Conferencista Edimilson Garcia

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Tema: A consagração do crente



Capítulos 12, 13 e 14
Capítulo 12
 
No capítulo 12 começa a quinta e última divisão de Romanos - Serviço (caps.12-16). Agora vamos aprender como por em prática o que já aprendemos. Neste capítulo o apóstolo nos dá quatro retratos do crente. 
I. Um sacrifício no altar - 12:1-2 
O verdadeiro serviço do crente com uma dedicação pessoal ao Senhor. 
O crente que falha em sua vida cristã é o crente quem primeiro falhou diante deste altar negando se render completamente a Cristo. O Rei Saul no Velho Testamento falhou diante do altar (1Sam.13:8-13) (1Sam.15:10-22) e perdeu seu reino. 
O motivo que Paulo usa para exigir esta dedicação é o do amor. Paulo não manda apresentar os nossos corpos, mas ele implora o crente fazer isso. Nós não servimos Cristo para ganhar os Seus dons; nós já temos tudo (Rom.3:21; 8:39) e nós O servimos por amor e gratidão. 
 A verdadeira dedicação a Deus é apresentar o corpo, a mente, e vontade de servir a Deus a cada dia. Não é somente um ato de levantar sua mão no culto ou fazer uma decisão. Dedicação é entregar os nossos corpos diariamente a Deus e receber a renovação do nosso entendimento. 
Cada crente ou está CONFORMADO no mundo e vivendo nele, ou está TRANSFORMADO e diariamente se tornando mais e mais como Cristo (santificação). (2Cor.3:18) A palavra "transformar" é a mesma que está traduzida "transfigurar" em Mat.17:2 quando Cristo transfigurou-se diante dos apóstolos Pedro, Tiago e João. 
Quando o crente está desta forma dedicado a Deus, vai aprender o que é a vontade de Deus para si mesmo. Deus não tem 3 vontades, mas nós crescemos no entendimento da vontade de Deus. Alguns crentes servem a Deus porque acha a Sua vontade BOA e tem o medo de desobedecer. Outros crentes servem a Deus porque acham a vontade de Deus AGRADÁVEL. Mas a dedicação total do crente a Deus o faz achar a vontade PERFEITA de Deus para a sua vida. 
Todos os crentes são SACERDOTES de Deus (1Ped.2:5) e o primeiro sacrifício que devemos oferecer a Deus é o nosso corpo. 
II. Um membro do corpo - 12:3-8 
Nosso serviço na igreja do Senhor começa com a dedicação pessoal (vs.1-2) e depois devemos fazer uma avaliação dos dons espirituais que temos vs.3). Os dons não são iguais em todos os crentes, mas todos estes dons vieram do Espírito Santo e devemos usá-los para a honra e glória de Deus. Cada crente deve usar seus dons conforme a medida da fé (vs.3) e Segunda a graça que é dada por Deus a cada um. (vs.6) 
Agora Paulo mostra 7 ministérios: 
  1 - Profetizar - 1Cor.14:3 
  2 - Ministrar - que refere-se aos diáconos 
  3 - Ensinar - 2Tim.2:1-2
  4 - Exortar - pessoas a servir o Senhor 
  5 - Repartir - Atos.5 
  6 - Presidir - na igreja 
  7 - Exercer misericórdia - às pessoas com necessidades 
Efésios.4 apresenta os homens que Deus deu à igreja como: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, e doutores. Rom.12 e 1Cor.12 apresenta os dons que estes homens e cada crente tem. É muito perigoso não usar os dons de Deus para Sua glória. (2Tim.1:6). Os 12 homens de Atos.19:1-7 foram ignorantes do Espírito e os Seus dons; e os 7 homens de Atos.19:13-16 tentaram falsificar os dons de Deus. Os dois grupos não ganharam nada. 
III. Um irmão na família - 12:9-13
Cada crente tem seu serviço a Deus mas também tem que tratar o seu irmão na família de Deus com amor. O amor deve ser honesto e sem hipocrisia (1João.3:18). Devemos aborrecer o mal e amar o bem (Sal.97:10). 
Ser fervoroso no Espírito significa na língua grega, "iluminar com poder". As características do amor aqui parecem com os frutos do Espírito em Gal.5:22-23. 
