Conferencista Edimilson Garcia

terça-feira, 8 de abril de 2014

Deus Espírito Santo é Soberano na Salvação

Deus Espírito Santo é Soberano na Salvação
Sermão 7
“O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”.
INTRODUÇÃO
1. O Espírito Santo é uma das Pessoas da Triunidade
2. O alcance de seu poder é infinito, mas sua operação está em harmonia com o propósito eterno do Pai e o desígnio limitado da morte do Filho.
3. A missão do Espírito é aplicar os benefícios da morte redentora de Cristo.
4. O Espírito Santo não está procurando conduzir o mundo inteiro a Cristo, mas Ele conduzirá todos aqueles que o Pai elegeu e pelos quais Cristo morreu.
5. O Pai opera a predestinação, o Filho fez propriciação e o Espírito opera a regeneração.
6. O Pai determinou o nosso novo nascimento, o Filho o tornou possível, o Espírito realiza o novo nascimento em nós:
João 3:6 - somos “...nascido do Espírito...”
7. Há certa comparação entre o vento e o Espírito, indicada pela palavra “assim” (Jo.3:8).
8. A comparação é dupla:
(1) Ambos são soberanos em suas ações: “onde quer” (Jo.3:8).
(2) Ambos são misteriosos em suas ações: “não sabes” (Jo.3:8).
I. DEUS ESPÍRITO SANTO É SOBERANO NA SALVAÇÃO
1. O vento é uma força que o homem não pode dominar.
2. O vento não consulta o homem, ele sopra onde, quando, quanto e como quer.
3. Assim se dá com o Espírito Santo.
4. Às vezes o vento sopra suavemente que as folhas quase não farfalham
5. Às vezes o vento sopra tão fortemente que pode-se ouvir o seu rugido a quilometros de distância.
6. Assim também acontece em relação ao novo nascimento.
7. Com algumas pessoas o Espírito Santo trata de maneira tão suave que sua operação se torna imperceptível.
8. Com outra sua ação é tão poderosa, radical e revolucionária que suas operações se tornam patentes aos olhos de todos.
9. Às vezes o vento tem alcance meramente local. Em outras ocasiões sopra em área de grande extensão.
10. Às vezes o Espírito opera em apenas uma alma. Noutras ocasiões opera em duas, três ou nos corações de multidões interiras, como aconteceu no Pentecostes.
11. Seja como for, operando em poucos ou muitos, Ele não consulta o homem. Age como quer, e opera o novo nascimento em quem quer:
Isaias 45:10 - “Ai daquele que diz ao pai: Que é o que geras? E à mulher: Que dás tu à luz?”
João 1:12,13 - “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome. Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”
II. DEUS ESPÍRITO SANTO É MISTERIOSO NA SALVAÇÃO
1. O novo nascimento é obra exclusiva de Deus Espírito Santo.
2. O homem não tem nenhuma participação.
3. No nascimento natural o homem não exerce nenhuma influência sobre seus progenitores:
Isaias 45:10 - “Ai daquele que diz ao pai: Que é o que geras? E à mulher: Que dás tu à luz?”
4. No nascimento espiritual o homem não exerce e nem tem qualquer poder sobre Deus:
João 1:12,13 - “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome. Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”
5. O novo nascimento é uma “ressurreição espiritual” ou o “passar da morte para a vida” (Jo.5:24). A ressurreição está fora do alcance do homem. Ele não pode ressuscitar nem o próximo nem a si mesmo.
6. Quem vivifica é o Espírito: “...O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita...” (Jo.6:63).
7. Mas o Espírito não vivifica a todos? Por quê?
A resposta geralmente dada é: “porque nem todos confiam em Cristo”, supondo que o Espírito vivifica somente os que crêem. Mas a fé não é causa do novo nascimento; é conseqüência dela. Se a fé fosse um produto do coração humano, a Bíblia não diria “...a fé não é de todos...” (2Ts.3:2).
8. Antes de sermos vivificados estávamos “mortos em delitos e pecados” (Ef.2:5). Um morto não pode crer. Primeiro precisa ressuscitar!
9. Os mortos estão na carne, e “a carne não pode agradar a Deus” (Rm.8:8). Mas poderia agradar a Deus se fosse possível à carne crer em Cristo:
Hebreus 11:6 - “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”
10. Porventura pode Deus agradar-se ou ficar satisfeito por qualquer coisa que não tenha origem em Si mesmo?
11. A regeneração antecede à nossa fé:
2 Tessalonicenses 2:13 - “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do SENHOR, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade.”
12. Aqui a “santificação” vem antes da “fé na verdade”. Esta santificação do Espírito é o novo nascimento [santificação inicial]. Ver Rm.1:4
13. A mesma ordem é encontrada em Pedro:
1 Pedro 1:2 - “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas.”
(1) Eleição eterna
(2) Santificação do Espírito (Regeneração)
(3) Fé na verdade: “para obediência” isto é “obediência por fé” (Rm.1:5; At.6:7; Hb.5:9; Hb.11:8).
14. Tito 3:5 - “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo.”
15. Fomos santificados pela “lavagem da regeneração”. Se Deus tivesse apenas dado Cristo para morrer, e deixasse a escolha para o homem, nenhum se salvaria, porque por natureza os eleitos são “filhos da ira como os demais”. Então o Espírito é necessário para realizar a obra de regeneração e para convencer e vencer a inimizade contra Deus.
CONCLUSÃO
1. Sempre se pergunta: Se certos homens são eleitos e salvos, então o que adianta pregar aos que não são eleitos?
2. Se a expiação é limitada, e Deus oferece o convite de salvação a todos, Deus não estaria sendo insincero?
3. Igualmente podemos perguntar: Se Deus sabe quem vai se arrepender e crer, então porque pregar àqueles que de acordo com Seu conhecimento não vão se arrepender nem crer?
4. Será que alguns que Ele sabia que não se arrependeriam nem creriam, vão se arrepender e crer? Se for assim, Ele previu uma mentira.
5. Se Deus sabia que muitos não iriam crer, então por que teria provido [inutilmente]expiação para eles?
6. Se Deus sabia que muitos não iriam crer, por que ordena que o evangelho seja pregado a toda criatura? Eclesiastes 11:5,6 - “Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas. Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão igualmente boas.”

Deus é Soberano sobre a Vontade Humana

Sermão 8
Texto: Romanos 11:36
“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.”
I. SOBRE A VONTADE HUMANA DOS JUSTOS
1.1 Sobre os eleitos Deus exerce poder vivificante
1. Deus ressuscita os mortos espirituais:
Efésios 2:5 - “Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo...”
Colossenses 2:13 - “E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas.”
