Conferencista Edimilson Garcia

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

ESTUDOS RESUMIDOS NOS LIVROS POÉTICOS



O LIVRO DE PROVÉRBIOS
Introdução do Livro.
A Bíblia é uma biblioteca espiritual muito rica. A Bíblia é uma unidade em diversidade. São diferentes grupos de livros: históricos, poéticos, proféticos, filosóficos e doutrinais. O livro de Provérbios é poético, mas também é um livro de filosofia (filosófico). A medida desta filosofia não é pelo número de palavras, mas pela profundidade, extensão, plenitude, superioridade e finalidade dela. Com esta biblioteca podemos entender e aprender mais sobre as realidades fundamentais do universo e da vida do que em todas as bibliotecas mundanas. Provérbios nos dão a filosofia da vida mais certa, básica, profunda e inteligível que existe.
Prudência Mediante Preceito.
Na biblioteca bíblica passamos da adoração devota dos Salmos para a sabedoria prática dos Provérbios. Nos Provérbios achamos prudência mediante preceito. Provérbios são preceitos celestiais para a vida terrestre e palavras sábias para a caminhada diária.
A Significação da palavra “Provérbios”.
Um provérbio é um dito breve em lugar de muitas palavras. Provérbio – pro significa “em lugar de” e verba significa “palavras”. Então é uma máxima concisa – a inteligente concentração de uma verdade ou conselho sagaz em uma fórmula concisa e marcante falada de uma maneira que se torna popular e é mais fácil lembrar do que esquecer.
Autor dos Provérbios.
Não há dúvida que foi Salomão o Rei de Israel que escreveu o livro de Provérbios. Leia 1:1, 10:1, 25:1. Veja I Reis 4:32 para ver que Salomão escreveu muitos provérbios.
Capítulo 30. Diz que este capítulo é as palavras de Agur. Quem foi este homem? Pode ser homem desconhecido ou Salomão mesmo. O nome “Agur” significa “Ceifeiro”. Pode ser como no livro de Eclesiastes que Salomão é chamado o “pregador”, que Salomão é chamado por este nome (Agur) no livro dos Provérbios. Provavelmente é isso que seja a verdade.
Capítulo 31. Diz que este capítulo é as palavras de Lemuel. Quem foi este rei? Foi um rei desconhecido ou Salomão de novo por outro nome? O nome “Lemuel” significa “pertence ao Senhor” no sentido de ser devotado a Ele. Como Salomão foi devotado ao Senhor pelos seus pais. Provavelmente é isso que seja a verdade. Um exemplo disso é II Samuel 12:24-25. Neste versículo o profeta disse que o nome de Salomão é “Jedidias”, que significa “amado de Jeová”.
Análise e Esboço do Livro.
O livro de Provérbios está dividido em três partes.
1. Sonetos exaltando a sabedoria. 1-9.
2. Máximas prescrevendo a prudência. 10-24.
3. Outras máximas sobre a prudência. 25-31.
Ler e Estudar o Livro de Provérbios.
Pela natureza de um provérbio podemos entender o método de ler e estudar este livro. Não devemos ler e estudar este livro do jeito que lemos e estudamos capítulos de uma narrativa (como nos livros históricos), ou os ciclos completos de debates (como no diálogo de Jó), ou poemas completos (como nos Salmos), ou argumentos progressivos (como em Eclesiates). Os Provérbios devem ser lidos devagar, refletidamente, não de uma vez só, com o propósito de os lembrar e memorizar. Essa memorização não deve ser uma tarefa forçada, como a de decorar regras gramáticas de uma língua. Mas, pelo simples fato de ler e estudar devagar e refletidamente até que fique na mente naturalmente porque eles fazem parte agora do nosso pensamento. Os provérbios têm por finalidade auxilia tanto a memória, que são de fácil apreensão. É maravilhoso ver como esses provérbios bíblicos nos dão a verdadeira sabedoria e como se fixam inesquecivelmente na memória quando lidos com meditação e freqüência. Quando o provérbio está fixo na memória se torna uma palavra boa e prática para a nossa vida diária. Ó que coisa boa para a nossa vida aqui na terra. Precisamos esta sabedoria divina todo dia no mundo cheio da sabedoria humana e maligna. Um bom exemplo: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não estribes no teu próprio entendimento”. Provérbios 3:5. Precisamos desse provérbio para a nossa vida diária? E como! Porque estamos inclinados para confiar mais em nós mesmos do que no Senhor.