Crentes na igreja devem cuidar uns dos outros e compartilhar seus bens com aqueles que tem necessidade. Em vs.13, "segui a hospitalidade" quer dizer que devemos fazer força para ajudar "sem murmuração". (1Ped.4:9) 
IV. Um soldado na batalha - 12:14-21 
Junto com as suas bênçãos, o crente tem as suas lutas, e Paulo agora vai nos ensinar como lutar com aquelas pessoas que são  inimigas da palavra de Deus. Devemos abençoar nossos inimigos e não amaldiçoá-los (Mat.5:10-12). Nenhum crente deve cair no pecado do mundo porque a sua vida não está reta diante de Deus (1Ped.2:11-25). O crente deve ser simpático (12:15) e humilde (12:16) porque o egoísmo e orgulho não é cristão. O crente nunca deve vingar-se porque "minha é vingança, diz o Senhor." (12:19). 
Nenhum crente pode viver para si mesmo conforme a Rom.14:7-8 e devemos viver em paz com todos os homens. Naturalmente não podemos ganhar a paz a qualquer preço, porque não podemos permitir que o pecado ou heresia entre em nossas igrejas. Devemos seguir o conselho de Mat.5:38-48 e assim podemos ser pacificadores. (Mat.5:9). 
Nos vs.19-21, Paulo refere-se a Prov.25:21-22 e Deut.32:35. Veja também Heb.10:30. A idéia aqui é que o crente já entregou tudo ao Senhor (12:1-2) e agora o Senhor tem a responsabilidade de cuidar do crente e até lutar no seu lugar nas batalhas da vida. Precisamos ter sabedoria (Tia.1:5) para lutar contra os inimigos da cruz porque podemos perder o nosso testemunho ou cair no pecado de compromisso. Várias vezes Paulo usou a lei Romana para ajudar na sua luta contra os inimigos de Deus (Atos.16:35:-40), mas ainda aceitou a prisão e a morte para ganhar alguns para Cristo. Se praticarmos diariamente Rom.12:1-2, temos certeza que Deus vai nos ajudar obedecer ao que está escrito no vs.3-21. 
 
 
Capítulo 13
Tema: Obrigação às autoridades 
Apesar do fato que o crente não mais pertença a este mundo pela salvação em Cristo, ele ainda tem a responsabilidade ao governo. O melhor cidadão deve ser o crente. A igreja não deve mexer nas coisas políticas, mas o crente deve exercer o seu privilégio como cidadão. Grandes homens como José e Daniel tiveram ministérios espirituais e ainda trabalharam nos governos dos incrédulos. O Espírito ainda pode usar crentes dedicados para fazer só a responsabilidade de votar ou até ser presidente da república . Neste capítulo Paulo nos dá QUATRO MOTIVOS para obedecer o governo humano. 
I. O motivo da ira - 13:1-4 
O governo é um terror somente aos homens maus e não aos bons. Hoje em dia, quem é crente e obedece a Bíblia não tem razão de temer o governo. As vezes é impossível respeitar o homem, mas sempre devemos respeitar o seu cargo. E não esquecer que o evangelho pode penetrar nos homens do governo como o tesoureiro Erasto (Rom.16:23) e até oficiais do presidente ou rei (Fil.4:22) 
Se, por acaso, o governo está completamente contrário a Cristo devemos lembrar Atos.5:29, "Mas importa obedecer a Deus do que aos homens." 
Deus não mandou Sua igreja neo-testamentária lutar com a espada como Ele mandou Seu povo lutar no Velho Testamento. Deus fundou somente três instituições neste mundo: o lar (Gen.2), a igreja (Mat.16:18), e o governo humano (Gen.9). Cada um tem sua responsabilidade e não pode fazer o serviço do outro. Quando os serviços estão misturados, sempre há confusão e problemas. 
II. O motivo da consciência - 13:5-7 
Medo não é um bom motivo para a obediência do crente, um motivo mais exaltado é uma consciência de que o Espírito Santo controla. O crente deve sentir o Espírito testificando à sua consciência (Rom.9:1) e se o crente desobedecer o Senhor, ele deveria sentir o Espírito tocando na sua consciência. O incrédulo tem uma consciência má em que não pode se confiar, mas o crente tem uma boa consciência (1Tim.1:5). Infelizmente a pessoa que está sempre desobediente e não aceita o conselho do Espírito Santo pode contaminar sua consciência (Tito.1:15), cauterizar sua consciência (1Tim.4:2), e rejeitar a sua consciência (1Tim.1:19). A Bíblia nos ensina nestes versos que devemos pagar nossos impostos e tributos e que devemos honrar os oficiais. Veja 1Ped.2:17. Nós louvamos só a Deus, mas podemos honrar quem merece honra neste mundo. 