2. Deus concede sua natureza divina:
2 Pedro 1:4 - “Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.”
3. Sem a natureza divina, comunicada no novo nascimento, é impossível a qualquer homem gerar um impulso espiritual, formar um conceito espiritual, ter pensamento espiritual, entender realidades espirituais, e, muito menos ainda dedicar-se a obras espirituais:
Lucas 6:43-45 - “Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos. O homem bom [Lc.18:19; Rm.3:10-18; Mt.7:11], do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.”
Tiago 3:11,12 - “Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.”
Jeremias 13:23 - “Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.”
4. Deus transporta para o reino da luz:
Colossenses 1:13 - “O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor.”
2.1 Sobre os eleitos Deus exerce poder dinamizante
Efésios 1:18,19 - “Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos; E qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder.”
Efésios 3:16 - “Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados [fortalecidos] com poder pelo seu Espírito no homem interior.”
Isaias 40:29 - “Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.”
Miquéias 3:8 - “Mas eu estou cheio do poder do Espírito do SENHOR, e de juízo e de força, para anunciar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado.”
Atos 1:8 - “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.”
Atos 4:33 - “E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.”
1Coríntios 2:4 - “A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder.”
3.1 Sobre os eleitos Deus exerce poder orientador
Salmo 48:14 - “Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; ele será nosso guia até à morte.”
Efésios 2:10 - “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”
Isaías 26:12 - “SENHOR, tu nos darás a paz, porque tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras.”
Salmo 90:17 - “E seja sobre nós a formosura do SENHOR nosso Deus, e confirma sobre nós a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos.”
4.1 Sobre os eleitos Deus exerce poder preservador
Salmo 97:10 - “Vós, que amais ao SENHOR, odiai o mal. Ele guarda as almas dos seus santos; ele os livra das mãos dos ímpios.”
Salmo 37:28 - “Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal.”
Salmo 145:20 - “O SENHOR guarda a todos os que o amam; mas todos os ímpios serão destruídos.”
Os crentes perseveram porque Deus os preserva!
1 Pedro 1:5 - “Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo.”
Judas 25,26 - “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.”
II. SOBRE A VONTADE HUMANA DOS INJUSTOS
1. Sobre os ímpios Deus exerce poder restringidor
Gênesis 20:6 - “E disse-lhe Deus em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso não te permiti tocá-la.”
Gênesis 37:20 - “Vinde, pois, agora, e matemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos.”
Gênesis 45:8 - “Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito.”
Números 23:8,20 - “(8) Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa? E como denunciarei, quando o SENHOR não denuncia? (20) Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele tem abençoado, e eu não o posso revogar.”
2. Sobre os ímpios Deus exerce poder suavizante
Gênesis 39:3,4,21 - “(3) Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava em sua mão, (4) José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha. (21) O SENHOR, porém, estava com José, e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor.”
Atos 7:10 - “E livrou-o de todas as suas tribulações, e lhe deu graça e sabedoria ante Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador sobre o Egito e toda a sua casa.”
Êxodo 2:6 - “E abrindo-a, viu ao menino e eis que o menino chorava; e moveu-se de compaixão dele, e disse: Dos meninos dos hebreus é este.”
Gênesis 33:4 - “Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram.”
Ester 4:16 - “Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci.”
Ester 5:2 - “E sucedeu que, vendo o rei à rainha Ester, que estava no pátio, alcançou graça aos seus olhos; e o rei estendeu para Ester o cetro de ouro, que tinha na sua mão, e Ester chegou, e tocou a ponta do cetro.
Daniel 1:9 - “Ora, Deus fez com que Daniel achasse graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos.”
Provérbios 21:1- “COMO ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer.”
Esdras 1:1,2 - “NO primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias), despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo: Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O SENHOR Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá.”
Esdras 7:27 - “Bendito seja o SENHOR Deus de nossos pais, que tal inspirou ao coração do rei, para ornar a casa do SENHOR, que está em Jerusalém.”
3. Sobre os ímpios Deus exerce poder orientador
Isaias 10:5-7 - “Ai da Assíria, a vara da minha ira, porque a minha indignação é como bordão nas suas mãos. Enviá-la-ei contra uma nação hipócrita, e contra o povo do meu furor lhe darei ordem, para que lhe roube a presa, e lhe tome o despojo, e o ponha para ser pisado aos pés, como a lama das ruas. Ainda que ele não cuide assim, nem o seu coração assim o imagine; antes no seu coração intenta destruir e desarraigar não poucas nações.”
4. Deus endurece o coração dos ímpios e lhes cega as mentes
Salmo 105:25 - “ Virou o coração deles [Egito] para que odiassem o seu povo, para que tratassem astutamente aos seus servos.”
Êxodo 4:21 - “E disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo.”
Romanos 9:17 - “Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.”
Êxodo 14:17,18 - “E eis que endurecerei o coração dos egípcios, e estes entrarão atrás deles; e eu serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e nos seus cavaleiros, E os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando for glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros.”
Deuteronômio 2:30 - “Mas Siom, rei de Hesbom, não nos quis deixar passar por sua terra, porquanto o SENHOR teu Deus endurecera o seu espírito, e fizera obstinado o seu coração para to dar na tua mão, como hoje se vê.”
Josué 11:19,20 - “Não houve cidade que fizesse paz com os filhos de Israel, senão os heveus, moradores de Gibeom; por guerra as tomaram todas. Porquanto do SENHOR vinha o endurecimento de seus corações, para saírem à guerra contra Israel, para que fossem totalmente destruídos e não achassem piedade alguma; mas para os destruir a todos como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.”
João 12:37-40 - “E, ainda que tinha feito tantos sinais diante deles, não criam nele; Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Por isso não podiam crer, então Isaías disse outra vez: Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, A fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, E se convertam, E eu os cure.”
2 Tessalonicenses 2:11 - “ E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira.”



Deus é Soberano no seu Governo

Sermão 3
Data: 23/09/2001
Texto: Salmo 103:19
“O SENHOR tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo”.
INTRODUÇÃO
1. Deus Precisa Governar o Mundo Material
1.1. Se Deus não governasse o mundo seria governado por leis naturais e pessoais (deísmo).
1.2. Não teríamos garantia para o futuro.
1.3. “O vento sopra onde quer...” (Jo.8:3)
1.4. O homem não pode domar o vento (Ec.11:5).
1.5. Ele pode transformar-se num furacão ou tufão.
1.6. Haveria uma inundação.
1.7. O homem estaria indefeso contra a força da natureza.
1.8. Que garantia teríamos de que não haveria outro dilúvio?
1.9. O que dizer dos terremotos?
2. Negue-se que Deus “Sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hb.1:3) e perdemos qualquer senso de segurança.