O Livro de Provérbios.
Vamos escolher alguns capítulos para estudar. Isso é devido ao tempo e à natureza desse estudo. Estes estudos abreviados nos Provérbios que se seguem foram tirados dos estudos feitos do Pastor Bobby Aldridge.
Capítulo 1. O Temor do Senhor. O versículo chave é v. 7.
Fala da reverência e submissão para a Sua pessoa divina, natureza (atributos), presença (onipresença), vontade e santidade.
1. O que o temor do Senhor faz. v. 1-9.
A. É o princípio do conhecimento. v. 7. É o tema do capítulo. (v. 2-4).
B. Dá um apetite santo e bom para a verdade. v. 5-6. (ignorância e preguiça?)
C. O temor do Senhor expulsa os temores que o salvo tem. v. 7. (do homem, da morte, dos políticos, de amanhã, de amar, de dar, de confiar, de falhar). v. 5-6. Qual é o crente que não precisa desse conselho? De memorizar? v. 7. Para a vida diária? O temor do Senhor é o fundamento do conhecimento divino. É isso que os perdidos faltam.
2. A prudência da sabedoria. v. 10-19.
A. A atração dos pecadores não deve ser aceita. v. 10.
B. A responsabilidade de rejeitar a mentira faz mal com os pecadores. v. 11-16. Devemos desviar o nosso pé do caminho errado deles. Deve ser uma resistência imediata e um abandono total do seu caminho.
C. A ruína deles. v. 17-19.
3. A exclamação da sabedoria. v. 20-23.
A sabedoria fala com o simples (ignorantes), escarnecedores (zombadores) e insensatos (tolos). A sabedoria bíblica dá a resposta certa para eles: atentai para o conselho da sabedoria.
4. O julgamento daqueles que rejeitam a sabedoria. v. 20-23.
A. Os rebeldes estão sem desculpa. v. 24-25. Porque recusaram ouvir, não deram atenção, rejeitaram o conselho e não quiseram a repreensão.
B. A sua condenação é justa. v. 26-32. Veja que Deus diz. Deus rirá deles (v. 26). A destruição deles será repentina (v. 27). Eles chamarão em vão (v. 28). É o resultado da sua própria escolha (v. 29). Porque odiaram o conselho de Deus (v. 30). Ceifarão o que semearam (v. 31-32).
C. A promessa aos ouvintes fiéis. v. 33.
Capítulo 4. Três coisas dignas de guardar.
Note a palavra “guardar” nos v. 4, 6, 13, 21, 23. Também a frase “retenha o teu coração” no v. 4, “ela te protegerá” no v. 6, “apega-te à instrução” no v. 13, “não as deixes apartar-se” no v. 21 e “guarda o teu coração” no v. 23. Tudo fala da necessidade de guardar a sabedoria divina para nosso bem.
1. A herança da sã doutrina, v. 1-10. “Ele me ensinava”, v. 4.
2. O caminho alto da justiça, v. 11-22. “No caminho da sabedoria te ensinei”, v.11.
3. O coração, v. 23-27. “Guarda o teu coração porque dele procedem as fontes da vida”, v.23.
Capítulo 5. A atração da mulher estranha.
1. A atração dela, v. 1-5. Seu beijo, lisonja, fascinação, veneno e dor.
2. A admoestação da sabedoria, v. 6-8. “Longe dela seja o teu caminho”, v. 8.
3. Os avisos e as conseqüências, v. 9-14. “Para que não dês a outrem a tua honra”, v. 9.
4. Os conselhos da sabedoria, v. 15-20. ”Bebe água da tua fonte”, v. 15.
5. O juízo de Deus para o adúltero, v. 21-23. “Ele morrerá”, v 23.
Capítulo 6. Obrigações.