III. O motivo de amor - 13:8-10 
Agora Paulo aumenta o círculo para incluir, não somente os oficiais do governo, mas todos nossos próximos. Lembre-se que a definição do próximo no Novo Testamento não tem nada a ver com endereços ou geografia. Em Lucas.10:29, o advogado perguntou, "E quem é o meu próximo?" Na parábola do bom samaritano (Lc.10:30-36), Jesus formulou uma pergunta, "Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele..."" Não pergunte: "Quem é o meu próximo?" mas "Para quem posso ser o próximo para a glória de Cristo?" Não é uma questão da lei, mas de amor e isto é o assunto de Paulo aqui. 
Enquanto o crente vive embaixo da lei do governo humano, ao mesmo tempo vive embaixo de uma lei superior como cidadão do céu: A lei de amor. De fato, amor é o cumprimento da lei, porque amor no coração nos habilita  a obedecer as exigências da lei. O marido não trabalha todo o dia porque a lei manda sustentar sua família, mas porque ele a ama. Onde não há amor, há assassinato, cobiça, desonestidade etc.. 
Note que Paulo não fala nada do Sábado; isto foi uma parte do código cerimonial dos judeus e nunca foi aplicado aos gentios ou à igreja. Nove dos dez mandamentos estão repetidos no Novo Testamento para o crentes obedecer, mas o mandamento sobre o Sábado não está repetido. 
Certamente muitas vezes é difícil amar aqueles que rejeitam o evangelho e zombam de nosso testemunho, mas este amor pode vir do Espírito Santo (Rom.5:5) e tocar nos corações deles. "O amor nunca falha (1Cor.13:8)". Pode ganhar mais almas através do amor do que através de discussões. O crente deve ser o melhor possível como cidadão. 
IV. O motivo de devoção ao Salvador - 13:11-14 
Agora temos alcançado o pico dos motivos do temor à consciência de amor e devoção à Cristo. "A nossa salvação" está mais perto no senso, porque a vinda de Cristo para a igreja está mais perto hoje do que nunca. Usando a palavra "salvação", Paulo quer dizer a benção total que teremos quando Cristo vier - corpos novos, um lar novo, e assim por diante. 
Os crentes pertencem à luz, não ao dia. Eles devem estar acordados e alertas, comportando-se como aqueles a quem já viram a luz do evangelho (2Cor.4). Além disso, nenhum crente quer estar atado ao pecado quando Cristo vier!" "O dia é chegado!" (Veja também Heb.10:25). 
O Vs.14 nos dá uma responsabilidade dupla: positivamente, "revesti-vos do Senhor Jesus Cristo" - isto é, faça de Cristo uma parte da sua vida diária; negativamente, "não tenhais cuidado da carne" - isto é, evite deliberadamente aquilo que seduza ao pecado. Pensando em Cristo e sua vinda, é nossa responsabilidade viver vidas sóbrias, espirituais, e limpas. 
Os últimos dias serão dias de iniquidade (veja 2Tim.3 e 1João.3:4). Ficará mais e mais difícil para o crente dedicado manter o seu testemunho. Governos ficarão mais e mais Anti-Bíblicos e Anti-Cristo, até o Anti-Cristo unir todo o mundo num sistema satânico para opor a verdade. Leia 2Tim.3:12; 4:5 para aprender o que Deus espera de nós nestes últimos dias. Que sejamos fieis a Ele! 
 
 
Capítulo 14
Tema: Relacionamento aos irmãos 
Romanos.14:1; 15:7 trata o problema de "coisas duvidosas" na vida cristã. Paulo reconhece que em cada igreja local há os crentes maduros ("Nós que somos fortes" 15:1) e também os crentes fracos ("o que está enfermo na fé" 14:1), e que estes dois grupos naturalmente não concordariam sobre as práticas na vida do crente. Os crentes judeus podiam querer ser fiel aos dias santos e às leis dietéticas do Velho Testamento, enquanto os crentes gentios poderiam virar a liberdade cristã em licença, ou permissão, e ofender seus irmãos judeus. Muitos crentes tem a noção falsa de que o legalismo extremo (observando dias e dietas) mostra uma grande fé, mas Paulo declara que é justamente o contrário- É o crente maduro na fé que compreende que Col.2:18-23 é verdade. 