Suponhamos que Deus entregou o governo do mundo às mãos de suas criaturas, que cada homem neste mundo é dotado de vontade absolutamente livre e que é impossível controlá-lo sem destruir sua liberdade. Se esse é o caso, não teríamos qualquer garantia de que a raça humana inteira não se suicidaria moralmente. Uma vez removidas as restrições divinas, deixando o homem absolutamente livre para fazer o que lhe agrada, logo desapareceriam todas as distinções éticas e o espírito de barbárie prevaleceria universalmente e o pandemônio reinaria supremo.
I. DEUS GOVERNA A MATÉRIA INANIMADA
1. Ele decretou “haja luz” e “houve luz” (Gn.1:3)
2. Ordenou às águas e elas obedeceram (Gn.1:9)
3. Deus falou e tudo se fez (Sl.33:9).
4. Mandou o dilúvio sobre a terra (Gn.6:17; 7:11,12).
5. Transformou a luz em trevas (Ex.10:11), o rio em sangue (Ex.7:14) e fez chover granizo sobre o Egito (Ex.9:13).
6. Jesus deu ordem aos ventos (Mc.4:39)
7. Deus usou a estrela para anunciar o nascimento de Jesus (Mt.2:9).
8. Deus governa a matéria inanimada
Salmos 147:15-18 - “O que envia o seu mandamento à terra; a sua palavra corre velozmente. O que dá a neve como lã; esparge a geada como cinza; O que lança o seu gelo em pedaços; quem pode resistir ao seu frio? Manda a sua palavra, e os faz derreter; faz soprar o vento, e correm as águas”.
9. Deus controla a terra, o ar, o fogo, a água, a neve, os ventos, os mares bravios (Am.4:7-10).
II. DEUS GOVERNA AS CRIATURAS IRRACIONAIS
1. Deus trouxe os animais para Adão das seus nomes (Gn.2:19)
2. Deus trouxe os animais para Noé na Arca (Gn.6:19,20).
3. Deus enviou pragas contra os egípcios: rãs (Ex.8:1), piolhos (Ex.8:16), moscas (Ex.8:20), gafanhotos (Ex.10:1).
4. Deus ordenou a morte do rebanho dos egípcios (Ex.9:1).
5. Deus guiou duas vacas para conduzir a Arca (1Sm.6).
6. Deus usou um corvo para sustentar Elias (1Rs.17:2-4).
III. DEUS GOVERNA OS FILHOS DOS HOMENS
1. Deus governa a vida humana: Atos 17:28 - “Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração”.
2. Deus dirige os planos humanos (Pv.16:1).
3. Deus dirige os passos do homem (Pv.16:9).
4. Deus dirige os desígnios humanos (Pv.19:21).
5. Deus dirige o coração do homem:
Provérbios 21:1 - “COMO ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer”.
6. Nenhum homem pode impedir Deus:
Jó 23:13 - “Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem então o desviará? O que a sua alma quiser, isso fará”.
Sl.33:11 - “O conselho do SENHOR permanece para sempre; os intentos do seu coração de geração em geração”.
Pv.21:30 - “Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o SENHOR”.
Isaias 14:27 - “Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás?”
Isaias 46:9,10 - “ Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade”.
7. O SENHOR ri da criatura humana (Sl.21:4).
IV. DEUS GOVERNA OS ANJOS BONS E MAUS
1. Deus comanda os anjos (1Cr.21:15,27).
2. Deus usou um anjo para libertar Pedro (At.12:11).
3. Deus usou um anjo para revelar coisas a João (Ap.22:6).
4. Jesus dará ordem aos anjos (Mt.13:41; 24:31).
5. Deus controla os anjos maus.
6. Enviou um anjo mau contra Abimeleque (Jz.9:23).
7. Enviou outro para confundir Acabe (1Rs.22:23).
8. Enviou um anjo mau para atormentar Saul (1Sm.16:4).
9. Satanás precisou pedir consentimento a Jesus para “peneirar” Pedro (Lc.22:31).
10. Jesus ordenou e o Diabo se retirou (Mt.4:11).
CONCLUSÃO
1. Deus é Soberano no Governo das coisas inanimadas.
2. Deus é Soberano no Governo das criaturas irracionais.
3. Deus é Soberano no Governo dos filhos dos homens.
4. Deus é Soberano no Governo dos anjos bons.
5. Deus é Soberano no Governo dos anjos maus.

Deus é Soberano na Oração

Sermão 9
Texto: 1ª João 5:14
“E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.”
INTRODUÇÃO
1. Há uma tendência universal de elevar a criatura e rebaixar o Criador
2. Esta tendência também se vê na oração
3. Fala-se muito no elemento humano, que temos que reivindicar as promessas
4. Não há lugar para as exigências, para os direitos e para a glória de Deus
5. Afirma-se que a oração muda as coisas, pode modificar Deus; pode mover o céu! Mentira!
6. Porque Deus é Soberano Absoluto:
1 Samuel 2:6-8 - “O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela. O SENHOR empobrece e enriquece; abaixa e também exalta. Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do SENHOR são os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo.”
7. A oração não muda o propósito de Deus
8. O propósito de Deus ocorrerá mesmo sem a nossa oração
9. Deus não irá mudar seu propósito porque Ele é imutável:
Tiago 5:17 - “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.”
Malaquias 3:6 - “Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.”
10. O propósito divino é sábio
Romanos 11:33-36 - “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque, quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.”
11. O propósito divino é eterno (Ef.3:11)
Salmo 119:142 - “A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade.”
Salmo 119:144 - “A justiça dos teus testemunhos é eterna; dá-me inteligência, e viverei.”
Salmo 148:6 - E os confirmou eternamente para sempre, e lhes deu um decreto que não ultrapassarão.
Eclesiastes 3:14 - Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.
Isaias 14:24-27 - O SENHOR dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará. Quebrantarei a Assíria na minha terra, e nas minhas montanhas a pisarei, para que o seu jugo se aparte deles e a sua carga se desvie dos seus ombros. Este é o propósito que foi determinado sobre toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás?”
12. Nossas orações é que devem estar de acordo com o propósito divino
1 João 5:14 - “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.”
13. Deus decretou os fins e os meios. Se Deus decretou um fato e que Ele ocorra através da oração de petição, Ele efetuará o fato, mas também concederá espírito de súplica. Lutero disse: “A oração não visa a vencer a relutância de Deus, mas a aprender-lhe a disposição favorável.”
I. A ORAÇÃO TEM O PROPÓSITO DE TRAZER HONRA A DEUS
1. Pelo reconhecimento de seu domínio universal
2. Pelo reconhecimento de sua bondade, poder, imutabilidade, graça e soberania
3. Pelo reconhecimento de ser Ele o Autor de toda dádiva boa e perfeita.
II. A ORAÇÃO TEM O PROPÓSITO DE CUMPRIR A VONTADE DIVINA
1. A vontade dele é que cresçamos na graça:
2 Pedro 3:18 - “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”
2. A vontade dele é que nos humilhemos perante Deus:
Tiago 4:10 - “Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará.”