1. Obrigação de ser fiador. v. 1-5.
Alguém que assume ser fiador para outra pessoa está assumindo a possibilidade de pagar a dívida da pessoa se ela não a pagar. Por isso, deve considerar o que faz cuidadosamente. Porque se for necessário que o fiador pague essa dívida, não pode dizer não, ou que não tem a condição. Porque quando assumiu esta obrigação de ser fiador, assumiu a obrigação de pagá-la se for necessário. Se não tem a condição de pagar como fiador a dívida da outra, não deve ser fiador dela. Ser fiador não é uma brincadeira, é uma obrigação séria. Não deve ser fiador só pela amizade. Deve pensar seriamente com muita sabedoria e cuidado para ser fiador de alguém.
2. A obrigação de trabalhar. v. 6-11.
É a obrigação do homem para ganhar seu pão trabalhando fielmente. Veja que a Bíblia diz: Gênesis 2:15, 3:19. II Tessalonicenses 3:10. Veja as lições dadas pelas criaturas de Deus sobre trabalhar. v. 5-8. Pode desprezar a obrigação de trabalhar, mas não escapar da conseqüência. v. 11.
3. A obrigação às vítimas do enganador. v. 12-19.
O enganador se obriga para as suas vítimas. v. 12-15. Esta verdade é óbvia, pelo fato que Deus cobra caro o enganador, porque ele deve as vítimas do seu engano. Veja sete coisas que o Senhor Deus odeia. v. 16-19. O Senhor mesmo certifica se que esta obrigação será cobrada, é a lei da Palavra de Deus. Êxodo 22:1. Lucas 19:8. Deus vai cobrar o enganador no juízo, no grande trono branco. Apocalipse 20.
4. A obrigação do adúltero. v. 20-35.
Salomão dá admoestações para evitar a prostituição. v. 20-29. O adúltero é comparado ao ladrão. v. 30-33. O adúltero é obrigado ao marido. v. 34-35. É uma obrigação que não pode ser paga de forma nenhuma.
Capítulo 12. O nosso caráter examinado e estabelecido.
1. Nossa anatomia.
A língua sadia, v. 18-19.
As mãos ativas, v. 14, 24.
A boca útil, v. 6, 14.
O coração sossegado, v. 8, 20, 23, 25.
Os lábios verdadeiros, v. 13, 19, 20.
A mente reta, v. 5.
2. Nossos amores.
Amor pela instrução, v. 1.
Amor pela esposa, v. 4.
Amor pela honestidade, v. 9.
Amor pela misericórdia, v. 10.
Amor pelo cuidado da própria vida, v. 11.
Amor que dá fruto, v. 12.
3. Nossas repugnâncias.
Rejeitar repreensão é estúpido, v. 1, 16.
Rejeitar impiedade é sábio, v. 24, 17.
4. Nossa casa.
O alicerce certo, v. 7.
A proteção divina, v. 21. (Romanos 8:28).
5. Nossa vida.
Nossos direitos e vontade, ou o direito e vontade de Deus para reina-la, v. 15.
Sem hipocrisia, v 17.
Nossa vizinhança, v. 26. I João 5:19.
O caminho da justiça, v. 28. João 14:6.
Capítulo 26. A lista internacional dos tolos de vergonha.
1. O tolo ordinário de todo dia. Ele está achado em todo lugar. v. 1-11.
Honra não combina com ele. v. 1.
Sua maldição não virá sem causa. v. 2.
O tolo tem que ser controlado. v. 3. Ele só entende a força brutal.
Não seja como ele. v. 4.
Mostra a ele a sua tolice. v. 5.
Não confia nele de jeito nenhum. v. 6.
O tolo não tem entendimento. v. 7.
Ele é uma arma carregada. v. 8.
Dormência (não sente sua tolice) faz tudo sobre ele pior. v. 9.
O tolo e o transgressor são iguais. v. 10.
O retrato verdadeiro do tolo. v. 11.
2. O tolo presunçoso, vaidoso e orgulhoso. v. 12.
3. O tolo preguiçoso. v. 13-16.
4. O tolo que mexe nas questões dos outros. v. 17.
5. O tolo engraçado e inútil. v. 18-19.
6. O tolo contencioso. v. 20-28.
Capítulo 31. A perpetuidade da mulher virtuosa.
1. O conselho da mulher virtuosa. v. 1.
2. Os votos da mulher virtuosa. v. 2.
3. Os conselhos prudentes da mulher virtuosa. v. 3-7.
4. A compaixão da mulher virtuosa. v. 8-9.
5. A perpetuidade pelos ensinos da mulher virtuosa à sua posteridade. v. 10-3

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