Conferencista Edimilson Garcia

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Cap 10 - O Nono Mandamento Exodo 20.1-17



Introdução
A língua tem tão grande poder e capacidade de maldade (Tiago 3:6-8) que dois mandamentos são necessários para tratar disso. Um protege o nome de Deus e o outro o do próximo (Êxodo 20:16).
O Escopo do Nono Mandamento
A Sinédoque sendo usada na elaboração da lei, nos ajuda a entender que este mandamento proíbe toda forma de falsidade.  A calúnia é simplesmente a pior forma deste pecado (Deuteronômio 19:16-20). O nono mandamento realmente proíbe toda a forma de mentira, fraude, falso testemunho, engano, desculpas, hipocrisia, lisonja, falsas promessas, duplicidade ...etc. O amor verdadeiro nos leva a sermos fiéis em nossas palavras e negócios.
I. O Pai da Mentira
Os mentirosos seguem o exemplo de Satanás. Ele foi o primeiro mentiroso (João 8:44, Gênesis 3:1-5), e a inspiração por detrás de muitas subseqüentes mentiras (Atos 5:3). Ele também é um semeador de contendas e um acusador (Jó 1:9-12, Apocalipse 12:9-10). Não há em seu coração um átomo de amor por alguém. O reino dele está todo baseado no engano e na fraude (Mateus 24:24, II Tessalonicenses 2:8-10). Que Deus nos dê graça para sermos iguais a Cristo, a !testemunha verdadeira? (Apocalipse 3:14).
II. A Seriedade do Nosso Discurso
A. Nossas palavras podem prejudicar outras pessoas. O homem que diz !são só palavras? é um tolo. Palavras têm ferido as pessoas mais do que !pedras e paus? (Provérbios 18:21, 10:11, 26:18-19). Mais perigosos ainda é o homem que mente em nome de Deus utilizando-se de Sua Palavra.
B. Deus odeia a mentira (Provérbios 12:22).
C. Deus julgará toda palavra dita pelo homem (Mateus 12:36-37).
D. A mentira conduz a outros pecados. Uma mentira exige outra. A mentira também é o artifício que o homem confia para se proteger da penalidade de outros pecados. Qual é o homem que trapaçaria, roubaria, cometeria adultério ou assassinato sem que pensasse que ao ser questionado poderia encontrar abrigo na mentira? O homem que sempre é fiel está livre de uma imensidão de pecados.
E. A perda da credibilidade é o resultado inevitável daquele que mente. Nenhum mentiroso é bem sucedido em suas tentativas de engano. O mentiroso perde o direito de ter credibilidade e mais cedo ou mais tarde os homens suspeitarão de cada palavra dele.
F. Perda da Paz ! O pecado destrói a nossa paz interior e nossa boa consciência. O mentiroso logo se esquece para quem ele falou o que e tem medo de ser descoberto.
G. O inferno é o destino de todos os mentirosos que não foram lavados e transformados pelo Senhor Jesus Cristo (Apocalipse 21:8, Salmo 15:1-3).
III. A Ajuda para a Honestidade
A. Vamos incentivar as nossas crianças a terem um rígido respeito pela verdade. Nosso exemplo pessoal é necessário para que nossas instruções tenham sucesso.
B. Vamos nos lembrar da onisciência de Deus. Ninguém pode enganá-Lo e nenhuma mentira é oculta a Ele.
C. Nós devemos sempre ser bem escrupulosos com nossas palavras e promessas. Vamos considerar cuidadosamente as promessas e compromissos antes de assumi-los. Uma vez que a promessa foi feita, vamos mantê-la a todo custo. Vivemos em uma época em que a palavra do homem não significa nada.
D. Vamos ter todo cuidado quando falamos de outros. Somente aquilo que é absolutamente verdadeiro é que deve ser dito. O que for além disso, devemos aplicar aquela regra de ouro, ou seja, o conceito moral que nos ensina a tratar os outros como queremos ser tratados (Novo Michaelis Dicionário Ilustrado Volume 1, Edições Melhoramentos, São Paulo, 1978). As coisas negativas a respeito do nosso próximo só devem ser repetidas se houver uma razão justa (I Pedro 4:8). Efésios 4:15 é um resumo do nosso dever a este respeito.
E. Os cristãos deveriam se recusar a ouvir fofocas e a exposição desnecessária das falhas de outras pessoas. Se é errado fazer fofoca, também o é encorajá-la ao ouvir. Tais tagarelas devem ser repreendidos (Provérbios 25:23). 
Conclusão ! A lei de Deus sempre revela Seu santo padrão como também a condição do homem perdido. Deus poderia facilmente nos condenar pelo que falamos. A convicção disto mostra aos homens a necessidade de Cristo (Mateus 12:34-37). Da mesma forma nós que já somos salvos usamos da lei como o nosso guia. Nós devemos ser cuidadosos no uso da nossa língua (Salmo 19:14).


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