1 Pedro 5:5-7 - “Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”
3. A vontade dele é que cheguemos à presença de Deus:
Hebreus 4:16 - “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça...”
4. A vontade dele é que exercitemos nossa fé:
Hebreus 10:22 - “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé...”
5. A vontade dele é que o nosso amor seja fortalecido:
Salmo 116:1 - “Amo ao SENHOR, porque ele ouviu a minha voz e a minha súplica.”
6. A vontade de Deus é que sejamos cooperadores de sua obra:
1 Coríntios 2:5-9 - “Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.”
9. Paulo orava pelo seu povo (Rm.10:1), mesmo sabendo que muitos não iriam salvar-se. Por quê? Porque Paulo orava pela salvação dos eleitos:
Romanos 10:1 - “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação.”
Romanos 11: 1-6 - “Digo, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo: Senhor, mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma? Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos a Baal. Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça. Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra.”
III. A ORAÇÃO TEM O PROPÓSITO DE CONCEDER BENÇÃOS
1. Mas se todas as coisas vêm “dele e por meio dele e para ele” (Rm.11:36), então por quê orar?
2. Se tudo já foi determinado, então para que orar?
3. Igualmente perguntamos: Qual é a necessidade de chegar-se alguém a Deus para dizer-lhe aquilo que Ele já sabe?
4. A oração não tem o propósito de dar informações a Deus, mas expressar nosso reconhecimento de que Ele sabe o que precisamos:
Mateus 6:8 - “Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.”
5. O desígnio da oração é este: ela não tem o propósito de alterar a vontade de Deus, mas antes que ela seja cumprida.
6. Cristo sabia que seria exaltado pelo Pai, mas mesmo assim orou:
João 17:5 - “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”
7. A vontade de Deus é imutável, e não pode ser alterada por nossos clamores. Nem as orações mais fervorosas podem alterá-la:
Jeremias 15:1 - “Disse-me, porém, o SENHOR: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não estaria a minha alma com este povo...”
CONCLUSÃO
1. As crenças populares reduzem Deus à função de servo, cumprindo nossas ordens que enviamos através da oração.
2. O que necessitamos é que Deus nos encha o coração com seus pensamentos, e então os seus desejos serão nossos, e assim pediremos de acordo com sua vontade, e seremos ouvidos.
3. Rogar algo a Deus “em nome de Jesus” significa rogar-lhe algo em sintonia com sua vontade, ou com a natureza de Cristo.
4. Pedir “em nome de Cristo” é como se o próprio Cristo estivesse fazendo a petição.
5. Só podemos pedir a Deus aquilo que Cristo pediria.
6. Quando rogamos pela salvação de um pecador, estamos reconhecendo a soberania divina! “Um calvinista é arminiano de pé, e um arminiano é calvinista de joelhos, porque os calvinistas apelam para a vontade do homem e sua escolha quando pregam, e os arminianos reconhecem que tudo depende de Deus quando oram. Devemos orar como se tudo dependesse de Deus, e pregar como se tudo dependesse do homem.” (Reverendo Samuel Falcão, Predestinação, Casa Editora Presbiteriana, São Paulo, 1981, p.26).
7. Quando oramos pela salvação de alguém, um pecador morto em delitos e pecados, estamos pedindo a Deus que o ressuscite espiritualmente. Se pudéssemos ressuscitar mortos, nós mesmos converteríamos os pecadores, e não haveria necessidade de rogarmos a Deus.
8 Vejamos o que J. I. Packer diz sobre a oração:
“Você ora pedindo a conversão de outras pessoas. Porém segundo quais termos você intercede por elas? Você limita-se a pedir que Deus as leve a um ponto em que possam salvar-se a si mesmas, independentemente dele? Não penso que você costuma fazer isso. Penso que o que você faz é orar, em termos categóricos, que Deus queira, de maneira simples e decisiva, salvar as pessoas; que Ele queira abrir os olhos do entendimento delas, abrandando os seus corações, renovando a natureza delas, e impulsionando suas vontades para que recebam o Salvador. Você pede que Deus opere nas pessoas tudo quanto for necessário para a salvação delas. Você nem pensaria em salientar, em sua oração, que você não está realmente pedindo de Deus que Ele leve as pessoas à fé, por reconhecer que isso é algo que Ele não pode fazer. Nada de coisas dessa ordem! Quando alguém ora em favor de pessoas não-convertidas, ora com base no pressuposto que está ao alcance do poder de Deus levar os pecadores à fé. E implora a Deus para que ele faça precisamente isso, e a sua confiança, na oração, repousa sobre a certeza de que Ele é poderoso para fazer o que lhe é pedido. E realmente Ele é poderoso para isso. Aquela convicção, que anima as nossas intercessões, é a própria verdade de Deus, escrita em nossos corações pelo Espírito Santo. Quando você ora, portanto, você sabe que Deus é quem salva; você sabe que o que faz os homens voltarem-se para Deus é a própria atuação graciosa de Deus que os atrai a si. E quando você ora, o conteúdo das suas orações é determinado por esse conhecimento. Portanto, pela sua prática de intercessão, não menos do que pelas suas ações de graças por sua conversão, você reconhece e confessa a soberania da graça de Deus. E o mesmo fazem todos os crentes, em todo lugar.” (J. I. Packer, Evangelismo e Soberania de Deus, Fiel, p.15).

Deus é Soberano na Criação

Sermão 2
Data: 09/09/2001
Texto: Apocalipse 4:11
"Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas." (Apocalipse 4:11).
I. DEUS É SOBERANO NA CRIAÇÃO DOS CÉUS
1. A glória do sol é diferente da glória da lua (1Co.15:41).
2. A glória das estrelas é diferente uma das outras (1Co.15:41).
3. Estrelas de primeira grandeza e outras de décima grandeza.
4. Eis a resposta: “...por tua vontade são e foram criadas”. (Ap.4:11).
II. DEUS É SOBERANO NA CRIAÇÃO DA TERRA
1. Dois terços da superfície da terra estão cobertos de água.
2. Outra parte do terço é imprópria para agricultura e para habitação.
3. Por que há tão vastas áreas pantanosas, desertos e campos de gelo?
4. Por que um país é topograficamente tão inferior a outros?
5. Por que um é fértil e outro quase estéril?
6. Por que um é rico em minérios, enquanto outro nada oferece?
7. Por que o clima de um país é ameno e saudável e o de outro não?
8. Por que um país tem rios e lagos em abundância e outro não?
9. Por que um país tem terremotos e outro não?
10. Eis a resposta: “...por tua vontade são e foram criadas”. (Ap.4:11).
III. DEUS É SOBERANO NA CRIAÇÃO DOS ANIMAIS
1. Por que o leão é diferente do cordeiro?
2. Por que há diferença entre o urso e o cabrito?
3. E entre o elefante e o ratinho?
4. Por que o cavalo e o cachorro são dotados de inteligência, e ovelhas e porcos, parecem tolos?
5. Alguns são destinados a serem animais de carga e outros não
6. A mula e o jumento estão destinados ao jugo, enquanto o leão tigre têm liberdade para percorrer livremente a floresta?
