Conferencista Edimilson Garcia

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Tema: Cristo a água da vida

Capítulo 7

Tema: Cristo a água da vida
Já completamos a primeira parte do Evangelho de João, o período da consideração. Agora entramos na segunda parte, o período de conflito. Os judeus viram os milagres de Cristo e ouviram Sua pregação; agora começa seu conflito com Cristo. Veja nestes vs. Sua oposição: 7:1,19,23,30,32,44 ; 8:6,37,48,59 ; 9:22,34 ; 10:20,31-33,39 ; 11:8,16,46-57 ; 12:10.
I. Antes da festa dos tabernáculos - dúvida - 7:1-9
A festa dos tabernáculos era sempre celebrada no décimo quinto dia do sétimo mês (setembro - outubro) e durava oito dias. (Veja Lev. 23:34-44 ; Deut. 16:13-16 ; Núm. 29:12-40). A festa era uma comemoração do tempo em que a nação de Israel morava em tendas durante sua perambulação no deserto. Êx. 23:16 indica que a festa era também para comemorar a colheita. Era uma das três festas que cada judeu masculino era obrigado a assistir (Deut. 16:16).
Os “irmãos” de Jesus mencionados em vs. 3 são meios - irmãos e meio - irmãs, os filhos de Maria, tendo José por pai. Lc. 2:7 fala de Cristo como filho primogênito de Maria, indicando que ela tinha outros filhos. Veja também passagens como Mc. 3:31-35 e Mat. 13:55-56. Estes irmãos nunca estão chamados “primos” do Senhor, como alguns ensinam, tentando provar a “virgindade perpétua” de Maria. Os irmãos de Cristo não criam nele naquele tempo, embora Atos 1:14 indica que depois da ressurreição, O receberam. Salmo 69:8-9 profetizou sua incredulidade; é outra prova, a propósito, do fato que Maria teve outros filhos.
Cristo vivia segundo o tempo de Deus. vs. 6. O incrédulo vai e vem como quer, mas o filho de Deus tem que deixar o Senhor guiá-lo. Como é triste que os irmãos de Cristo deixaram o Salvador atrás para subir a uma festa religiosa! vII. No meio da festa dos tabernáculos - debate - 7:10-36
A multiplicação dos pães e a cura do paralítico (5:1-9, veja 7:23) criaram o interesse da multidão. Porque Cristo curou o homem no sábado, os judeus disseram que Ele não veio de Deus. Disseram que Cristo tinha demônio (vs. 20) e havia falado em matá-lo, mas a Sua hora ainda não era chegada (vs. 30). Os judeus debateram 5 assuntos deferentes:
1. O caráter dEle (vs. 10-13). Alguns o chamaram de “bom”, outros disseram que ele “enganou” o povo. Porque estavam confusos? Porque tinham medo dos líderes judeus. Prov. 29:25 diz, “O receio do homem armará laços” (armadilhas) O caráter de Cristo foi tão limpo e sem mancha, que quando finalmente Ele foi preso, foi necessário ter testemunhas falsas para acusá-lo. Pilatos, Judas, e mesmo o centurião, um soldado romano (Lc. 23:47), todos declararam Jesus inocente.
2. A doutrina dEle (vs. 14-18). Os judeus estavam muitos surpresos (vs. 15) diante do entendimento espiritual de Cristo, porque Ele nunca estudou nos seus “seminários”. O ensino é uma benção, mas é melhor estar ensinado por Deus pessoalmente do que tomar as idéias de meros homens. A doutrina de Cristo vem do céu; o ensino do homem vem da sua mente escurecida. Paulo dá uma advertência contra “falsamente chamada” ciência (conhecimento). (I Tim. 6:20 ; veja também Col. 2:8). Note a palavra “quiser” em vs. 17. O querer de obedecer é o segredo de aprender a verdade de Deus.
3. As obras dEle (vs. 19-24). Os judeus fingiram estar guardando a lei, acusando Jesus de trabalhar no sábado; mas Ele mostrou que o seu desejo de matá-lo era contrário à mesma lei que reverenciavam. As pessoas que fazem oposição a Cristo e rejeitam a Sua palavra são inconsistentes. Um homem pode ser circuncidado no sábado, mas não pode ser curado no sábado. Como muitos hoje em dia, eles julgaram pela aparência, não pela verdade.
4. A origem dEle (vs. 25-31). Vs. 27 não é uma contradição de vs. 42. Os judeus sabiam onde o messias ia nascer; mas sabiam também que Seu nascimento séria misteriosos e sobrenatural (Isaías. 7:14). Em outras palavras, eles não saberiam “donde ele é”. Cristo nasceu da virgem Maria, mas os judeus não acreditaram nisso. João 8:41 sugere que os judeus acusaram Jesus de ter nascido do pecado; e a condição de Maria de casar-se com José talvez levaria as pessoas a dizerem isso.
5. A advertência dEle (vs. 32-36). O “pouco de tempo” de que Cristo falava durou mais ou menos seis meses. É importante buscar ao Senhor “enquanto se pode achar” (veja Isaías. 55:6). Muitos pecadores que rejeitam Jesus hoje dizendo que amanhã serve para buscá-lo vão achar amanhã tarde demais (Prov. 1:24-28). Em vez de render a Jesus e receber a vida eterna, os judeus discutiram com Ele e perderam a sua oportunidade de salvação.
III. O último dia da festa - divisão - 7:37-53
O sétimo dia da festa foi um dia de celebração. (o oitavo dia era o dia da “santa convocação” - Lev. 23:36). Cada dia a festa, cedo de manhã, os sacerdotes levaram água do Tanque de Siloé para o Templo. No templo eles levantaram os vasos de ouro e derramaram a água para comemorar a água que Deus deu ao deserto. O sétimo dia era chamada “A Grande Hosana” e foi o clímax da festa. Podemos imaginar o que a multidão pensavam quando na hora de derramar a água no templo Jesus se levantou e disse, “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba” (vs. 37). Cristo é a Rocha de onde sai águas vivas (Êx. 17:1-7 ; I Cor. 10:4). Ele foi ferido na cruz e dEle saiu aquele Espírito de vida para satisfazer a sede dos pecadores. Na Bíblia, água para purificação significa a Palavra de Deus (13:1-17 , 15:3); água para beber significa o Espírito de Deus (7:37-38)
Jesus convidou o povo para beber mas o povo rejeitou seu apelo e houve divisão entre a multidão. Algumas creram, mas outras rejeitaram (Mt. 10:31-35 ; Lc. 12:51-52). A palavra de Jesus foi tão poderosa que os soldados não conseguiram prende-lo (vs. 46). Quando os líderes religiosos rejeitaram Jesus eles também fecharam a porta de salvação para muitos outros (Mt. 23:13)
Mais uma vez o Nicodemos aparece e agora para defender os direitos de Cristo. Nicodemos está começando a abrir os olhos para a verdade. O Espírito Santo está fazendo uma obra na vida de Nicodemos que vai terminar na sua salvação em cap. 19. Deus usou o sincero desejo de Nicodemos de conhecer a verdade para abrir os seus olhos e o seu coração ao evangelho de Cristo.


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