoria do nosso Criador.)
v. 27 “Quando Deus determinou estas coisas, em Seu conselho celestial, Ele também determinou como agiria em tudo aquilo que diz respeito à vida do homem, que é o assunto que nós quatro temos debatido esse tempo todo.”
2. As coisas que nos foram reveladas: v. 28, Temer a Deus e apartar-se do mal. Estas duas coisas são especialmente mencionadas a respeito de Jó no capítulo 1: 1 e 8, e no capítulo 2: 3. “Esta tem sido a minha posição o tempo todo!...Caminhar na luz que eu tenho, e deixar tudo mais para os sábios propósitos de Deus. Mas, vocês três têm tirado conclusões apressadas a respeito de coisas que desconhecem.”
Observe:
1. A sabedoria é louvada no livro de Provérbios. O Novo Testamento nos ensina a orar para adquiri-la. A vida sem sabedoria dada por Deus é vaidade (carece de sentido ou valor-Eclesiastes). O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Provérbios 1: 7; 9: 10; Salmo 111: 10). *Conhecer a Deus é essencial para que tenhamos um conhecimento apropriado de todas as outras coisas.
2. A despeito de toda a nossa habilidade e conhecimento, não sabemos nada a respeito dos grandes temas da vida, a menos que Deus nos ilumine e nos esclareça. “Quem é você?”
Há uma historinha a respeito do famoso filósofo do pessimismo, Arthur Schopenhauer (1788 - 1860), que estava assentado meio maltrapilho num parque de Frankfurt, e um guarda do parque, que o confundiu com um mendigo ou vagabundo, lhe perguntou: Quem é você? Ao que o filósofo exclamou: Como eu gostaria de saber!
*Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência! (Colossenses 2: 3), o qual para nós foi feito por Deus sabedoria (I Coríntios 1: 30). Ele é o alicerce inabalável, a âncora firme em meio a um mar de mudanças, incertezas e relatividades. Ele é o absoluto.
3. Não precisamos saber como Deus governa o mundo, mas devemos saber como Ele nos governa! Conhecimento especulativo versus conhecimento prático. O conhecimento proveitoso é aquele que nos ensina como devemos viver. Teme a Deus como uma criança teme aos seus amados pais. Fuja do mal. Confie. Seja humilde. Permaneça em tremor.
4. Quando a providência de Deus for dolorosa, misteriosa e incompreensível para nós, a atitude mais segura é nos ocuparmos na prática dos deveres santos, ao invés de nos bisbilhotarmos em Seus propósitos secretos. (E não se preocupe, ou se irrite!) Romanos 8: 28; 11: 33.
#42 Jó 29
Os três amigos não tinham nada a acrescentar (v.1), sendo assim, Jó prossegue com seu último discurso (parábola ou provérbio, sábio ditado), capítulo 29-31.
29. A felicidade anterior
30. A presente tristeza
31. A afirmação final da sua integridade
v. 2 Um resumo deste capítulo. Duas maneiras de interpretarmos as palavras de Jó:
1- Egoisticamente: memórias felizes do passado que somente ressaltam seu presente cinismo. Os “velhos e bons dias” quando tudo estava bem... “Eu gostaria de voltar a ser honrado, mimado, orgulhoso, vivendo sem preocupações e livre das provações.” Isto faria com que Jó se tornasse muito imaturo ou um completo hipócrita.
2- Espiritualmente: “A reputação de Deus foi honrada enquanto eu era uma importante figura pública. Eu vivia para a glória de Deus. Mas, agora eu sou humilhado e o nome de Deus é desprezado.” Isto é o que mais se harmoniza com o Jó do capítulo 1, um homem temente a Deus, que buscava a Deus, um gigante espiritual. (Note também 3: 25-26, não vivia de maneira descuidada).
? Você deseja tranqüilidade, prosperidade, saúde e honra?...Esteja certo de que seja para a glória de Deus e não para satisfazer o seu próprio consumismo.
? Recordar os dias mais felizes do passado pode ser um exercício perigoso, se temos um coração inclinado ao descontentamento. Mas, isso pode ser um bom exercício, se somos agradecidos pelo passado e confiamos em Deus para o presente e para o futuro.