7. Alguns são destinados ao consumo humano, enquanto outros são tão belos, que servem apenas para a apreciação?
8. Por que alguns são tão feios?
9. Por que alguns são dotados de grande força física, enquanto outros parecem totalmente indefesos?
10. Alguns correm velozes; outros mal conseguem arrastar-se. É o contraste entre o coelho e a tartaruga.
11. Alguns têm utilidade; outros parecem não ter qualquer valor.
12. Alguns vivem durante anos; outros sobrevivem, no máximo, alguns meses.
13. Alguns são mansos; outros ferozes. Por que todas essas variações e diferenças?
14. Eis a resposta: “...por tua vontade são e foram criadas”. (Ap.4:11).
IV. DEUS É SOBERANO NA CRIAÇÃO DOS VEGETAIS
1. Por que as rosas têm espinhos e os lírios crescem sem os ter?
2. Por que uma flor emite aroma fragrante, e outra não possui odor nenhum?
3. Por que uma árvore tem frutos sadios e outra dá fruto venenoso?
4. Por que um vegetal suporta bem a geada, enquanto outro murcha?
5. Por que uma macieira se enche de frutos, enquanto outra, até mesmo da mesma espécie e idade e pomar, é quase estéril?
6. Por que uma planta floresce uma dúzia de vezes por ano, e outra o faz apenas uma vez em cada século?
7. Eis a resposta: “Tudo o que o SENHOR quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos. Faz subir os vapores das extremidades da terra; faz os relâmpagos para a chuva; tira os ventos dos seus tesouros”. (Sl.135:6,7).
V. DEUS É SOBERANO NA CRIAÇÃO DAS HOSTES ANGÉLICAS
1. Alguns anjos têm posição superior a outros.
2. Alguns são mais poderosos.
3. Alguns estão mais próximos de Deus do que outros.
4. A Escritura revela uma graduação angélica:
4.1. Arcanjos
4.2. Serafins
4.3. Querubins
4.5. Principados e Potestades (Ef.3:10)
4.6. Dominadores (Ef.6:12)
4.7. Anjos.
5. Por que alguns foram eleitos (1Tm.5:21) e outros não?
6. Eis a resposta: “Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou”. (Sl.115:3).
VI. DEUS É SOBERANO NA CRIAÇÃO DA FAMÍLIA
1. Por que há diferenças na família humana?
2. Por que alguns homens recebem cinco talentos e outros apenas um?
3. Por que um nasce robusto, e outro, até mesmo tendo o mesmo pai, nasce fraco e raquítico?
4. Por que Abel que era justo, foi ceiado na flor da idade, enquanto Caim teve permissão para viver muitos anos?
5. Por que alguns têm pele negra, enquanto outros nascem brancos?
6. Por que alguns nascem idiotas enquanto outros com grandes dotes intelectuais?
7. Por que alguns são egoístas e violentos e outros são meigos e cordatos?
8. Por que alguns têm qualidades para liderar enquanto outros têm capacidade apenas para seguir e servir?
9. A hereditariedade e o meio ambiente não conseguem explicar todas essas variedades e desigualdades. Não, pois é Deus quem faz uma coisa diferente da outra.
10. Por que Ele faz assim as pessoas? Eis a resposta: “Sim, ó Pai, porque assim te aprouve”. (Mt.11:26).
CONCLUSÃO
1. O Criador é absolutamente Soberano!
2. Deus cumpre seu beneplácito.
3. Deus nada considera senão sua própria glória: “O SENHOR fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal”. (Pv.16:4).
4. Ele é Deus e tem o direito absoluto de agir como quer.
5. Quem ousaria desafiar sua vontade?
6. Murmurar contra Ele é rebeldia!
7. Questionar seus caminhos é contestar sua sabedoria.
8. Criticá-lo é cometer pecado gravíssimo.
9. Ter-nos-íamos esquecido de quem é Ele? Veja: “Todas as nações são como nada perante ele; ele as considera menos do que nada e como uma coisa vã. A quem, pois, fareis semelhante a Deus, ou com que o comparareis?”. (Is.40:17,18).
6. Nenhum homem pode impedir Deus:
Jó 23:13 - “Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem então o desviará? O que a sua alma quiser, isso fará”.
Sl.33:11 - “O conselho do SENHOR permanece para sempre; os intentos do seu coração de geração em geração”.
Pv.21:30 - “Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o SENHOR”.
Isaias 14:27 - “Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás?”
Isaias 46:9,10 - “ Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade”.
7. O SENHOR ri da criatura humana (Sl.21:4).
IV. DEUS GOVERNA OS ANJOS BONS E MAUS
1. Deus comanda os anjos (1Cr.21:15,27).
2. Deus usou um anjo para libertar Pedro (At.12:11).
3. Deus usou um anjo para revelar coisas a João (Ap.22:6).
4. Jesus dará ordem aos anjos (Mt.13:41; 24:31).
5. Deus controla os anjos maus.
6. Enviou um anjo mau contra Abimeleque (Jz.9:23).
7. Enviou outro para confundir Acabe (1Rs.22:23).
8. Enviou um anjo mau para atormentar Saul (1Sm.16:4).
9. Satanás precisou pedir consentimento a Jesus para “peneirar” Pedro (Lc.22:31).
10. Jesus ordenou e o Diabo se retirou (Mt.4:11).
CONCLUSÃO
1. Deus é Soberano no Governo das coisas inanimadas.
2. Deus é Soberano no Governo das criaturas irracionais.
3. Deus é Soberano no Governo dos filhos dos homens.
4. Deus é Soberano no Governo dos anjos bons.
5. Deus é Soberano no Governo dos anjos maus.

Depressão e seu alívio em Jesus Cristo Princípios de Equilíbrio Espiritual e de um Viver Vitorioso e Feliz,

1- Começar vida nova, conforme a vontade de Deus, por arrependimento e fé.
Arrependimento de um viver independente Dele.
Fé em Jesus Cristo, como único e suficiente Salvador pessoal. Em confiança na Sua obra redentora; não em obras humanas, como se por elas fosse possível obter salvação da condenação eterna:
“Necessário vos é nascer de novo” (Evangelho de João cap.3, versículo 7); “Porque isto é meu sangue, o sangue do Novo Testamento que é derramado por muitos, para remissão de pecados” – disse Jesus (Mateus26: 28); “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, isto não vem de vós, é dom de Deus, não vem das obras, para que ninguém se glorie”- afirmou o apostolo Paulo, em sua carta aos Efésios, cap.2, versículos 8 e 9.