Na igreja hoje temos diferenças de opiniões sobre práticas duvidosas, como divertimento do mundo; Paulo nos mostra como enfrentar e resolver estas diferenças. Ele não dá uma lista de regras, mas dá 6 princípios básicos que o crente de todas as idades podem seguir. Podemos dar estes princípios na forma de perguntas e provar nossas próprias vidas. 
I. Eu estou inteiramente persuadido? 14:1-5 
Crentes não devem agir somente de emoção, mas de convicções firmes no íntimo, o resultado de oração e do estudo da Palavra. Não haverá discussões se cada crentes agir com convicção. O crente mais forte não deve desprezar o mais fraco por sua imaturidade; nem o mais fraco deve julgar o irmão mais forte. Deus tem recebido os dois em Cristo, e devemos receber um ao outro. Nossas vidas estão dirigidas por Ele, não por idéias e julgamentos dos homens. O crente maduro sabe porque ele faz o que ele faz, ou evita certas práticas; e essas convicções controlam a sua vida. 
II. Estou fazendo isto para o Senhor? 14:6-9 
"Estou vivendo a minha própria vida" é uma frase que o crente nunca deve falar porque pertencemos ao Senhor enquanto estamos vivos e também depois de morrer. Jesus é o Senhor e devemos fazer tudo para agradá-lo. O crente que pratica coisas desagradáveis ao Senhor não pode dizer que está praticando estas coisas "para o Senhor" (vs.6) porque realmente está praticando estas coisas "para si mesmo". 
III. Isto agüenta a prova no tribunal de Cristo? 14:10-12 
Não podemos julgar nossos irmãos "porque todos nós devemos comparecer antes o tribunal de Cristo, para que cada um receba o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal." (1Cor.5:10). Isto não é o juízo do Trono Branco de Apoc.20, porque o crente não pode ser mais julgado com referência a sua salvação, mas estas provas vão determinar quanto galardão o crente vai receber. (1Cor.3:12-15) Eu não vou dar relatório da vida do meu irmão, não posso condenar agora. Todos os crentes devem andar neste mundo numa maneira que glorificará a Cristo e ganhará o galardão depois do fim desta vida. 
IV. Eu estou sendo a causa do meu irmão tropeçar? 14:13-21 
Há uma pessoa no mundo que podemos julgar; podemos julgar nossas próprias vidas para saber se estamos fazendo outros crentes cair. O crente não deve abusar da liberdade cristã, para não ser responsável pelo tropeço de um irmão de consciência fraca. Em Marco.9:33-50 a palavra "escandalizar" significa "causar a queda". 
A vida cristã é mais que comida e bebida; é paz, alegria, e justiça que vem do Espírito Santo. Nosso alvo não deve ser o de gratificar a nossa carne, mas o de edificar os nossos irmãos em Cristo. (1Cor.10:23). 
V. Estou fazendo isto pela fé? 14:22-23 
Se existe algumas dúvidas sobre os seus costumes, o crente não pode gozar de alegria e paz na sua vida cristã. Vs.23 nos ensina que estamos condenados se fizermos qualquer coisa sem fé. O crente que faz qualquer coisa com dúvidas no seu coração está se condenando, e também condenando o que está fazendo porque suas dúvidas mostram que está errado. O que não é da fé é pecado. "Se há dúvidas, não faça", é uma boa regra para a vida do crente. Ninguém beberia água ou leite contaminado ou comeria comida envenenada, mas muitos crentes praticam coisas que até parecem erradas nos olhos do mundo, e nunca reconhecem o fato que está pecando diante de Deus. 
VI. Estou agradando a mim mesmo ou os outros? 15:1-7 
Os crentes mais fortes devem ajudar os irmãos mais fracos e tentar fortalecer a sua fé. Devemos seguir o exemplo de Cristo e tratar de agradar o nosso próximo e não a nós mesmos. 
A conclusão de Paulo está no vs.7 quando ele ensina que devemos receber os outros como Cristo nos recebeu.

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