I. Memórias de conforto pessoal, v. 2-6
v. 3 Proteção e direção divina. Até mesmo que Satanás reconhece isso (1: 10) uma cerca foi colocada ao redor de Jó.
v. 4 Jovem e desfrutando da intimidade com Deus, sentindo Sua presença.
v. 5 Deus estava perto, assim como seus filhos. Porém, agora todos se foram, os filhos morreram e Deus parece distante.
v. 6 Abundante Riqueza. “Eu tinha muitas bocas para minha comida e muita comida para minhas bocas” Henry
Note: Ele fala da presença e da preservação de Deus como algo do passado. Mas, será que Deus não estava mais preservando Jó?! *Não devemos negligenciar as coisas que Deus está fazendo no presente... mesmo que Ele nos faça andar mais por fé do que por vista. Seja agradecido pelo seu processo de maturidade, pois é um processo que nos tira do leite (desmamar) para o alimento sólido.
*Vamos fazer dEle o nosso tudo!
II. Honra pública, v.7-10
v. 7 Porta da cidade: um lugar onde os líderes da cidade se reuniam e tratavam de negócios oficiais.
v. 8 -10 Jó era respeitado por todos, alguns de forma mais reservada, enquanto outros, o cumprimentavam. Imagine o silêncio que se fazia enquanto Jó se dirigia para o seu assento. Mesmo quando jovem, ele era tratado com muita dignidade, respeito e seriedade.
III. Utilidade pública, v. 11-17
v. 11 Ouvinte atento. Reconhecido por sua sabedoria, discernimento e julgamento equilibrado. Aprovado por todos.
v. 12 – 16a O pobre, o órfão, o necessitado e a viúva que eram oprimidos, todos eram ouvidos e ajudados por Jó.
v. 14 Julgamento justo.
v. 16 b Um perito das causas judiciais.
v. 17 Jó era um bravo e corajoso jurista e juiz. Não se deixava intimidar e nem aceitava suborno. Fazia justiça mesmo correndo riscos pessoais.
Ponto: “Eu era útil para o bem público, um servidor público. Longe de oprimir o pobre (como vocês 3 afirmam), Eu me virava do avesso para ajudá-los. Toda cidade é testemunha da minha reputação. Mas, agora não presto para nada.”
? Seja útil nessa vida! Sirva a Deus servindo a outros. As oportunidades nem sempre serão as mesmas de agora. Servir a si mesmo é promover a própria derrota, o suicídio. Sirva a outros!
IV. Futuro brilhante, v. 18-20
v. 18 Espere por uma vida longa, uma velhice abençoada, morrendo na companhia de amigos e de conforto.
v. 19 Como uma árvore bem alta, madura e bem nutrida.
v. 20 Honra e forças renovados constantemente. Isto seria como o homem louco de Lucas 12? Só se Jó fosse o hipócrita que seus amigos afirmavam ser. Entretanto, sua confiança estava no Senhor e sua consciência era pura. Nenhuma confissão de pecado, por exemplo: “As minhas iniqüidades finalmente me encontraram.” Mas, ao invés disso; “Não há motivo para que eu seja provado, pois andava retamente.”
V. Poder público, v. 21-25
v. 21 – 22 Eu tinha a última palavra.
v. 23 Outros ficavam ansiosos para ouvir a minha opinião.
v. 24 “Se me comportava informalmente, isso não diminuía o respeito deles por mim.” Familiaridade não gerava desprezo, pois Jó era piedoso em suas atitudes.
v. 25 Uma mistura de líder forte e amigo compassivo. Sábio conselheiro.
Ponto: “Tudo isso era verdade! Eu não abusei do poder ou da prosperidade que possuía. Minha consciência está limpa.”
Observe:
1. Reconheça Deus como a fonte de toda felicidade e utilidade, v. 2, assim como da adversidade. Submeta-se às Suas providências. Durham: “Aqueles que não suportam bem as aflições, nunca aprenderão a receber bem a prosperidade”.