2- Preferir, pois, o jugo de Cristo ao de Satanás “anjo” decaído: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei, Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis DESCANSO PARA VOSSAS ALMAS, Porque o meu jugo é suave e o meu fardo leve” - anunciava Jesus (Mateus11: 28-30).
Sim o jugo de Cristo é suave, não rouba a paz interior, não leva ao desespero, como o de Satanás.
3- Só então, uma vez regenerado, e, como nova criatura em Cristo, consegue o homem, habitado pelo Espírito Santo, subir as alturas da vida espiritual, e praticar os demais princípios expostos a seguir: porque “sem Mim nada podeis fazer” – declarou Jesus aos discípulos (João15: 5).
4- Praticar boas obras, por gratidão ao Salvador, por amor ao próximo, sem confiar nelas como perfeitas e merecedoras de salvação ou justificação, que tão somente a fé em Cristo é imputada por Deus ao ímpio arrependido (Romanos4: 5).
Fazer boas ações, portanto, no espírito e motivação própria de quem já alcançou salvação por graça, se de fato aceitou Jesus Cristo como Senhor, pratica-las sem confiar nas próprias forças para a sua realização, mas no poder de Deus.
Pois “é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo vivera da fé” (Gálatas3: 11), “porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos3: 20) – uma vez que não conseguimos mesmo, pois somos fracos, cumpri-la perfeitamente, e bastaria que deixássemos de guardar um só dos mandamentos da lei, para que nos tornássemos culpados de todos, conforme ensina a epistola de Tiago, cap.2, versículo 10.
Assim a lei só nos condenaria, dando-nos a conhecer nosso pecado se Cristo não a houvesse cumprido por nós, se não tivesse também sofrido o castigo de morte em nosso lugar. Conquanto não devamos praticar obras para a salvação, que é dada por graça, mediante a fé, devemos fazê-las para serviço a Deus e ao próximo, “porque somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efesios2: 8 a 10).
5- Servir, pois, a Deus e ao próximo por exercício continuo de fé Nele, não em nossos esforços : “...o justo viverá da fé” (Gálatas3: 11); “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele e Ele tudo fará” (Salmos37: 5); “Confia no Senhor de todo o seu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconheça-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitara as tuas veredas” (Provérbios3: 5,6). Portanto, não agir só. Depender de Deus em tudo, em exercício de fé contínuo e oração incessante.
Servi-lo, não na energia da carne, mas no poder do Espírito Santo, se é que se rendeu totalmente a Jesus Cristo como Senhor e passou, portanto, a ser habitado pela Pessoa do Espírito Santo, porque então “Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade (Filipenses2: 13); ““... o fruto do Espírito é, caridade (amor mais explicito no texto em Grego), gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Galatas5: 22)”; “Se vivemos em Espírito” (Galatas5: 25; pensando na direção do Pai Celestial; sujeitando-nos a Ele, por fé e ação, continuamente.
E para servir bem ao próximo, temos que viver antes para Deus, como a Pessoa e'm torno da qual toda a nossa conduta deve girar: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo20: 3); “Amaras o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mateus22: 37).
Pensar, pois, antes de tudo e de todos, Nele, discernir a Sua vontade e direção a cada passo, colocando-a acima de nossa própria vontade, acima da de nossos parentes, acima da de nossos Irmãos na fé, mesmo acima de Pastores, Igreja, bem como acima do Estado e suas autoridades.
“Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos5: 29); “Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” (Efesios5: 17); “Não seja como eu quero, mas como Tu queres” – orava o próprio Filho de Deus, neste mundo (Mateus26: 39).
6- “Fazei tudo para glória de Deus”, exaltando-O em todas as circunstancias, sem nos exaltarmos, pois cada um de nossos pecados, ofensas contra o Altíssimo, nos faz dignos de condenação eterna; e, se somos salvos é pela Sua graça, mediante a fé Naquele que, tomando castigo por nós, fez expiação de nossa faltas; isto é; se alcançamos perdão gratuito, é pela “redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos3: 24).
Portanto, “quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Cor. 10: 31); em humildade, desde o pensamento, pois “Deus resiste aos soberbos; dá porem, graça aos humildes” (Tiago4: 6).
Eis a lição de Nabucodonozor: ““... Andando a passear sobre o palácio real de Babilônia, falou o rei, e disse:
“Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para a glória da minha magnificência? Ainda estava a palavra na boca do rei, quando caiu uma voz do céu: A ti se diz: “Ó rei Nabucodonozor: Passou de ti o reino...”” (Daniel4: 29-31).
7- Manter escala correta de valores; como Jesus ensinou.
Viver com sabedoria, “remindo o tempo”, aproveitando-o bem, não permitindo que os valores menores da vida, como os prazeres fúteis, inúteis, e os pensamentos vãos, e as conversas ociosas nos prendam e desviem dos valores maiores e permanentes:
“Buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus6: 33); “Não andeis cuidadosos quanto a vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestido?” (Mateus6: 25).
Escrevendo aos Colossenses, Paulo, em sua epistola, no capitulo 3, versículo 1 e 2 assim se expressou:
“Portanto se já ressuscitastes com Cristo, buscais as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado a direita de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra...”. Evidentemente esta visão é hiperbólica, exagerada, para nos levar a desprezar, não de modo absoluto, mas relativo, os valores terrenos, passageiros, em favor dos celestiais, eternos. Do contrario, já não poderíamos sequer comer ou beber, para a justa e necessária preservação de nossa vida física.
E até Jesus Cristo, “o Filho do Homem veio comendo e bebendo”, neste mundo (Mateus11: 19).
8- Servir a Deus no AMOR e LIBERDADE DE FILHOS, não por MEDO ou fria OBRIGAÇÃO DE ESCRAVOS: “... Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, afim de recebermos a adoção de filhos: E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de Seu Filho, que clama: Abba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiros de Deus, por Cristo” (Galatas4: 4-7).
“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião a carne, mas servi-vos uns aos outros pela caridade. Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amaras ao teu próximo como a ti mesmo” (Galatas5: 13-14).
“Estai, pois firmes na liberdade em que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Galatas5: 1). “... Se sois guiados pelo Espírito Santo, não estais debaixo da lei” (Gálatas5: 13).
Isto é, o crente em Cristo, habitado e guiado pelo espírito Santo, não mais necessita da lei do Velho Concerto, Velho Testamento, cumprida toda ela por Cristo, em lugar do homem, incapaz.