2. Honre aqueles a quem a honra é devida por sua virtude e posição. Mais ainda, esforce-se para ser digno de honra por exaltar a Cristo através da obediência.
3. Mantenha uma consciência pura, para que quando a adversidade chegar, você possa honestamente dizer: “Ah! quem me dera ser como eu fui nos meses passados...sem acrescentar: exceto por aquele pecado que ocultei cuidadosamente...”
4. Não meça a presença de Deus (favor) pelas providências externas. Caminhe pela fé, não por vista.
5. Esteja preparado para mudanças. Grandes reviravoltas na vida. Viúves, etc. Tranqüilidade terrena não dura muito, pois; ou ela irá murchar, ou nós murcharemos. Veja a citação de Calvino por Thomas.
#43 Jó 30
Agora, porém...Felicidade anterior versus tristeza do presente. Um capítulo de contraste. (*A vida é cheia de surpresas, com mudanças drásticas e inesperadas. “Eu voltaria atrás se eu pudesse”, é o que pensamos muitas vezes.)
1. “Meus atuais acusadores são aqueles que eram mais fracos”. V. 1-8.
A descrição parece se adaptar a um grupo maior do que simplesmente seus três amigos. Sem dúvida que se trata daqueles mesmos que o admiravam anteriormente (cap. 29).
Eles eram jovens, (v. 1)
Seus pais não eram dignos, v. 1. Eu não insultaria meus cachorros deixando que os tais tomassem conta deles!”
Mesmo quando eram maduros, estes homens não serviam de nenhum proveito, eram inúteis, v. 2.
v. 3 -7 Eles eram pessoas entregues a mendicância, párias, escórias da sociedade. (Corriam dos credores? V. 5) Viviam como animais! Henry Morris os considera como os verdadeiros homens das cavernas (não meio-macacos, mas homens que por alguma razão ficaram mental e fisicamente deteriorados, que foram espalhados após a Babel e viviam nas cavernas e etc.)
v. 8 Eram os de classe mais baixa da terra.
Eles eram os que riam, debochavam e escarneciam de Jó (v. 1). Por isso Jó então se sentia o menor dos menores!
Que contraste! Enquanto a honra dos príncipes era adicionada a sua dignidade, o deboche destes homens, tão inferiores, era adicionado a sua desgraça.
Henry: “As crianças aprendem cedo, quando vêem seus pais se comportando assim, a serem debochadas.”
II. O tratamento cruel da parte deles, v. 9-14.
“Eles debocham, ridicularizam e compõem músicas a meu respeito, para demonstrar seu total desprezo por mim,” v. 9. D. Thomas chama isso de cianeto (veneno mortal) verbal! Eles se regozijavam na queda de Jó. Eles esperavam que isso acontecesse. O invejavam secretamente o tempo todo.
? Nunca subestime o quão cruel um homem caído pode ser! Mesmo que ele não tire nenhum proveito da calamidade de outrem. Ficam felizes ao ver outros sofrerem. (Irracional, maligno e diabólico. Um dos ataques de Satanás.)
“Ao invés de me ajudarem, eles me insultam e ofendem,” v.10.
“Por verem que Deus se voltou contra mim, eles se acham no direito de acrescentar algo mais a isso,” v. 11. Crueldade irrestrita.
v. 12 “Eles tropeçam em mim para me destruir.”
v. 13 “Eles corrompem a minha reputação (ou colocam armadilhas para mim).” Será que essa foi a fonte de onde seus três amigos tiraram suas idéias?
v. 14 Eles são muitos.
? Nisso Jó se assemelha ao nosso Salvador: Desprezado e rejeitado pelos homens. Escarnecido. Vergonhosamente tratado. Cuspido. Publicamente humilhado. Coroado com espinhos.
? Os servos do Mestre não deveriam esperar um tratamento melhor. Se não somos continuamente abusados pelos homens maus, é somente pelo fato de Deus os restringir.
? Quando isso ocorrer, lembre-se de ser igual a Cristo! não revide. Compare a resposta de Davi a Simei (II Sam. 16: 3-13). Que graça! Que autocontrole! Considere isso como vindo de Deus.