O filho de Deus em Cristo não precisa mais agir, motivado, obrigado, como escravo, por sistema legal com suas penalidades a amedrontá-lo. Ele pode agir na posição de filho livre e motivado pelo amor, incentivado, não mais por mandamentos legais de seu Código, “na velhice da Letra”, mas pelas exortações diretas do próprio Autor, uma Pessoa, o Espírito Santo que o dirige, relembrando-lhe os princípios da graça, de um Novo Concerto, Novo Testamento, e o habilita a servir a Deus “com novidade de espírito”. “... Agora estamos livres da lei, pois morreremos para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito e não na velhice da Letra” (Romanos7: 6) “Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de Outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, afim de que demos fruto para Deus” (Romanos7: 45). Vale examinar também sobre tão relevante tema a epistola aos Hebreus7: 11, 12, 18, 19; 8:8, 9, 13; 9: 13-15; 10: 14-18; 12: 18, 22, 24.
9- Buscar a solução de cada problema por ORAÇÃO e AÇÃO; agindo por FÉ mais prudência: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, a ser-lhe-á dada” (Tiago1: 5).
PRUDENCIA: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Acautelai-vos, porem os homens, porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas...”Quando vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra...” (Mateus10: 16, 17, 23).
FÉ: “... Mas quando vos entregarem não vos de cuidado como, ou que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer, porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós” (Mateus10: 19 e 20).
Assim, Deus espera AÇÃO dos seus servos, mas em FÉ Naquele que pode dirigi-los e suprir suas limitações humanas.
“... Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade” (Filipenses2: 13).
10- Resolver cada problema a luz da Palavra de Deus (da Bíblia); se possível, quando necessário para maior clareza, com papel e caneta, em caderno ou fichas, onde se deve conservar anos futuros; pois as soluções ”de cabeça” somente, por vezes, são confusas; o pensamento é fugaz, e o papel, arquivado, pode, retendo o pensamento, conservar a reflexão e o problema solucionado, por mais tempo que a memória. Bom princípio a aplicar em todas as circunstancias é o exarado em 1Corintios14: 40: “Faça-se tudo decentemente e com ordem”.
11- Não pretender mais do que o próprio Deus. Fazer só a minha parte nos planos e vontades do meu Senhor, a que Ele espera de mim: “Marta, estás ansiosa e afadigada como muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lucas10: 41e 42);
12- Fazer um coisa por vez. Agir EM FUNÇÃO DO TEMPO, na medida do tempo, e da oportunidade que Deus der, e não só em função da necessidade ou do alvo a alcançar: em ritmo fisiológico, agradável, salutar, sem a contraproducente ansiedade, impaciência e afobação. Pos a ansiedade é sobrecarga inútil: “... Qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado a sua estatura?” (Mateus6: 27). Não pretender, pois ir adiante de Deus, em nossos projetos, e em sua realização (pecado de impaciência e ansiedade), nem atrás Dele (pecado de procrastinação, atraso), mas sim andar “pari-passu”, a par, com Ele, como fazia Jesus neste mundo;
“Disseram-lhe, pois, seus discípulos: Sai daqui e vai para a Judéia... Disse-lhes, pois, Jesus: “Ainda não é chegado o meu tempo...”. ““... Eu não subo ainda a esta festa, porque ainda o meu tempo não está cumprido” (João7: 3, 6, 8).
13- É bom fazer planos para o futuro, do futuro, mas dependendo de Deus em Sua direção e apoio (Tiago4: 15 – “Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo”).
Mas sem preocupação, ansiedade, inquietude, vivendo bem o presente, na luz que tenho no momento: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus6: 34).
14- Zelar pelo bem da alma e pelo bem do corpo: ambos devem ser usados como instrumentos de nosso Senhor. Seguindo as leis de Deus na Natureza, devemos alimentar-nos corretamente, e dar ao nosso corpo tanto o exercício, que ele puder suportar bem, como o descanso suficiente, por longas caminhadas a pé, sono farto, e, quando necessária, recreação TEMPERANTE, útil, edificante e sadia:
“Vinde vós, aqui apare a um lugar deserto, e repousai UM POUCO”.
“Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer” (Marcos6: 31); “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos”.
“Porque fostes comprados por bom preço, glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Corintios6: 19 e 20). (Convêm relembrar que tais promessas ou afirmações de benções concedidas, cabem somente aos verdadeiros cristãos, os que de fato aceitaram o governo de Cristo sobre suas almas).
15- Cultivar fiel mordomia (administração) do tempo, dos bens materiais, no trabalho e no repouso, sabendo que se formos fiéis no pouco, Ele sobre o muito nos colocará, em mui preciosas recompensas, e glória, imperecíveis:
“Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mateus25: 23).
16- Só o cristão verdadeiro tem poder de Deus para praticar o bem, e suplantar quaisquer contrariedades, o desanimo, as tristezas, as frustrações, a angustia, enfim toda sorte de emoções e pensamentos negativos. Pois trás em si motivos eternos de alegria e satisfação, possuindo Deus com Pai; Jesus Cristo como Salvador; o Espírito Santo como hóspede permanente, sendo discípulo de Cristo, salvo para toda a eternidade, destinado a glória e a felicidade sem fim. Só ele esta em condições de “ajuntar tesouros nos Céus”, e de aumentar seus galardões, por fidelidade a Deus em quaisquer circunstancias, mesmo antes insucessos ou perdas no campo dos valores passageiros dessa peregrinação: “Não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos: alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos Céus” – disse Jesus aos seus discípulos, ensinando-os a buscar alegria nos maiores valores da vida, em vez de se ocuparem com coisas vãs ou pouco úteis.
17- Substituir, pois, pensamentos e emoções negativas, por pensamentos e emoções positivos:
18- Substituir TRISTEZA por ALEGRIA, mesmo nas tentações ou provações: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por varias provações, sabendo que a provação da nossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (ou fortaleza para perseverar) – (Tiago1: 2, 3).
Quanto mais sofrermos por Cristo (não por nossos pecados), dentro dos propósitos de Deus, por amor a realização da Sua vontade, tanto melhor: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2Corintios4: 17).
Mas não basta resignar-nos às circunstancias de sofrimento; é necessário saber e poder extrair motivos de gozo nelas, buscando servir e glorificar a Deus em qualquer nelas, buscando servir e glorificar a Deus em qualquer situação como faziam os apóstolos quando perseguidos ou maltratados: (Atos5: 41): “Retiram-se, pois, da presença do Conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus”. O divino Mestre já dizia: “Bem aventurado os que sofrem perseguição por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus; bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa”.”Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” – (Mateus5: 10, 12).
Buscar continuamente em Deus nossa alegria, não em motivos fúteis: “Regozijai-vos sempre no Senhor” (Filipenses4: 4), buscando na sua aprovação e direção os nossos prazeres, negócios, solução de problemas, tudo quanto fizermos na vida, pois só Ele é a fonte de felicidade, satisfação completa e permanente (2Corintios12: 9 e 10).