? Ser desprezado por homens desprezíveis é na verdade um elogio!
III. “Eu me sinto miserável por dentro e por fora.” V. 15-19.
Por dentro: tortura da alma, v.15-16. Derrama-se = desmanchar em lágrimas.
Por fora: Corpo completamente debilitado, v. 17-19. Doente demais para dormir. Suas vestes são crostas de feridas que purgam e escamam. “Eu pareço mais com um monte de lama do que com qualquer outra coisa.”
? Precisamos nos lembrar da nossa fragilidade e fraqueza, pois nossa vida está por um fio. Esquecemos disso até que Deus nos lembre (via doença, incapacitação). Mas, Ele não está nos fazendo um favor neste caso?...em nos tornar mais interessados na eternidade?
IV. Jó se volta para Deus, v. 20-23.
“Tu não ouves minhas orações, v. 20.
“Tu estás contra mim”, v. 21-22. Peneirado como grão, v. 22.
“Tu tens determinado por fim a minha vida, v. 23.
Jó está apenas descrevendo a aparência das coisas, ou ele está realmente amargurado? Difícil afirmar com certeza. (Com toda certeza ele irá se arrepender destas palavras.) Qualquer que seja o caso, ele não amaldiçoa a Deus. Um fundamento de esperança permanece (como veremos no v. 24).
Este tipo de pensamento é normal entre os santos quando passam pela fornalha da aflição do corpo ou da alma. *Não estranhe se Deus não responde rapidamente as orações e necessidades urgentes. O povo de Deus costuma pensar que O buscaram em vão. Mas, Ele certamente os ouve!... Ele tem um plano geral que engloba a presente calamidade, o sofrimento, a doença, o despontamento e a tragédia.
Deus estava contra Jó? Ele se esqueceu da Sua misericórdia? A providência externa aparentemente dá a entender isso. Deus está contra você? *Seja cuidadoso nestas ocasiões. Satanás sussurra: “Deus é seu inimigo”! Eu sou seu amigo!”
V. Um pensamento de conforto, v. 24.
“Deus não me perseguirá no túmulo. Pelo menos, quando eu for para lá, desfrutarei descanso...mesmo que meus inimigos continuem a clamar contra mim. Eu serei feliz então.”
? Se apegue a qualquer conforto ou esperança que a Bíblia ofereça (ou venha a mente)! Agarre-se a corda lançada a você e fique firme!
? A esperança a longo prazo deve nos encorajar, não importa quão obscuro seja o nosso vale.
VI. Um sofredor inocente, v. 25-31.
v. 25 Uma consciência pura é um conforto na morte. Compare Salmo 35: 13.
v. 26 Eventos inesperados. Ex: Não um julgamento por algum pecado específico.
v. 27 -32 Dor, doença e febre. Solitário quando em perigo (v. 29). Desfigurado (v. 30). Sem alegria (v.31).
Jó está perdido? Nunca! Através destas provações “Um caráter está emergindo em Jó. Ele nunca mais será o mesmo. Ele está aprendendo mais e mais a respeito de Deus e dos Seus caminhos. Aprendendo a confiar nEle, se inclinar à Ele, a clamar por Ele e a buscá-Lo na dor. Deus estabeleceu Jó como Seu campeão contra Satanás. Embora o campeão esteja sangrando pelos ferimentos da batalha, ele está vencendo.” (Thomas)
? Lembre-se: Satanás quer derrotar Deus através de você. Porém, Deus está derrotando Satanás através de você (enquanto você permanece em Cristo, o Vitorioso, a quem você está seguramente unido).
Observe:
1. Comparado com Jó (sem mencionar a Cristo), nossas provações são relativamente pequenas. Por que você reclama tão alto estando sob uma tão pequenina cruz?!
2. Nunca pense em Deus como seu inimigo! Jó sendo perfeito e reto foi tentado a isso, portanto, nós deveríamos esperar o mesmo. Use de todas as suas forças internas para manter pensamentos corretos a respeito de Deus em tempos de provação.

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