“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. “De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, nas injurias, nas necessidades, nas perseguições, nas angustias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então sou forte.”
19- Substituir SENTIMENTO DE ÓDIO ou de MÁGOA, por espírito de PERDÃO e de AMOR: “Não vos vingareis a vós mesmos, amados, mas daí lugar a ira, porque está escrito: Minha é a vingança; Eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, da-lhe de comer; se tiver sede, da-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça” (Romanos12: 19, 20).
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus22: 39). O meu mandamento é este: “Que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei” (João15: 12).
20- Em vez de pensar nos PREJUIZO que os OUTROS NOS CAUSAM, pensemos no BEM que podemos fazer-lhes: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos12: 21).
E a infidelidade de outros, ainda que nos prejudique esta vida, não nos rouba o galardão eterno de Deus, se lhe formos nós fiéis; antes poderá concorrer para aumentá-la, se nossa reação O glorificar, em espírito de perdão aos que fazem mal a nós.
21- Substituir o MEDO pela FÉ que opera por AMOR “(Galatas5: 6: Porque em Jesus Cristo, nem a circuncisão nem a incircuncisão tem virtude alguma; mas sim a fé que opera por amor). “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor” (1João4: 18). “Porque temeis, de pouca fé?”(Mateus8: 26). “O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem” (Hebreus13: 6).
22- Substituir AVAREZA, ou apego aos bens materiais, passageiros, pelo CONTENTAMENTO com o que Deus nos dá: “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes, porque Ele disse: “Não te deixarei, nem te desampararei” (Hebreus13: 5)”.
Substituir, pois, a cobiça do desnecessário, e supérfluo, pelo cultivo de gratidão a Deus pelo essencial que Ele nos concede, “dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai” (Efésios5: 20).
23- Em vez de DESÂNIMO cultivar ENTUSIASMO: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo” (João16: 33). Considerar que a infidelidade dos outros não é motivo de nos desanimar, pois não diminuirá nosso eterno galardão, formos nós fiéis ao nosso Senhor.
Ver, pois, a vida como Deus a vê, não sob IMPRESSÃO PESSIMISTA, mas OTIMISTA, se é que você é salvo mesmo, pois Ele não está desanimado, mas vitorioso eternamente:
“É-me dado todo o poder no céu e na terra – disse Jesus (Mateus18: 8). E mais: “Não temas, Eu sou o primeiro e o ultimo, e o que vivo e fui morto, mas eis que estou vivo para todo o sempre, Amem. E tenho as chaves da morte e do Hades” (Apocalipse1: 18).
Se apenas a minoria dos homens se salvar e o que quiser servir, ainda assim milhões de milhões de anjos o honram servindo-O em fidelidade: “Vi, e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciões, cujo nome era de milhões e milhões ...proclamando em grande vós: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” (Apocalipse5: 11,12). “E milhares de Milhares”.
24- Substituir FRUSTRAÇÃO por FÉ na providencia de Deus, que quando fecha uma porta no caminho que seus servos pretendiam seguir, é para lhes abrir outra melhor: “... todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” (Romanos8: 28). Juntamente e não isoladamente, resultarão no bem dos salvos, que por isso também podem ter certeza de nunca mais perderem a salvação, que é vida eterna. O apóstolo Paulo afirmou: “Não digo isto por necessidade, porque aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância, em toda a maneira e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome, tanto a ter abundancia, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses4: 11 – 13).
Amar os caminhos a que Deus me leva, e em que me conduz, mais que os escolhidos por mim, que os Dele são melhores.
25- Substituir a ANSIEDADE por ORAÇÃO e FÉ Naquele que nos ampara e tranqüiliza, “lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1Pedro5: 7).
“Não estejais inquietos por coisa alguma, antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas com ação de graças. E a paz de Deus , que excede todo o entendimento, guardará os vosso corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Filipenses4: 6 e 7). Vale ler o que Cristo ensinou em Mateus6: 25- 34, sobre a ansiedade.
26- Resolver a ANGUSTIA pela SOLUÇÃO DE DEUS. “Não veio sobre vós tentação, senão humana, mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1Corintios10: 13). Buscar a solução que mais agrade a Deus para o problema que suscitar angustia (se o pensamento estiver confuso, aplique o método de altera-lo exposto no parágrafo 10).
27- Vencer o TÉDIO com SERVIÇO a Deus: “Andai com sabedoria para os que estão de fora, remindo o tempo” (Colossenses4: 5).
28- Extinguir o SENTIMENTO DE CULPA por CONFISSÃO DE PECADOS e FÉ NO PERDÃO que Deus promete aos que se fizeram seus filhos em Cristo, quando pecam e se confessam em falta. Quanto a condenação eterna estão para sempre já perdoados: “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos8: 1). Quanto a castigos disciplinares de filhos, ficam também perdoados mediante confissão, em sincera demonstração de arrependimento: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (1João1: 9). “Porque se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seriamos julgados. Mas quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (1Corintios11: 31, 32).
29- Em vez de pensamentos IMPUROS, cultivar pensamentos PUROS: “Bem aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus5: 8).
30- Em vez do habito de fazermos mau juízo precipitado dos OUTROS, ENTREGAR OS DEFEITOS ALHEIOS AO JUIZ SUPREMO, cuidando antes em corrigir-nos de nosso próprios defeitos.
“E porque reparas tu no arqueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?”Hipócrita, tira primeiro a trave que esta no teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mateus7: 3, 5).
“Há um só legislador e um juiz que pode salvar e destruir; Tu, porem, quem és que julgas outrem?” (Tiago4: 12).
Devemos, pois buscar primeiro nosso próprio equilíbrio, para, depois, na medida do que pudermos e for oportuno e conveniente, ajudar os outros a se livrarem de seus defeitos, se são irmãos em Cristo; pregando-lhes o Evangelho se são incrédulos: “Que pregues a Palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (2Timoteo4: 2).
31- Buscar PRIMEIRO NOSSO EQUILIBRIO PESSOAL, para em equilíbrio, AJUDAR OS OUTROS a alcançarem o mesmo. “Porque se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem”. “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria; E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, afim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra” (2Corintios8: 12; 9:7-8).
32- Em vez de preocupar-nos em alcançar BOM SUCESSO, ocupar-nos em ser FIÉIS A DEUS. Da viúva pobre, que ofertou apenas duas moedas, dissera Jesus: “Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento” (Marcos12: 43, 44). A recompensa de Deus é proporcional a fidelidade, não ao sucesso. É a lição das parábolas dos talentos e das minas (Mateus25: 14- 30; Lucas19: 11- 27).